quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Igreja passará pela Grande Tribulação?

É comum recorrer-se à simbologia com o intuito de afirmar que a Igreja não enfrentará o tempo de angústia, a Grande Tribulação. Afirma-se que Enoque foi arrebatado antes do dilúvio; que as águas do Mar Vermelho só caíram sobre os egípcios depois que Israel passou; que Elias subiu num redemoinho antes do cativeiro; que a Igreja é a luz do mundo (e, quando for tirada, se instalará um período de trevas); que ela é também coluna e firmeza da verdade (e, ao ser arrebatada, o mundo desabará), etc. No entanto, tais exemplos apenas ilustram e reforçam uma verdade que está revelada claramente nas páginas sagradas.

Os teólogos pós-tribulacionistas e mesotribulacionistas têm as suas razões pessoais para não crer no rapto dos salvos antes da Grande Tribulação. Contudo, é bom não irmos além do que está escrito (1 Co 4.6) nem nos movermos facilmente de nossas convicções quanto ao nosso livramento da ira futura, por ocasião da vinda de Jesus (2 Ts 2.2-9). Os primeiros afirmam que Jesus virá após a Grande Tribulação, enquanto os mesotribulacionistas asseveram que o Advento de Cristo se dará no meio desse tempo de angústia.

A escola de interpretação que honra as Escrituras é o pré-tribulacionismo, pois não há dúvidas de que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação (1 Ts 1.10). Jesus disse: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem” (Lc 21.36, ARA). Note: escapar, e não participar, atravessar.

Em Apocalipse 3.10, Jesus fez uma promessa à igreja de Filadélfia: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. Esta mensagem é apenas para uma igreja local? Não! Haja vista o que está escrito nos versículos 13 e 22 do mesmo capítulo: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Conquanto a igreja de Filadélfia estivesse passando por tribulações, naqueles dias, os seus santos membros não passaram pela “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo” — todos os mortos em Cristo têm a garantia de que não passarão pela Grande Tribulação, uma vez que ressuscitarão e serão tirados da Terra antes dela.

Todas as mensagens de Jesus registradas em Apocalipse às igrejas da Ásia possuem mandamentos e exemplos para nós, hoje, quanto à manutenção do amor e da fidelidade (2.4,10), às falsas profecias (2.20-22), ao perigo de Jesus estar do lado de fora (3.20), etc. Nesse caso, a promessa de livramento da hora da tentação em apreço é extensiva a todos os salvos — “há de vir sobre todo o mundo” —, assim como o que está registrado no versículo 11: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”.

Antes de o Cordeiro de Deus desatar o primeiro selo, dando início a uma série de juízos contra a Terra (Ap 6), João viu os 24 anciãos diante de Deus, no Céu (Ap 4-5). E estes representam a totalidade da Igreja: as doze tribos de Israel e os doze apóstolos de Cristo. Isso prova que, desde o início da Grande Tribulação, na Terra, os salvos já estarão no Céu. Glória ao Cordeiro, pois estaremos com Ele nesse período de trevas e aflições.

Em Apocalipse 13.15, está escrito que serão mortos todos os que não adorarem a imagem do Anticristo. Se este fará guerra aos santos, a fim de vencê-los (v.4), quantos destes seriam arrebatados durante ou depois do período tribulacionista? Os tais santos mortos pela Besta são os mártires da Grande Tribulação, e não a Igreja, que já terá sido arrebatada.

A Palavra de Deus diz que a Noiva de Cristo estará no Céu durante esse período, e que voltará com Ele, por ocasião da Revelação (segunda etapa da Segunda Vinda de Jesus), a fim de pôr termo ao império do mal: “vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. (…) E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro” (Ap 19.7-14).

Em suas cartas aos tessalonicenses, a ênfase de Paulo é o Arrebatamento. Ao mencionar este glorioso evento pela primeira vez, ele deixou claro que Jesus nos livrará da ira vindoura (1 Ts 1.10). E isso é confirmado ainda na primeira epístola: “quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição (…) e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão” (5.3,4).

Observe, no texto acima: são os que estão em trevas que não escaparão da destruição. Os filhos da luz (1 Ts 5.5) já terão sido arrebatados (4.16-18). Por isso, mais adiante, Paulo reafirma o que dissera no primeiro capítulo (v.10): “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (5.9).

A passagem de 2 Tessalonicenses 2.6-8 é de difícil interpretação, e não convém fazer especulações sobre o que não está revelado claramente. Mas vemos nela a reiteração de que a Igreja não estará sob o domínio do Anticristo: “E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.


Se o mistério da injustiça opera, por que o Iníquo ainda não se manifestou? O que o detém? Quem o resiste? Quem será tirado da Terra, para que ele tenha total liberdade até à esplendorosa vinda de Cristo? A única revelação que temos, retratada pelo próprio apóstolo Paulo, é que o povo de Deus será tirado da Terra, no aparecimento de Jesus Cristo (Tt 2.13,14; 1 Ts 4.17). E, se é depois disso que será revelado o Anticristo, então estamos diante de mais uma prova de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação!

Quantos podem glorificar a Deus por isso?

por: Pr. Ciro Sanches Zibordi

Bíblia Glow

 


Lançada em outubro do ano passado nos Estados Unidos com o nome de Glo (sem o "w"), a nova Bíblia foi a primeira digital a conquistar lá o Prêmio de Bíblia do Ano, da ECPA (Evangelical Christian Publisher Association). Livro mais vendido e mais roubado de livrarias americanas, a Bíblia movimenta nos EUA um mercado de US$ 600 milhões por ano. No Brasil, só a Sociedade Bíblica do Brasil imprime dez milhões de bíblias anualmente. Publicado em língua inglesa na Inglaterra, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, o Glow sai pela primeira vez em outro idioma, o português.
As próximas traduções da Bíblia interativa serão em espanhol, mandarim, coreano, alemão e francês. A previsão é de que, em janeiro de 2011, a nova Bíblia chegue finalmente a China, onde já foi aprovada pelo governo. 

Leia Mais aqui 

A Missão Profética da Igreja

A Lição Bíblica desta semana é a última do 3º trimestre/2010. A ênfase do seu conteúdo trata da atividade missionária da igreja. Temos assim, uma excelente oportunidade para refletirmos sobre:

- O quanto estamos interessados por missões
- O quanto compreendemos o que é "missão"
- O quanto estamos conscientizados sobre "missão
- O quanto estamos envolvidos com "missão"

O CONCEITO DE MISSÃO

"Missão" pode ser definido como a proclamação, o ensino e o testemunho do Evangelho do Reino, a todas as pessoas, em todos os lugares, no poder do Espírito.

A maior responsabilidade da igreja é a pregação do Evangelho. Somente ela pode fazer isto (Ef 3.10; 1 Tm 3.14-15; 1 Pe 2.9).

O MÉTODO DA MISSÃO

Há várias formas e maneiras de se fazer missões:

- Através do ensino da Palavra ou do discipulado (Mt 28.18-10)
- Através da proclamação da Palavra (Mc 16.15-18)
- Através do testemunho (At 1.8; At 4.20; 20.24)
- Através do anúncio da Palavra (At 4.2)
- Através da pregação ou evangelização (At 15.35)

O LOCAL DA MISSÃO

A obra missionária pode ser realizadas nos mais diversos locais:

- No lar (Mc 5.18-20)
- Nas cidades (At 5.12-16)
- Em outras culturas (Mt 24.19; At 8.4-8; 11.20-25)
- Em outros países ou nações (At 16.6-10)

A MENSAGEM DA MISSÃO

A mensagem da missão é o Evangelho (Mc 16.15). Não se trata aqui de qualquer "evangelho", mas, de todas as coisas ordenadas por jesus (Mt 28.20),. Trata-se do evangelho :

- Da graça de Deus (At 20.24)
- Das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8),
- Poderoso (Rm 1.16)
- Da paz (Ef 6.15)
- Da glória (1 Tm 1.11)
- Das virtudes de Deus (1 Pe 2.9)

MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA
Enquanto prega o Evangelho, a igreja cumpre ao mesmo tempo a sua missão profética. Se não puder cumprir a sua missão profética, a igreja não poderá pregar o Evangelho.

Em sua missão profética, como a Igreja está se comportanto e se posicionando diante das grandes contradições sociais, da decadência espiritual e moral de nossa época?

Como já escrevi, penso que algumas questões graves contribuem para que pastores, pregadores, ensinadores, líderes cristãos em geral e algumas igrejas silenciem diante das injustiças sociais e do pecado em nossos dias.

Muitos profetas e a atividade profética da igreja está comprometida por diversas motivos, dentre os quais:

- Com a institucionalização da igreja, dentro da própria igreja observamos a prática da injustiça, quando algumas lideranças exploram os dízimos dos pobres (dos ricos também) para manter o seu luxo palaciano. Há líderes que deixam de investir no socorro aos necessitados, na educação e na evangelização para que sobre dinheiro para o gasto abusivo com carros luxuosos, apartamentos, mansões, fazendas, aviões etc. Outros investem timidamente nestas obras, para tentar passar uma falsa imagem ou mascarar a realidade. Volto a repetir que um líder deve viver dignamente, mas não deve destoar absurdamente da realidade social e econômica de sua comunidade cristã. Não sou apologista da mendicância, nem da ostentação luxuosa desnecessária e extremamente vaidosa;

- Pastores, pregadores, ensinadores e outras lideranças fazem a cada eleição alianças com candidatos e políticos corruptos, ladrões, devassos e arrogantes. Se vendem e negociam o voto da igreja em troca de favores como terrenos, comissões, cargos para familiares, parentes e amigos, ajuda para realização de festividades ou obras. Nestas questões, há uma verdadeira promiscuidade em nossos dias. Ao fazerem tais alianças, este líderes ou igrejas perdem a sua autoridade profética, visto que tal autoridade está associada à nossa integridade moral e manutenção dos princípios bíblicos;

- Algumas de nossas organizações (escolas, universidades, faculdades, convenções estaduais, regionais e nacionais de igrejas e ministros, etc.) deixaram de ser relevantes, existindo atualmente para basicamente servir para distribuição de cargos, ser fonte de vantagens financeiras, privilégios, roubos, extorsões, esquemas, fraudes, corrupções, promotoras de brigas, facções, dissensões e de escândalos internos e externos, locais, regionais e nacionais. Os que tem acesso às provas desta realidade se omitem, geralmente, por terem sidos ou por serem beneficiados de alguma forma pela situação.

Dessa forma, pode-se entender o silêncio profético de muitos para com as questões políticas e sociais de nossa época.

Não dá para confrontar Acabe (os líderes políticos de fora e os líderes "políticos" e religiosos de dentro) quando se compactua do seu pecado, ou quando se teme perder o emprego, o salário, algum cargo ou função alcançada, ou ainda a perda de oportunidades, convites ou agendas. Tal postura é covarde e mercenária. Precisamos seguir o exemplo de Micaías (1 Rs 22.13-14).

Não dá para denunciar o "pecado de Herodes" (Mt 14.3-12) quando se senta na mesa com "Herodes" para negociar ou buscar favores ilícitos ou imorais. É interessante lembrar que nem sempre legalidade é sinônimo de moralidade.

Apesar do momento crítico, o ministério profético na Igreja não será extinto. Tenho viajado pelo Brasil e conhecido muitas lideranças e instituições sérias, honestas e ainda comprometidas com o bem comum, com a justiça socia, com os princípios e com as prioridades do Reino de Deus.

Fonte:Altair Germano

Edir Macedo: o único líder evangélico (evangélico?) que apoia abertamente o aborto

 

A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) existe desde 1859. É uma denominação protestante, calvinista e reformada. Como pentecostal e assembleiano, é evidente que não estou de acordo com algumas das suas doutrinas. Mas concordo plenamente com a sua posição em relação a certas denominações neopentecostais. Para a liderança da IPB, por exemplo, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é uma seita.

Muitos poderão considerar o posicionamento da IPB exagerado e afirmarem que ela não tem o direito de considerar a tal denominação pretensamente evangélica uma seita. Mas eu estou de acordo com os líderes da aludida denominação histórica e considero a sua posição exemplar, nesse caso.

Além da falaciosa Teologia da Prosperidade, acompanhada de outras heresias e modismos injustificáveis, de uns tempos para cá a Record (emissora da IURD) e o seu líder, Edir Macedo, passaram a defender abertamente o aborto, contrariando a Palavra de Deus. Até a crítica secular tem se manifestado quanto a isso. Reinaldo Azevedo, colunista da Veja on-line, é um dos críticos que questionam a incoerente posição de Macedo.

Quais são os argumentos de Edir Macedo em prol do aborto? Segundo ele, muitas mulheres têm perdido a vida em clínicas de fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam mais o risco de perder a vida. Ele pergunta: “O que é menos doloroso: o aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas?”

Macedo, usando ao final de cada argumento a sua tradicional pergunta “não é verdade?”, afirma que não interessa a ninguém uma multidão de crianças sem pais, sem amor e sem ninguém. E ataca: “O que os que são contra o aborto têm feito pelas crianças abandonadas?”

Assemelhando-se a Hitler, Edir Macedo defende o aborto para fazer uma “limpeza” na sociedade. Ele tem perguntado, em suas palestras: “Por que a resistência ao planejamento familiar? O aborto diminuiria, e muito, a violência no Brasil”. Para saber mais sobre o posicionamento de Macedo, leia o blog de Reinaldo Azevedo, em http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo.

Você conhece alguma personalidade evangélica influente favorável ao aborto? Pergunte aos seguintes líderes e expoentes, considerados evangélicos — de diferentes denominações e ministérios, citados aleatoriamente —, o que eles pensam a respeito do aborto: Hernandes Dias Lopes, Billy Graham, Antonio Gilberto, José Wellington Bezerra da Costa, Rick Warren, Samuel Câmara, Silas Malafaia, David Young Cho, Caio Fábio, James Dobson, David Wilkerson, Márcio Valadão, R.R. Soares, John Piper, Jaime Kemp, Philip Yancey, etc. Por serem de denominações e/ou ministérios diferentes, eles podem divergir sobre vários assuntos. Mas todos eles se mostrarão contrários ao aborto.

Segue-se que Edir Macedo é o único líder evangélico (evangélico?) influente que defende o aborto de modo veemente e peremptório. É possível que haja outros líderes “evangélicos” influentes que, intimamente, sejam favoráveis ao aborto. Mas eu não conheço nenhum que faça campanha aberta ao aborto.

As argumentações de Edir Macedo são falaciosas, totalmente inconsistentes e, como eu já disse, hitleristas, em certo sentido. Quem somos nós para considerar que um inocente deva ser morto antes de vir ao mundo, sob a suspeição de que o tal viverá sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor, podendo ser comissionado por traficantes de drogas?

Há dois tipos de aborto: o voluntário (homicídio, em regra geral) e o involuntário. O aborto voluntário, salvo exceção, é contrário aos princípios e mandamentos bíblicos, pois Deus é contra todas as formas de homicídio (Êx 20.13; Mt 15.19,20; Ap 21.8). O aborto voluntário consiste na destruição da vida intra-uterina em qualquer estágio do período de gestação. E é exatamente isso que Macedo defende, por mais que esteja, segundo aparenta, cheio de boas intenções.

Por que o aborto é contrário à Palavra de Deus? Porque só o Senhor tem o direito de tirar a vida, pois é Ele quem a forma ainda no ventre materno (Jó 10.9; 31.13-15; Sl 94.9; Is 44.2,24; 49.5). Deus conhece o ser humano quando ainda é apenas um plasma, uma substância informe (Jr 1.5; Sl 139.13-16). Um ovo informe de quatro semanas (Jesus) foi chamado de “Senhor”, e um feto de 24 semanas (João Batista) ficou cheio do Espírito Santo (Lc 1.39-44).

Não têm as mulheres o direito de abortar, por quê? Primeiro, porque a vida é um dom de Deus, e o fruto do ventre, galardão dEle (Gn 2.7; Jó 33.4; Sl 127.3). Desta premissa decorre outra: a mãe é apenas o meio pelo qual uma criança vem ao mundo, e não a dona dela.

O chamado aborto honroso — provocado nos casos de gravidez resultante de estupro — e o aplicado em caso de crianças que poderão nascer defeituosas ou até sem cérebro não são exceções, pois não cabe ao ser humano tirar a vida do próximo (Dt 32.39; Êx 23.7).

Há alguma exceção? Penso que, numa intervenção médica, para salvar a vida da mãe, o aborto não se constitua um assassinato. Por quê? Porque, nesse caso, se a criança não for tirada, ela e a mãe morrerão. Não há outra alternativa, a não ser salvar a mãe, em detrimento da vida da criança.

Edir Macedo defende o aborto para evitar problemas futuros para mulheres jovens... Quer dizer, então, que, para evitarmos problemas, devemos matar uma pessoa indefesa? E, se ela fosse adulta e estivesse nos incomodando, deveríamos matá-la também? Ora, se não devemos matar um ser humano adulto para ter paz e tranquilidade, por que tiraríamos a vida de um ser humano inocente e indefeso?

Portanto, meus amados irmãos, ou a Palavra de Deus está desatualizada (e é claro que não está!), ou o senhor Edir Macedo não tem nenhum compromisso com o Deus da Palavra. Parabéns, Igreja Presbiteriana do Brasil e todos os líderes e expoentes que já tomaram uma posição exemplar em relação ao referido líder pretensamente evangélico. Os verdadeiros seguidores do Senhor Jesus jamais apoiarão a tese hitlerista pró-aborto do senhor Macedo.


Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi


Fonte:

Congresso Internacional de Missões



e 18 a 21 de novembro, a CGADB e a CPAD promovem o Congresso Internacional de Missões das Assembleias de Deus (CIMAD). O evento, que acontecerá no Riocentro, Zona Oeste do Rio de Janeiro, tem como principal objetivo inspirar os assembleianos a fazer missões, orando, contribuindo e partindo para o campo missionário, mantendo assim uma das principais características do Movimento Pentecostal: levar a mensagem de Cristo a toda criatura até os confins da terra (Marcos 16.15).

Outro objetivo a ser alcançado com o CIMAD é o de formular uma estratégia de missões para as Assembleias de Deus no Brasil, que será utilizada pela Secretaria Nacional de Missões (Senami) e as Igrejas Missionárias – que investem em missões e enviam missionários, buscando atender as regiões e países onde há maior necessidade.

Entre os preletores nacionais estão os pastores José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, José Sartírio, atualmente na Colômbia, Ronaldo Lidório e Cesino Bernardino, do Amazonas, Nelson Lutchemberg, de Rondônia, Álvaro Sanches, de Minas Gerais e Raul Cavalcanti, do Maranhão.

Trazendo informações sobre missões pelo mundo, entre os preletores internacionais estão os missionários Olinto de Oliveira – China, Vivek Dass – Índia, Dagnaldo Pinheiro Gomes – Oriente Médio (Egito), entre outros.

Chegada missionária

Como parte da programação, no dia 19 de novembro, serão comemorados cem anos, desde a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, em Belém, capital do estado do Pará, vindos dos Estados Unidos da América.

Os dois jovens suecos iniciaram no Brasil “um movimento que alterou profundamente o perfil religioso e até social do país por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais”, Para mais informações acesse o site Centenário.


Louvor e Adoração

Ministrando louvores estarão presentes os adoradores da Patmos Music – selo fonográfico da CPAD - Victorino Silva e Lília Paz, e também Oséias de Paula, Alice Maciel, Regis Danese, Mara Dalila, Coral e Orquestra Cordovil, Coral de Crianças, Coral da União de Mocidade das Assembleias de Deus no Estado do Rio de Janeiro (Umader), Coral da União dos Corais das Assembleias de Deus no Estado do Rio de Janeiro (Ucaderj).

Especial para Jovens e Crianças

Simultaneamente ao Congresso, acontecerá o evento Geração JC Missões, edição especial, destinado a jovens e adolescentes. As palestras terão como tema a importância de se cumprir o “Ide” ordenado por Jesus Entre os preletores, estão os pastores Silas Daniel, Josué Brandão, Ciro Sanches Zibordi e Jean Marques.

Acontecerá também, o evento “Missões para Crianças”, com uma programação de cunho missionário com a participação da Tia Jô (Joany Bentes - Paraná) e Tia Nita (Anita Oiayzu – São Paulo), entre outros preletores infantis.

Riocentro

Localizado na Barra da Tijuca, região de maior crescimento econômico da cidade do Rio de Janeiro, o Riocentro está em convergência com que há de mais moderno em infra-estrutura e serviços para eventos.

A CPAD já realizou outros eventos no Riocentro, como os I e II Congressos Nacionais de Escola Dominical, além de participar das edições cariocas da Bienal do Livro, que também ocorre no espaço.

A programação do Congresso Internacional de Missões acontecerá entre 9h e 21h, nos dias 18, 19 e 20, e entre 09h e 12h, no dia 21. O investimento é de R$ 50 que pode ser pago em duas vezes sem juros no cartão de crédito. Mais informações e inscrições também pelos telefones (21) 2406-7400 ou 2406-7352.

CIMAD: Ore, divulgue, participe e... Ide!

Serviço:

Congresso Internacional de Missões das Assembleias de Deus
Data: 18 a 21 de novembro de 2010
Horário: 09h às 21h
Investimento: R$ 50
Local: Riocentro
Endereço: Avenida Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro - RJ

A segunda besta, o falso profeta, opera muitos sinais e milagres.



A segunda besta, o falso profeta, opera muitos sinais e milagres (“sinais” no versículo 13 é a tradução da mesma palavra grega (semeia) usada no Evangelho de João para descrever os milagres de Jesus). Na presença dos povos, o falso profeta faz até com que fogo, aparentemente vindo do céu, caia na terra. Trata-se de uma imitação clara do milagre realizado por Elias ao desafiar os israelitas a decidirem entre o Senhor e Baal. Apesar dos sacerdotes de Baal não puderem realizar o prodígio (1 Rs 18.22-34), o Falso Profeta, através do poder de Satanás, o fará. Todos ficarão impressionados. Até mesmo nessa era tão científica, há pessoas ingênuas dispostas a seguir os falsos profetas; são enganadas pelos milagres que não têm por objetivo glorificar a Deus. Os pretensos milagres do Falso Profeta têm por objetivo enganar a humanidade (1 Ts 2.9-12). Mas Israel é advertido em Deuteronômio 13.1-3 a precaver-se contra os falsos profetas que, apesar dos sinais e milagres que operam, leva o povo a desvirar-se da Palavra de Deus. Os tais devem ser considerados impostores. Pois os verdadeiros profetas falam por Deus, e encorajam a servi-lo e a adorar CRISTO.

Texto extraído da obra: A Vitória Final: Uma investigação exegética do Apocalipse. 1. ed., Rio de Janeiro: CAPAD, P. 1995.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

História da Escola Dominical no Brasil

Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula.

Mas foi suficiente para que seu trabalho florecesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil.

Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855,no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.

HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO MUNDO

As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.

Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.

Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, Ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu.
Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.

A Escola Dominical do nosso tempo nasceu de visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel.

Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.
É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês.

Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?
Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional.
Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.

No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.

Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto:
“Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”.

Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus. É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre.

A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer.

O Tríplice Propósito da Profecia



INTRODUÇÃO

A profecia, em si mesma, é uma revelação divina, pois trata-se de um oráculo vindo da parte de Deus. Quem profetiza está falando em nome do Senhor e, portanto, transmitindo ao povo a vontade divina. Os dons espirituais são para a edificação, exortação, consolação e santificação da Igreja.

I. OS DONS  ESPIRITUAIS

1. A situação em Corinto. Ao falar sobre os dons espirituais em 1 Coríntios 12 a 14, o apóstolo Paulo não introduz nenhum ensino novo na Igreja; a manifestação dos dons já era bem comum no meio do povo de Deus. Mas, posto que ocorresse abuso na prática dos dons espirituais, devido à inexperiência daquela igreja, que ainda enfrentava problemas de altivez espiritual (4.7,18) e dissensão (11.18), entre outros, o apóstolo foi constrangido e inspirado pelo Espírito a escrever aos irmãos coríntios, para que tais distorções fossem corrigidas.

Paulo trouxe um ensino muito importante sobre o assunto, esclarecendo as manifestações sobrenaturais do Espírito Santo. Ele conscientiza a igreja que todos os que receberam dons espirituais do Senhor podem e devem administrá-los com sabedoria, prudência e humildade.

2. Conceito (vv.4-6). Estamos diante de um assunto de extrema relevância para a edificação da Igreja e, por essa razão, ninguém deve desconhecer o tema ou sentir-se como os coríntios - ignorantes (12.1). A expressão grega que aparece em 1 Coríntios 14.1 é traduzida como "as coisas espirituais" e, no versículo 4, o apóstolo Paulo chama de charisma - dom - ou de ministério, no versículo 5, e de operação, no versículo 6. Isso revela a diversidade dessas manifestações, todavia, sempre mostrando que a fonte é uma só: Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que formam a Santíssima Trindade (12.4-6). As manifestações dos dons não devem ser usadas para ostentação, como vinha acontecendo em Corinto, pois "a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil" (12.7).

3. A lista dos dons e uma ilustração. Os versículos da Leitura Bíblica em Classe mencionam nove dons: palavra da sabedoria, palavra da ciência, fé, dons de curar, operação de maravilhas, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas e interpretação de línguas. Havendo intérprete, as línguas podem até ser uma forma de manifestação profética, cf. 14.5. Outros dons aparecem no versículo 28 e em Romanos 12.6-8.

Em seguida, a Bíblia ressalta que o Espírito opera segundo a sua vontade na distribuição desses dons (12.11). Ainda nesse mesmo capítulo (vv.12-27), o apóstolo ilustra o uso desses dons na Igreja, comparando a sua boa e ordeira utilização ao corpo humano, no qual cada membro tem uma função diferente e, mesmo assim, um depende do outro, sendo todos igualmente importantes. Na Igreja, que é o corpo de Cristo - "vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular" (v.27) -, não deveria ser diferente. O capítulo 12 encerra-se, ensinando aos crentes a buscarem os "melhores dons". Nesse momento, Paulo introduz o tema do capítulo seguinte, o amor, que ele chama de "caminho mais excelente" (12.31).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Os dons espirituais devem ser administrados em prol da edificação da igreja, fato que não estava ocorrendo em Corinto.

II. A IMPORTÂNCIA DO AMOR

1. A relação entre a caridade e os dons (14.1). A maneira como Paulo escreve parece indicar que havia em Corinto uma competitividade na busca e utilização dos dons espirituais entre os crentes desta igreja (12.29,30). O capítulo 14 inteiro trata de dois deles: línguas e profecia. Em torno de ambos, havia muita indisciplina no culto.

Os coríntios tinham de entender que é Deus quem concede os dons, e cada um desses tem a sua importância no Corpo de Cristo. Portanto, eles não tinham de que se gloriar. Paulo, entretanto, incentiva os crentes a buscar os dons espirituais: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar" (14.1). A busca pelos dons, porém, deve ser feita com amor, não tendo como motivação a disputa; tudo tem de ser feito com decência e ordem.

2. A nulidade dos dons sem caridade. Os dons espirituais devem ser buscados com zelo e colocados em prática com amor. Profetizar, ou exibir qualquer das manifestações do Espírito Santo sem a prática do amor em nada resulta, afirma o apóstolo em 1 Coríntios 13.1-3.

3. A perenidade do amor. O amor é mais importante que os dons espirituais, pois ele nos acompanhará até mesmo no céu, ao passo que os dons espirituais são transitórios (13.8-10,13). Eles cessarão com o fim das atividades da Igreja de Cristo na terra.

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

Os dons devem ser administrados sob o alicerce do amor, pois enquanto aqueles são transitórios, este é eterno.

III.  O DOM DE PROFECIA (14.3)

1. Edificação. Todas as profecias devem ser devidamente julgadas à luz da Bíblia, a fim de que não venham causar confusão à igreja nem abalar a fé dos mais fracos. Há certos grupos que, sem o conhecimento do pastor, reúnem-se em casas e põem-se a profetizar segundo o seu bel prazer, com o intuito de manipular a fé dos imprudentes. Não podemos esquecer-nos de que um dos principais objetivos da profecia é a edificação dos fiéis.

2. Exortação. A palavra original aqui para "exortação" é paraklesis, de onde procede o substantivo parákletos - "defensor, advogado, intercessor, auxiliador, consolador, conselheiro" - que Jesus empregou para referir-se ao Espírito Santo (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O referido termo também é empregado para o próprio Cristo e traduzido por "advogado" (1 Jo 2.1). Todos esses significados revelam a missão da profecia, pois o Espírito inspira o profeta a animar, despertar, alertar e falar palavras de encorajamento tanto à Igreja como a alguém em particular.

3. Consolação. A consolação pelo Espírito fortalece a fé, produz nova expectativa, renova a esperança e elimina os temores. Isso ajuda no fortalecimento e edificação da Igreja. Esse tríplice propósito do dom de profecia demonstra porque o apóstolo insiste e incentiva os crentes a buscarem essa dádiva celestial.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

O propósito do dom de profecia é edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo.

CONCLUSÂO
Problemas no exercício do dom de profecia na igreja são recorrentes; existem desde os dias apostólicos. Isso, no entanto, não é motivo para se desprezar a manifestação do Espírito Santo. O apóstolo Paulo, que lidou com tais problemas, nunca deixou de incentivar a busca do referido dom. Por conseguinte, não devemos desprezar as profecias (1 Ts 5.20). Que o Senhor nos abençoe e conceda-nos graça para vivermos nos domínios inefáveis do Espírito. Contudo, que todas as coisas sejam feitas "com decência e ordem", segundo a doutrina bíblica (1 Co 14.39,40).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Diferentes significados de Dom



Em seu sentido geral o termo “dom” tem mais de um emprego. Há os dons naturais, também vindos de Deus na criação, na natureza: a água, a luz, o ar, o fogo, a vida, a saúde, a flora, a fauna, os alimentos, etc. Há também os dons humanos, por Deus concedidos na esfera do ser humano: os talentos, os dotes, as aptidões, as prendas, as virtudes, as qualidades, as vocações inatas, etc.

O dom espiritual é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural pelo Espírito Santo, de capacidade divina sobre o crente, para serviço especial na execução dos propósitos divinos para e através da Igreja. “São como que faculdades da Pessoa divina operando no ser humano” (Horton). Dons espirituais como aqui estudados não são simplesmente dons humanos aprimorados e abençoados por Deus.

As principais passagens sobre os dons espirituais são sete: 1 Co 12.1-11, 28-31; 13; 14; Rm 12.6-8; Ef 4.7-16; Hb 2.4; 1 Pe 4.10,11. Além destas referências, há muitos outros textos isolados através da Bíblia sobre o assunto.

TERMOS DESIGNADORES

Dons espirituais. Ou pneumatika (1 Co 12.1). Os críticos e opositores dos dons alegam que, no original, aqui, não consta a palavra “dom”. Não consta neste versículo, mas consta a seguir, em 1 Coríntios 12 e nos capítulos seguintes. O referido termo refere-se às manifestações sobrenaturais da parte do Espírito Santo através dos dons (cf. 1 Co 12.7; 14.1).

Dons da graça. Ou charismata (1 Co 12.4; Rm 12.6). Falam da graça subsequente de Deus em todos os tempos e aspectos da salvação.

Ministério. Ou diakonai (1 Co 12.5). Isso fala de serviço, trabalho e ministério prático. São ministrações sobrenaturais do Espírito através dos membros da igreja como um corpo (1 Co 12.12-27).

Operações. Ou energemata (1 Co 12.6). Isto é, os dons são operações diretas do poder de Deus para realização de seus propósitos e para abençoar o povo (cf. vv. 9,10).

Manifestação. Ou phanerosis (1 Co 12.7). Os dons são sobrenaturais da parte de Deus; mas, conforme o sentido do termo original, aqui, eles operam igualmente na esfera do natural, do tangível, do sensível, do visível.  

Texto Extraído da obra: Verdades Pentecostais: Como obter e manter um genuíno avivamento pentecostal nos dias de hoje. CPAD, pp. 68,9.

Ekklesia - Chamados para fora

A palavra “igreja” traduz o vocábulo grego ekklesia, que se deriva de ek, “para fora”, e de kaleo, “chamar”. Entretanto, na Bíblia, é usada para indicar qualquer assembleia. O uso, e não a derivação, lhe determina o sentido. O uso bíblico mostra que se havia perdido o sentido de “chamados”. “Assembleia” é a melhor tradução. Ekklesia era comumente usada no Oriente Próximo e Médio antigos para descrever uma assembleia de cidadãos - uma reunião oficial ou um ajuntamento precipitado, como o de uma turba (At 19.32,39,41). Na versão grega da Septuaginta (Antigo Testamento), a palavra grega foi usada para indicar a assembleia ou congregação de Israel, particularmente quando o povo estava reunido perante o Senhor, nas ocasiões religiosas (por exemplo, Dt 9.10; 18.16; 23.1,3). Nos tempos do Novo Testamento, entretanto, os judeus preferiam o termo “sinagoga” para designar tanto o edifício quanto a congregação que nele se reunia. Por conseguinte, para distinguirem-se dos judeus e se declararem o verdadeiro povo de Deus, tanto Jesus quanto os primitivos cristãos usavam o termo ekklesia.

A Igreja é, portanto, a família espiritual de Deus, uma comunidade criada pelo Espírito Santo, baseada na obra expiatória de Cristo.

Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Fé. Rio de Janairo, CPAD.

Uma vaquinha para o casório



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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia


"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas" (1 Co 12.28).

INTRODUÇÃO

O assunto desta lição diz respeito a um dos aspectos decisivos da vida da igreja: a profecia no contexto neotestamentário. Tais manifestações devem passar pelo crivo das Escrituras Sagradas para que cumpram a sua finalidade: exortar, edificar e consolar (1 Co 14.3). Em 1 Coríntios 12, o apóstolo Paulo tratou do assunto, considerando os dois tipos de dons de profecia. Aquele que pode ser concedido pelo Espírito a qualquer crente (1 Co 12.10), e o outro destinado a crentes com chamada específica para esse ministério (1 Co 12.28).

I. OS DONS MINISTERIAIS

1. Distinção entre o colégio apostólico e o dom ministerial de apóstolo. É importante que façamos uma distinção entre o apóstolo, como dom ministerial, e os doze apóstolos de Cristo - os  apóstolos do Cordeiro (Ap 21.14). Estes formavam um grupo distinto na Igreja Primitiva (Lc 6.12-16) e, por haverem recebido revelações especiais de Deus (Ef 3.5; Jd v.17), foram os responsáveis pelo alicerce doutrinário da Igreja (At 2.42; Ef 2.20). Quanto aos apóstolos dados à igreja, por intermédio do dom ministerial e cuja função é de "embaixador" (cf. 2 Co 8.23) e "enviado" (cf. Fp 2.25), são estes igualmente imprescindíveis à obra de Deus.

2. Uma consideração acerca dos dons ministeriais.

a) Apóstolos. Quando o Senhor Jesus Cristo proferiu uma de suas mais célebres afirmações "[...] edificarei a minha igreja" (Mt 16.18), não revelou como a edificaria. Em 1 Coríntios 3.10-14, Paulo menciona que, como sábio arquiteto, pôs o "fundamento, e outro edifica". O apóstolo dos gentios referia-se ao trabalho sequencial de edificação da igreja de Corinto que, na realidade, era fruto de seu labor missionário e da assistência pastoral dos líderes que passaram a atender àquele rebanho. A edificação da Igreja se dá através de homens a quem o Senhor Jesus qualificou para isso (1 Co 3.6-8).

b) Evangelistas. A igreja sempre necessita do dom de evangelista; trata-se de um pregador cheio do Espírito Santo e da Palavra, enviado à seara do Senhor (At 21.8; 2 Tm 4.5). Ele auxilia os pastores na expansão da igreja local, ganhando almas para Cristo.

c) Pastores e doutores. Alguns expositores do Novo Testamento entendem "pastores e doutores" como um só ministério. Talvez porque o texto não diz "e outros, doutores". Pastores e doutores são distintos, porém, não díspares; tratam-se de ministérios que se complementam. A tarefa do pastor é alimentar e proteger o rebanho; a do doutor, instruir a Igreja, assistindo os membros com a elucidação de questões doutrinárias e preservando a fé genuína. A responsabilidade de ambos, portanto, é cuidar do rebanho de modo que cada membro seja instruído e guiado e, por meio do ensino e do exemplo, mantenham a unidade da igreja, tendo a plenitude de Cristo como medida (Ef 4.13).

3. Objetivo dos dons ministeriais (Ef 4.12-14). É importante entender que o Senhor Jesus deu esses dons à igreja a fim de equipar os crentes para a obra do ministério (Ef 4.12).  Dessa forma, o ensino bíblico constante e progressivo, sob a unção de Deus, atuará em suas vidas com o objetivo de impedi-los de serem levados por "todo o vento de doutrina" (Ef 4.14).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Os dons ministeriais descritos pelo apóstolo Paulo em sua carta aos efésios (4.11-14) têm por finalidade o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério e a edificação do Corpo de Cristo.

II. OUTROS PARA PROFETAS" (EF 4.11A).

1. A importância do tema. Apesar de o termo "profeta" haver sido devidamente abordado nas lições anteriores, dado o seu caráter especial no contexto neotestamentário, é imprescindível considerá-lo à parte. Faz-se necessário entender que o seu emprego em o Novo Testamento é ainda mais amplo do que nas Escrituras veterotestamentárias.

2. A distinção entre apóstolo-profeta e profeta. O emprego do termo profeta em Efésios 4.11 apresenta sentido distinto daquele encontrado anteriormente nos textos de 2.20 e 3.5. Nessas duas passagens, trata-se de um mesmo grupo: os apóstolos-profetas. Paulo afirma, porém, em Efésios 4.11, que o Senhor Jesus "deu uns para apóstolos, e outros para profetas" deixando claro que se trata de ministérios diferentes. O contexto mostra que essa passagem (Ef 4.11) refere-se a pregadores irresistivelmente cheios do Espírito Santo, que cooperavam na edificação da Igreja (At 13.1), dedicando-se ao ensino e à interpretação da Palavra de Deus. Eles também dedicavam-se a explicar o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, e punham-se a exortar, edificar e consolar a Igreja de Cristo.

3. As principais funções do profeta. Assim como no Antigo Testamento, o profeta do Novo não tem como função primária predizer o futuro. Sua atuação é, antes de tudo, atender às necessidades da igreja, uma vez que transmite a mensagem de Deus em tempos de crise (1 Co 14.3).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

O profeta no contexto neotestamentário possui como função primordial proclamar a revelação divina.

III.  O DOM DE PROFECIA

1. A promessa do dom de profecia. O Senhor Deus, através do profeta Joel, prometeu derramar abundantemente do seu Espírito sobre os seus servos (Jl 2.28-32). Tal promessa, que iniciou o seu cumprimento a partir do Dia de Pentecostes e inclui especificamente o dom de profecia (Jl 2.28-32; At 2.16-21). Qualquer crente salvo pode ter o dom de profecia na nova dispensação (1 Co 14.24), independentemente de idade, sexo, status social e posição na igreja (At 2.17,18), tal como vemos nas quatro filhas de Filipe "que profetizavam" (At 21.9).

2. Definição. O dom de profecia, aqui abordado, é uma manifestação momentânea e sobrenatural do Espírito Santo, como um dos dons espirituais prometidos, e não um ministério. O maior valor da profecia é que ela, sendo de Deus, ao contrário das línguas estranhas, uma vez proferida, edifica a coletividade e não unicamente o que profetiza (1 Co 14.3-5).
3. Características. A Bíblia ensina que a profecia deve ser julgada na igreja e que o profeta deve obedecer ao ensino bíblico (1 Co 14.29-33). Não podemos esquecer que a profecia, nesse contexto, não se reveste da mesma autoridade da dos profetas e apóstolos das Sagradas Escrituras. Ninguém mais, depois deles, recebeu igual autoridade divina. O dom de profecia, na presente era, não é infalível e, portanto, é passível de correção. Pode acontecer de o profeta receber a revelação do Espírito Santo e, por fraqueza, imaturidade e falta de temor de Deus, falar além do que devia. Quem profetiza, portanto, deve ter o cuidado de falar apenas o que o Espírito Santo mandar, não alegando estar "fora de si" ou "descontrolado", pois "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas" (1 Co 14.32).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Os escritos neotestamentários evidenciam o exercício do ministério profético pelos apóstolos.

CONCLUSÂO

O nosso Deus nunca deixou de se comunicar com o seu povo. Ele continua a falar conosco, inclusive por meio do dom de profecia. O Senhor sempre cuida do progresso e edificação de sua Igreja. Por essa razão, Jesus deu à sua Noiva, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores.

A Profecia em Jesus Cristo


O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia”. O Antigo Testamento, mais frequentemente traduz o termo hebraico naui’, que vem de uma antiga palavra que significa “aquele que fala”. 

Tornou-se um termo técnico que indica alguém que fala por Deus (ou por um deus ou deusa: o falso deus Baal tinha seus profetas, bem como sua consorte, Aserá, 1 Rs 18.19). Envolve noções de proclamação, pregação e informação. O trecho de Isaías 42.1-7 fala de Cristo como o Servo ungido que iluminaria as nações, ao passo que Isaías 11.2 e 61.1 falam do Espírito do Senhor, que sobre Ele repousaria. O Novo Testamento retrata Jesus como um “pregador” e “mestre” (no grego, didaskalos, termo usualmente traduzido por “mestre”, no sentido de mestre-escola), bem como “aquEle que cura” (Mt 9.35). Ele anunciou a salvação aos pobres (Lc 4.18,19). Nos tempos bíblicos, o termo “profeta” não incluía necessariamente a capacidade de olhar para o futuro. Os profetas eram apenas aqueles que falavam por Deus, e se houvesse predição do futuro, seria Deus, e não o profeta, que via o futuro e o revelava. O profeta era apenas boca usada por Deus. Os profetas também eram chamados videntes, porque Deus lhes permitia enxergar a mensagem, algumas vezes em suas mentes, outras, em sonhos e visões.

Jesus, entretanto, cumpriu o ministério de profeta no sentido mais elevado. Ele disse: “... a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Particularmente no ano do encerramento de seu ministério público, Jesus muito ensinou a seus discípulos sobre os eventos que ainda aconteceriam. Capítulos inteiros de discurso nos evangelhos - Mateus 24, por exemplo -, são compostos por profecias futuristas [grifo nosso]. É claro que Jesus cumpriu o ofício de profeta. Nos primeiros dias de seu ministério, chegou proclamando o que os profetas do Antigo Testamento haviam previsto que se cumpriria nEle (Lc 4.16-21). O Reino já estava próximo, na sua pessoa e ministério (Mt 4.17). Sua mensagem profética vinculava-se a uma chamada ao arrependimento, e, tal como se dava no Antigo Testamento, essa convocação fluía de um coração repleto de amor pelas pessoas e desejo de ver as bênçãos celestiais sobre elas.

Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro, CPAD.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Suficiência das Escrituras: Um Princípio Para Regular o Culto



Como podemos aplicar a suficiência das Escrituras ao culto da igreja? Os reformadores responderam essa pergunta aplicando Sola Scriptura à adoração, estabelecendo o que eles chamaram de Princípio Regulador. João Calvino foi o primeiro a articular de maneira sucinta esse princípio:

“Não podemos adotar qualquer artifício [em nosso culto] que pareça satisfazer a nós mesmos, e sim levar em conta as exortações dAquele que tem o direito de prescrevê-las. Portanto, se desejamos que Ele aprove

nosso culto, esta regra, que Ele mesmo enfatiza com muita rigidez, tem de ser observada com zelo... Deus reprova todos os tipos de cultos não sancionados expressamente por sua palavra”.

Calvino sustentava este princípio utilizando diversas passagens bíblicas, incluindo 1 Samuel 15.22 – “Obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” – e Mateus 15.9: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”.

John Hooper, um pastor inglês, contemporâneo de Calvino, afirmou assim este mesmo princípio: “Na igreja não deve ser utilizado nada que não tenha a expressa aprovação das Escrituras, para apoiá-lo, ou que seja algo indiferente em si mesmo, ou seja, que não traga qualquer proveito quando utilizado e nenhum prejuízo quando omitido”.

William Cunningham, um historiador da Igreja, que viveu no século XIX, definiu nesses termos o princípio regulador: “É insustentável e ilícito introduzir no governo e no culto da igreja qualquer coisa que não tem a sanção positiva das Escrituras”.

Os reformadores e puritanos aplicavam o princípio regulador contra os ritos formais, as vestes sacerdotais, a hierarquia eclesiástica e outros resquícios do culto da Igreja Católica. O princípio regulador era freqüentemente citado pelos reformadores ingleses que se opunham aos elementos da Igreja Alta no anglicanismo, os quais haviam sido emprestados da tradição católica romana.Foi o comprometimento de muitos puritanos com o princípio regulador que levou centenas de pastores puritanos a serem excluídos, por decreto, dos púlpitos da Igreja da Inglaterra em 1662.

Além disso, a simplicidade da forma de culto das igrejas presbiterianas, batistas, congregacionais e de outras tradições evangélicas é o resultado da aplicação do princípio regulador.

Os evangélicos de nossos dias fariam bem se recuperassem a mesma confiança que seus antecessores espirituais tinham em relação às Escrituras. Uma boa quantidade de tendências prejudiciais que estão ganhando importância nesses dias revelam a decrescente confiança dos evangélicos na suficiência das Escrituras. 

Por um lado, existe, como já observamos, uma atmosfera de circo em algumas igrejas que empregam métodos pragmáticos que trivializam aquilo que é santo, para impulsionar a frequência de pessoas na igreja. Por outro lado, um crescente número de evangélicos está abandonando as formas simples de adoração, em favor do formalismo da Igreja Alta. Alguns estão deixando completamente o evangelicalismo e unido-se à Igreja Ortodoxa e ao catolicismo romano.

Enquanto isso, algumas igrejas simplesmente abandonaram toda a objectividade, optando por um estilo de culto turbulento, emocional e destituído de qualquer sentido racional. Talvez um dos mais comentados movimentos que está varrendo o cristianismo no presente é o fenômeno conhecido como “Bênção de Toronto”, onde toda a congregação ri incontrolavelmente, sem qualquer motivo racional, late como cachorros, ruge como leões, cacareja como galinhas, pula, corre e convulsiona. Eles vêem isso como uma evidência de que o poder de Deus lhes foi transmitido.

Nenhuma dessas tendências está avançando por motivos bíblicos consistentes. Pelo contrário, seus defensores citam argumentos pragmáticos ou procuram o apoio de interpretações erradas de textos das Escrituras, do revisionismo da história ou tradições antigas. Esta é exactamente a mentalidade contra a qual os reformadores lutavam.

Um novo entendimento de Sola Scriptura – a suficiência das Escrituras – tem de nos estimular a continuar reformando nossas igrejas, a regular nossos cultos de acordo com as normas bíblicas e a desejar intensamente ser pessoas que adoram a Deus em espírito e em verdade.

Ferramentas Indispensáveis ao Pastor

1. Um pastor tem de ser capaz de ensinar. Uma das cinco diferenças existentes nas qualificações de presbíteros e diáconos e a única habilidade na lista é que o presbítero seja “apto para ensinar” (1 Tm 3.2). Se o pastor é o único ou o pastor principal, ele labutará especialmente na pregação e no ensino (1 Tm 5.17). As igrejas suportarão várias deficiências, porém muitas igrejas ficarão impacientes com um pastor que não sabe ensinar.

É verdade que ensinar e pregar são habilidades que se desenvolvem com o passar do tempo. Por isso, talvez seja difícil determinar se um jovem é “apto para ensinar”. Contudo, antes de alguém entrar no ministério, ele deve ser capaz de comunicar a Palavra de Deus com alguma medida de confiança e clareza.

Algumas coisas que devemos examinar:


• Ele gosta de ensinar? Se não gosta, não melhorará no ensino.

• Ele pode se comunicar com as crianças? Seria um grande treinamento e um admirável campo de prova se os pastores trabalhassem como professores de alunos das primeiras séries, antes de entrar no ministério de tempo integral. Bons mestres sabem como tornar compreensíveis verdades profundas. Em contraste, se você torna confusas coisas simples, talvez não tenha o dom de ensino, ainda não.

• Ele gosta de ler? Alguns pastores lêem bastante. Outros lerão devagar ou sem muita freqüência. Mas, se um pastor não gosta de ler (supondo que ele tem acesso a bons livros), ele dificilmente crescerá em profundidade e amplitude de discernimento. Se um pastor não tem fome por aprender, talvez não ajudará outros a aprender.
2. Um pastor tem de ser capaz de relacionar-se com as pessoas. Há muitas maneiras de um pastor conectar-se com seu povo. Ele pode fazer visitas aos enfermos, ou mentorear pessoas individualmente, ou liderar grupos pequenos, ou trabalhar para que haja mais envolvimento da equipe de colaboradores. Sempre haverá pessoas ao redor do ministério; e um bom pastor se esforçara para estar disponível a pelo menos algumas dessas pessoas.

Os relacionamentos assumem muitas formas. Você pode ser um pastor extrovertido e gregário ou um introvertido meditativo. Alguns de nós somos bons em bate-papo. Outros odeiam isso e preferem um convívio mais próximo e quieto com outra pessoa. Não estou dizendo que o ministério pastoral é somente para os sociáveis. Mas, se um homem não pode lidar cordial, gentil e amavelmente com as pessoas, ele deve pensar duas vezes em ser um pastor.

Uma boa pergunta a ser considerada: este homem faz amigos com facilidade? Eu hesitaria em chamar um pastor que luta para fazer e manter amigos.

3. Um pastor tem de ser capaz de liderar. Isso pode nos enganar. Ao usar o vocábulo “liderar” não quero dizer que todo pastor tem de ser um empreendedor ousado. Mas ele deve ter pessoas que o seguem. Tem de ser disposto a tomar uma posição, ser impopular às vezes. Precisa de coragem e da habilidade de tomar decisões desagradáveis. 

Se um homem tem necessidade de ser apreciado por todos, em todo o tempo, ele não está pronto para ser um pastor. Um pastor não deve ter medo de influenciar. E, se ele não é um visionário ousado, deve ser aquele tipo de líder que encoraja outros que têm dons de liderança mais destacados.

4. Um pastor tem de ser relativamente organizado ou cercar-se de pessoas que podem fazer isso por ele. Eu queria usar a palavra “administração” para referir-me a esse assunto, mas decidi não usá-la por receio de ser mal compreendido. Não creio que os pastores precisam ser gurus administrativos. De fato, penso que nenhum pastor entrou num seminário com o sonho de que poderia ser capaz de manter a igreja cumprindo sua função tranquilamente. Administração não é a essência do ministério; pelo menos, não deveria ser.

No entanto, não podemos evitar isto: um pastor tem de possuir alguma habilidade básica de organização. Ele não pode esquecer sempre os seus compromissos ou chegar atrasado em cada reunião de presbíteros. O pastor precisa retornar as chamadas telefônicas e entender como se realiza uma reunião. Na verdade, todos esquecemos coisas. Todos nós falhamos de vez em quando. Ser um pastor não exige onisciência ou onipotência, mas temos de ser responsáveis. Certo ou errado, talvez a sua igreja não perceba imediatamente que você parou de estar com as pessoas e que você não tem capacidade de liderar, mas a congregação perceberá logo que não pode depender de você.

Competência administrativa básica é exigida para o ministério pastoral. Se você não tem essa competência como pastor, ache pessoas que têm e permita que elas cuidem de você.

4. Um pastor tem de ser relativamente organizado ou cercar-se de pessoas que podem fazer isso por ele. Eu queria usar a palavra “administração” para referir-me a esse assunto, mas decidi não usá-la por receio de ser mal compreendido. Não creio que os pastores precisam ser gurus administrativos. De fato, penso que nenhum pastor entrou num seminário com o sonho de que poderia ser capaz de manter a igreja cumprindo sua função tranquilamente. Administração não é a essência do ministério; pelo menos, não deveria ser.

No entanto, não podemos evitar isto: um pastor tem de possuir alguma habilidade básica de organização. Ele não pode esquecer sempre os seus compromissos ou chegar atrasado em cada reunião de presbíteros. O pastor precisa retornar as chamadas telefônicas e entender como se realiza uma reunião. Na verdade, todos esquecemos coisas. Todos nós falhamos de vez em quando. Ser um pastor não exige onisciência ou onipotência, mas temos de ser responsáveis. Certo ou errado, talvez a sua igreja não perceba imediatamente que você parou de estar com as pessoas e que você não tem capacidade de liderar, mas a congregação perceberá logo que não pode depender de você.
Competência administrativa básica é exigida para o ministério pastoral. Se você não tem essa competência como pastor, ache pessoas que têm e permita que elas cuidem de você.


 Fonte:Editora Fiel

Obs: Muito bom esse artigo e edificou muito minha fé, para a cada dia acreditar e melhorar meu ministério

Pornografia na Internet


 
 
David Clark é consultor na área de tecnologia, inteligência artificial e análise de riscos – sua empresa presta serviços para os governos dos EUA e do Reino Unido. Clark serviu por muitos anos como membro do Conselho da Editora britânica Evangelical Press e faz parte do conselho editorial do ministério Christian Hymns.
Esta é a quarta parte de uma série de 8 artigos de David Clarck intitulada: O que todos os pais deveriam saber sobre a Internet.
 
Nos últimos três artigos, consideramos os aspectos da Internet que possuem ramificações tanto positivas quanto negativas. Infelizmente, não há como escapar do assunto que precisamos considerar agora. Não há benefício algum nele, apenas pecaminosidade, trevas e os malefícios que destroem vidas. Ninguém que possua uma conta de e-mail ou tenha navegado na Internet por mais do que alguns minutos escapa das trevas intrusivas que esse pecado e essa indústria dirigida pelo dinheiro têm lançado sobre nós.  Vários sites oferecem um certo anonimato ao usuário, o que lhe dá mais coragem para acessá-los. É preciso muito cuidado com sites de avatares e personagens virtuais, como o Second Life e seus diversos mundos, especialmente o Zindra. Second Life não é um lugar para crentes e mostra como o coração não alcançado pela luz do evangelho se inclina naturalmente para o mal.

A pornografia arruína vidas

Não nos enganemos quanto a isso, esse mal tem tudo a ver com dinheiro. A indústria da pornografia online gera dez bilhões de dólares por ano.[i] Essa é uma indústria que causa vício e dependência profunda, tira vantagem de nossos desejos pecaminosos, faz dos fracos sua presa e destrói vidas.
Sr. “J”, um homem de 26 anos, viciado em pornografia na Internet, declarou:
“Vou ao trabalho, vou ao colégio e gasto tempo com minha família. As pessoas ao meu redor não sabem que sou a casca de uma pessoa. Elas não têm idéia de que sinto que minha vida não vale a pena ser vivida... Eu me consumi cada vez mais vendo pornografia na Internet por horas a fio... Tornei-me cada vez mais irado com o mundo... Não há como desfazer isso agora. A única coisa que me alivia a dor, me leva ainda mais para baixo nesse buraco... Arruinei minha vida e o fiz no dia em que me sentei em frente ao meu computador novamente”.[ii]
Respondendo ao Sr. “J”, Max comentou:

“Que história triste. Posso sentir a dor dele agora. Fui viciado em pornografia. Sei o quanto isso é destrutivo. Ela não lhe permite pensar em outra coisa e o arruína aos poucos, mental e fisicamente. Os viciados em pornografia não se interessam por coisa alguma, nem mesmo gostam de se socializar. O mundo passa a ser um inferno para eles. Esse sentimento os leva à depressão – você pára de acreditar em si mesmo e  sente-se como um criminoso o tempo todo. Resumindo, isso destrói sua vida”.
Estatísticas
A pornografia é facilmente encontrada na Internet. Eis algumas estatísticas:
  1. Há 4,2 milhões de websites pornográficos na rede (12% do total de websites).
  2. Todos os dias, uma em cada quatro buscas (68 milhões) e dois bilhões e meio de e-mails (8% do total de e-mails ou 4,5 e-mails para cada usuário de Internet) são sobre pornografia.[iii]
  3. A média de idade para que alguém se exponha à pornografia na Internet é de 11 anos.[iv]
  4. 90% das pessoas entre 8 e 16 anos que têm visto pornografia online o fizeram principalmente enquanto realizavam as tarefas escolares.
As igrejas não estão imunes

John Steley é um psicólogo que contribuiu muito para o último artigo desta série e também dá palestras no London Theological Seminary sobre abuso na Internet. Em seu fascinante artigo, ele escreve: “Trabalho com pessoas de um grande número de igrejas cristãs e sociedades missionárias, incluindo as evangélicas conservadoras. O que ouvi daqueles a quem encontrei levou-me a concluir que o uso da pornografia na Internet é um problema significativo na igreja hoje. Nenhum de nós deveria se considerar imune a essa tentação”.[v]

Outras pesquisas têm confirmado isso. Um relatório recente, tendo como referência os Estados Unidos, concluiu que as “assinaturas em sites pornográficos são mais predominantes onde as pesquisas indicam haver posições mais conservadoras em relação à religião, gênero, papéis sociais e sexualidade”.[vi] Ironicamente, o relatório afirma que “em tais regiões, aos domingos, há uma proporção estatisticamente menos significativa de assinaturas”!
Esse problema não se restringe aos homens. Uma em cada seis mulheres (17%), incluindo mulheres crentes, luta com o vício em pornografia.[vii]

Nem mesmo os pastores estão imunes a isso. Uma organização dedicada a ajudar crentes que sofrem com a pornografia na Internet informou que 53% dos homens crentes consomem pornografia; 51% dos pastores afirmam que a pornografia é uma tentação, enquanto que 37% deles dizem que isso é uma luta atual, e 18% dos pastores vêem pornografia algumas vezes por mês.[viii] Outros estudos confirmam esse problema. Uma pesquisa na Internet, conduzida por Rick Warren, da igreja Saddleback, em 2002, descobriu que 30% de 6000 pastores haviam visto pornografia na Internet nos 30 dias anteriores à pesquisa.[ix]

Não basta enterrar nossas cabeças na areia e fingir que a pornografia na Internet acontece em “algum lugar”. Não podemos nos esconder por detrás da fachada de que, porque somos “Crentes Reformados”, isso não pode afetar a nós ou a nossa igreja. A privacidade que a Internet oferece cria a oportunidade para se visitar sites pornográficos sem que mais ninguém o saiba. Quantos de nossos membros de igreja, pastores, jovens, diáconos, presbíteros e líderes de jovens escondem um vício secreto? Podemos dizer realmente que estamos imunes a isso?

World Magazine, uma publicação semanal reformada, dos Estados Unidos, relatou sobre o “Sr. Burgin”, que durante 20 anos, freqüentou a igreja e foi pastor. Ele era “confiável, respeitável e parecia ter uma reputação impecável”. Mas por debaixo da grossa camada do verniz das orações serenas e sermões doutrinariamente sadios, esse pastor conservador abrigava um monstro. “Eu era um mestre da duplicidade” – afirmou Sr. Burgin sobre seu vício em pornografia na Internet. Durante todo o seu ministério e até mesmo antes dele, Sr. Burgin caía silenciosamente num círculo de vergonha, arrependimento e quebra de promessas... Apesar de sua consciência repleta de culpa, Sr. Burgin pregava com freqüência sobre pureza sexual, passando por esses sermões sem ser descoberto. Ele disse: “Eu deixava isso num compartimento de minha mente”. “Racionalizava e subestimava a questão”. Quando foi descoberto, perdeu sua família e seu ministério, sua reputação foi desonrada, e o Sr. Burgin voltou-se para a igreja, a fim de obter ajuda, mas pouco encontrou. Ele afirmou: “As igrejas não sabem como lidar comigo”.[x]
Uma resposta positiva da igreja Carey Baptist, na cidade de Reading
Numa sociedade onde se estima que 70% dos homens e 21% das mulheres lutam com a pornografia online, não é de surpreender que os líderes eclesiásticos se deparem com um bom número de crentes, principalmente homens, que desejam ajuda nessa questão. Alguns deles são membros que ficaram viciados em pornografia na Internet no passado e não desejam voltar a esse caminho novamente; outros são aqueles que querem se manter puros em meio aos ataques violentos da época. Ambos os grupos devem ser elogiados e encorajados.

Assim como muitas igrejas, a igreja Carey Baptist, em Reading, recomenda que aqueles que desejam ajuda inscrevam-se no programa Covenant Eyes (Aliança com os Olhos). Iniciado em março de 2000, esse programa ajuda as pessoas a permanecerem puras enquanto estão online, monitorando seu uso da Internet e enviando um relatório por e-mail a um amigo, a quem devem prestar contas de todos os web sites visitados. Esse amigo pode ser um pastor, um presbítero, um líder de jovens ou um parente. A idéia é que se o usuário souber que o parceiro a quem prestas contas seguirá seu rastro no uso da Internet, será menos provável que ele visite sites questionáveis. Recomendamos esse esquema por que:
  • É barato.
  • É difícil de ser ignorado.
  • Os relatórios podem ser enviados semanalmente ao amigo a quem se prestas contas, possibilitando uma ajuda pastoral imediata, caso haja um deslize.
  • É baseado no princípio bíblico de que os crentes prestam contas a Deus e uns aos outros.
  • Desejamos fazer tudo quanto pudermos para ajudar os outros a buscarem a santidade.
Estamos certos de que Jó (Jó 31.1) e, mais importante ainda, Jesus, estimulariam as pessoas a usarem esse esquema.
Basil Howlet
A revista Christianity Today concorda: “não suponha que a pornografia não seja um problema na igreja. Um líder evangélico era cético quanto às descobertas das pesquisas de que 50% dos homens crentes haviam olhado pornografia havia pouco tempo. Então, fez uma pesquisa em sua própria igreja. Ele descobriu que 60% deles havia feito isso no ano anterior, e 25% deles, nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Outras pesquisas revelam que um a cada três visitantes de websites adultos são mulheres”.[xi]

Como podemos reagir a isso?
Ao considerarmos essa área, percebemos que a pornografia, em todas as suas formas, baseada na Internet ou não, é errada. E há princípios bíblicos que devem ser aplicados a ela:
  1. Auto-exame. Talvez, isso não seja enfatizado devido ao medo da introspecção ou da obsessão moderna pelo eu. No entanto, na Bíblia, somos chamados a “examinar a nós mesmos” (1 Co 11.26; Gl 6.4). Se tivermos uma fraqueza particular, a Bíblia nos diz para fugirmos dela (1 Co 6.18; 1 Tm 6.11). A descrição do pecado em Tiago 1.14 e 15 fala de sermos “atraídos e seduzidos” pela nossa própria cobiça. Se o pecado da imoralidade sexual ou da pornografia é uma fraqueza particular para nós, em primeiro lugar, devemos reconhecê-lo, depois, buscar ajuda ou nos afastar de qualquer coisa que possa nos levar a esse pecado particular, inclusive da Internet.
  2. Domínio próprio. Como dissemos nos artigos anteriores, a graça cristã do domínio próprio aparece na lista daquilo que devemos associar à nossa fé (2 Pe 1.6). Vez após vez, nas Escrituras, bem como na vida cotidiana, temos exemplos de pessoas que caíram no pecado devido à falta de domínio próprio. O problema do domínio próprio na área da conduta sexual pode afetar até a melhor das pessoas. O rei Davi era conhecido como servo de Deus (At 4.25), mas até mesmo ele foi vencido por seus desejos sexuais por Batseba (2 Sm 11) e por sua falta de domínio próprio nessa questão.
  3. Prestação de contas. Vivemos numa era em que nos dizem que “seja o que for que alguém faça na privacidade de seu lar” é problema dele. Na mente de alguns, a pornografia na Internet é justificável porque “não prejudica ninguém” e é algo feito na privacidade do lar. Entretanto, como já vimos, isso simplesmente não é verdade. A Bíblia nos diz que devemos prestar contas a Deus de nossos pensamentos, palavras, obras ou falta de ação (Mt 12.36; Rm 14.12). Além disso, a igreja do Novo Testamento enfatiza a idéia da mútua prestação de contas. Não somente os presbíteros prestarão contas pelo modo como lideram a igreja local (Hb 13.17), mas também nós somos encorajados a confessar “nossos pecados uns aos outros” e a orar “uns pelos outros” (Tg 5.16). Somos uma família de crentes, todos nós dependemos uns dos outros (1 Co 12). Devemos desenvolver uma sinceridade familiar uns com os outros, um desejo de compartilhar, de ajudar e, o mais difícil, uma disposição para sermos ajudados. A força da mútua prestação de contas é uma área reconhecida até mesmo por organizações seculares, como os Alcoólatras Anônimos, como sendo um “sistema companheiro” e, poderíamos dizer que um sistema responsável por grande parte do sucesso dessa organização.
Conselhos práticos

Encontre um “companheiro, um amigo”... A idéia de ter de prestar contas uns aos outros ofende a cultura predominante. No entanto, conforme temos visto, ela é um conceito bíblico. Talvez o cônjuge, um amigo íntimo ou alguém na igreja possa agir como um “companheiro”. Uma boa ilustração de como isso se dá na prática pode ser vista na igreja Carey Baptist (veja o quadro acima).
Proteja o computador...  Uma das revelações mais preocupantes foi a história de um homem acusado por pornografia infantil porque foram encontradas fotos indecentes em seu computador. Na verdade, elas haviam sido armazenadas lá por um pedófilo, que usou um vírus para infectar o computador dele, de modo que pudesse armazenar suas fotos e, assim, livrar-se do risco de ser encontrado na posse desse material.[xii] A melhor maneira de conter esse problema é ter um programa antivírus em cada computador, mantê-los atualizados e certificar-se de que o firewall está ativado – este já vem integrado nos computadores Windows e Apple Mac.

Instale um filtro familiar... Este é um tipo de software que filtra sites com conteúdo pornográfico ou indesejável. O software “Covenant Eyes” é um exemplo especializado desse tipo de filtro. Outros incluem um grande número de produtos comercializados, como o Net Nanny e o SafeEyes.
Mantenha distância... Para alguns, a resposta talvez seja ficar longe dos computadores. Entender a nós mesmos e às nossas falhas particulares é importante nessa questão. Se você ou alguém que você conhece tem esse tipo de falha, eu gostaria de encorajá-lo a orar, a buscar aconselhamento (talvez com seu pastor, presbítero ou com um amigo crente) e a confiar no maravilhoso e vivo Salvador, que o sustém e nunca o desapontará...

No próximo artigo, consideraremos como as empresas (grandes e pequenas) usam a Internet para comprar e vender produtos, inclusive as práticas duvidosas como o “marketing de vírus”. Você ficará surpreso sobre o quanto elas sabem a seu respeito...



[i] Disponível em: http://www.christianity.com/Christian%20Living/Features/11558259/
[ii] Disponível em: http://www.quitpornaddiction.com/true-stories/i-have-ruined-my-life-one-day-at-a-time-js-story/
[iii] Disponível em: http://www.restoringsexualpurity.org/statistics/
[iv] Family Safe Media, December 15, 2005, disponível emhttp://www.familysafemedia.com/
[v]   Evangelicals Now - October 2007
[vi] EDELMAN,Benjamin. Red Light States: Who Buys Online Adult Entertainment? in Journal of Economic Perspectives. Volume 23, Number 1—Winter 2009
[vii] Today's Christian Woman, 2003, citado em:http://www.freedomyou.com/addiction/Internet_Pornography.htm
[viii] Disponível em: http://xxxchurch.com/gethelp/pastors/stats.html
[ix] Citado em: http://www.worldmag.com/articles/10555
[x] World Magazine, April 23, 2005
[xi] Christianity Today, March 7, 2008
[xii] Veja: ROBERTSON,Jordan. Framed for child porn — by a PC virus. AP Technology Writer - Mon Nov 9, 2009. Disponível em:http://www.msnbc.msn.com/id/33778733



Traduzido por: Waléria Coicev

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Traduzido do original em inglês: Part 4 - Pornography Por David Clark. Extraído do blog:parentsandtheinternet.blogspot.com
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