sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Olimpíadas Rio 2016 e as marcas de Cristo

Por Jefferson Sales

O Lançamento da logomarca Rio 2016 é uma prova no potencial brasileiro em design. Feito pela Tátil  Design, premiada em 2010 com projetos para Tim e Droga Raia.

Como bem declarado por Fred Gelli  "Esse é o sonho de qualquer designer porque é a marca mais reconhecida no mundo e vai ser vista por milhões de pessoas no planeta, da 5ª Avenida em Nova York até um vilarejo no Himalaia."

Agora se o impacto de uma logo pode chegar tão longe, imagine a mensagem de Jesus Cristo, que atravessou séculos, que dividiu a história em antes Dele e depois Dele. Como algo natural poderia sobreviver se fosse uma mensagem falsa? O evangelho de Cristo é o maior produto ,que não pode ser vendido inventado por Deus. Aonde sua marca tem que ser usada pelo seus seguidores (Gálatas 6.17, Marcos 8.34), que aliás são milhões e milhões em toda história, capazes de até entrega sua vida por esta Causa.

A logomarca das olimpiadas é mais uma  prova de  sucesso empresarial e de marketing que durará por algumas décadas, mas as marcas de Cristo não podem ser apagadas dos corações fieís a Deus e tem seus efeitos poderosos naqueles que acreditam  nesta mensagem.


Ano Novo na Rocha

 
Foto: Juliana Cardilli/G1

Por Jefferson Sales

Ano novo sempre mostra a característica festiva do povo brasileiro, e suas crendices e supestições. Uma declaração em meio aos fogos e simpatias do Dinho Ouro Preto integrante da banca Capital Inicial, recuperado de sua queda.

 “Passei 10 anos seguidos, no mesmo lugar: na areia, com camiseta branca, pulando ondinha, jogando barquinho para Iemanjá. Aí, eu caio do palco. Passei um tempo em reabilitação. Que praia, ondinha, branco. Agora eu quero concreto”.

Não sei de  sua fé  ou crença, mas a Bíblia diz sobre algo concreto e sólido para nós.

É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. Lucas 6.48

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Qual a semelhança entre Igreja e shopping center?


Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shopping-centers têm linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...


Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald's...


Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"


Texto "atribuído" a Leonardo Boff. retirado do blog do Márcio de Souza.

Batismo com (no) Espírito Santo e suas perspectivas


Por Altair Germano

INTRODUÇÃO

O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, designado no pentecostalismo clássico como "batismo com (no) Espírito Santo", evidenciado pelo falar em "línguas", é sem dúvida alguma o tema central nos estudos sobre a obra do Espírito no meio pentecostal assembleiano.
Ao longo da história da Igreja, a doutrina do Batismo com (no) Espírito Santo tem dividido pessoas, grupos, igrejas e denominações. Depois das comemorações do centenário da história do avivamento pentecostal da Rua Azusa em 2006, e próximo às comemorações do centenário das Assembleias de Deus no Brasil em 2011, penso ser um momento oportuno para escrever sobre o assunto.
Neste texto, o leitor poderá conhecer algo da perspectiva pentecostal clássica e assembleiana sobre o tema, e também ter acesso às diversas perspectivas contrárias, podendo compará-las, entre si, e com a perspectiva pentecostal clássica, percebendo os pontos de convergência e divergência entre elas.
Pensar a doutrina pentecostal, em vez de simplesmente reproduzi-la acriticamente, eis o grande desafio para os herdeiros da atual e bíblica obra do Espírito.
A todos, uma boa leitura, e acima de tudo, uma boa reflexão.
1 O BATISMO COM (NO) ESPÍRITO SANTO
Iniciaremos trazendo alguns conceitos sobre o batismo com (no) Espírito Santo, que correspondem em sua totalidade, ou em parte, a perspectiva do mesmo no pentecostalismo clássico, e mais especificamente, na doutrina assembleiana:
O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito. [...] Ser batizado no Espírito significa experimentar a plenitude do Espírito (cf. At 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do Espírito Santo antes do pentecoste (e.g. Lc 1.15, 67), Lucas não emprega a expressão 'batizados no Espírito Santo'. Este evento só ocorreria depois da ascensão de Cristo (At 1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14). (Bíblia de Estudo Pentecostal, p. 1627, 1995)
Na nota de rodapé de At 1.5, a Bíblia de Estudo Pentecostal (idem, p. 1626) esclarece que a preposição "com" é a partícula grega en, que pode ser traduzida como "em" ou "com". Dessa forma, muitos optam pela tradução "sereis batizados no Espírito Santo".

Arrington e Stronstad (2003, p. 632), afirmam que:
O batismo com o Espírito Santo não salva ou faz da pessoa um mebro da família de Deus; antes é uma unção subsequente, um enchimento que equipa com poder para servir.
Para Pearlman (1987, p. 195):
Esse revestimento é descrito como um batismo (Atos 1.5). [...] Quando a palavra 'batismo' é aplicada à experiência espiritual, é usada figurativamente para descrever a imersão no poder vitalizante do Espírito Divino.
Andrade (1998, p. 65), em seu Dicionário Teológico, define o batismo com (no) Espírito Santo como:
Revestimento de poder que, segundo os evangelhos e os Atos dos Apóstolos, segue-se à conversão a Cristo Jesus. Tornando-se realidade no cenáculo, na casa de Cornélio e entre os doze de Éfeso, a experiência do batismo no Espírito Santo fez-se padrão na vida dos seguidores do Nazareno.
O pastor e teólogo assembleiano Antonio Gilberto define o batismo com (no) Espírito Santo como:
[...] um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1.8; 10.46; 1 Co 14.15, 26). (GILBERTO, 2006, p. 57)
Esta mesma definição é encontrada na obra "Teologia Sistemática Pentecostal" (p. 191, 2008).

Vale ressaltar, que o termo "estranha" e "outra", acrescentados à "língua" (glossa), que aparecem respectivamente nos textos de 1 Co 14.2, 4, 5, 6, 13, 14, 23, 27 (Almeida Revista e Corrigida, 1995 e Almeida Revista e Atualizada, 1993), não constam no texto grego do Novo Testamento, sendo acrescentados nestas versões para dar ênfase ao caráter distintivo dessas línguas.
O pastor e teólogo batista Enéas Tognini (2000, p. 31) afirma:
O batismo no Espírito que os 120 receberam no Pentecostes, foi um bênção distinta do NOVO NASCIMENTO ou regeneração, porque já tinham nascido de novo, portanto eram regenerados [...] essa BÊNÇÃO (do batismo no Espírito) transformou os discípulos covardes e negadores - em fiéis testemunhas do Senhor Crucificado.
O Dr. Lloyd-Jones (1998, p. 314), teólogo e ministro protestante de linha reformada e calvinista, faz a seguinte definição:
[...] o batismo do Espírito Santo Santo é a experiência inicial da glória, a realidade e o amor do Pai e do Filho. Sim, vocês podem ter muitas experiências ulteriores disso, porém a primeira experiência, eu proporia, é o batismo do Espírito Santo. O piedoso John Fletcher de Madeley o expressou assim: 'Cada cristão deve ter o seu Pentecoste.
Estas definições se alinham aos ensinos de Keswick, na Inglaterra, no século XIX, iniciadas em 1875. Conforme Synan (2009, p. 48):
A configuração doutrinária de Keswick destituiu o conceito de 'segunda bênção' como 'erradicação' do pecado a favor de um 'batismo no Espírito Santo' e um 'revestimento de poder para o serviço'. A experiência aguardada com ardente expectativa pelos crentes de Keswic era concebida não tanto em termos de purificação, mas de unção do Espírito.
R. A. Torrey (1910, p. 176-210 apud SYNAN, idem, p. 49), exemplifica notavelmente a ideia de batismo com (no) Espírito Santo difundida em Keswick:
O batismo com o Espírito Santo é uma operação do Espírito Santo distinta e subsequente à sua obra de regeneração, uma concessão de poder para o serviço, [uma experiência outorgada] não apenas para os apóstolos, não apenas para os crentes da era apostólica, mas 'para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus, chamar'. [...] Ela é outorgada a cada crente, de todas as épocas da história da Igreja.

Fica claro nas presentes definições, que o batismo com (no) Espírito Santo é entendido como um acontecimento distinto da regeneração do Espírito (At 2. 1-4; 8.12-17; 19.1-7).
2 OBJEÇÕES QUANTO AO BATISMO COM (NO) ESPÍRITO SANTO
O batismo com (no) Espírito Santo, entendido como um acontecimento distinto da regeneração do Espírito, é por muitos questionado. Grudem (p. 636-652, 1999), apresenta alguns destes questionamentos:
2.1 O batismo como (no) Espírito Santo não é um acontecimento distinto da regeneração do Espírito (cf. 1 Co 12.13)
Os que defendem essa ideia alegam que o texto de 1 Co 12.13 afirmam que "todos nós" (gr. hemeís pántes) fomos batizados em um só Espírito, o que faria dessa experiência algo vivenciado por todos os verdadeiros cristãos:
Stott (2007, p. 45) chega a conclusão de que as evidências reunidas do Novo Testamento em geral, do sermão de Pedro em Atos 2 e do ensino de Paulo em 1 Coríntios 12.13 em particular, lhe indicam que o "batismo" do Espírito é idêntico ao "dom" do Espírito. Procurando ser mais específico, apela aos seus leitores que não exijam dos outros "um 'batismo' como uma segunda experiência subsequente, totalmente distinta da conversão, porque isto não pode ser provado na Escritura." (idem, p. 76)
Packer (2010, p. 197) refuta a ideia de que o batismo no Espírito é uma experiência distinta e geralmente subsequentes à conversão, em que a pessoa recebe a plenitude do Espírito na sua vida e, dessa forma, é totalmente cheia de poder para testemunho e serviço, tendo como evidência e sinal exterior a glossolalia:
Recentes exames minuciosos desta opinião, feitos por James D. G. Dunn, F. D. Bruner, J. R. W. Stott e A. A. Hoekema, tornam desnecessário que aquilatemos detalhadamente aqui. É suficiente dizer, primeiro, que, se aceita, ela compele uma avaliação do cristianismo não-carismático - isto é, do cristianismo que não conhece nem busca um batismo no Espírito após a conversão - como inferiro, secundário e carecendo de algo vital; mas, segundo, que ela não pode ser estabelecida de acordo com a Escritura [...].
Dessa forma:
Os que insistem que o batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta da bênção da conversão, uma obra especial da graça desfrutada por alguns e não por todos os crentes, deixam de perceber que o que dá unidade ao corpo de Cristo é exatamente o fato de que todos os crentes genuínos foram batizados pelo mesmo Espírito. (LOPES, 2004, p. 126)
Essa perspectiva não é aceita no pentecostalismo clássico, que faz distinção entre "batismo com (no) Espírito Santo" do "batismo do Espírito":
Já o batismo do Espírito, como vemos em 1 Co 12.13, Gálatas 3.27 e Efésios 4.5, trata-se de um batismo figurado, apesar de ser real. Todos aqueles que experimentam o novo nascimento, que é também efetuado pelo Espírito Santo (Jo 3.5), são por Ele imersos, batizados, feito participantes do corpo místico de Cristo, que é a sua Igreja, no sentido universal (Hb 12.23; 1 Co 12.12ss). (GILBERTO, idem)
Na nota de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (idem, p. 1755), sobre o texto de 1 Co 12.13, lemos:
[...] O batismo 'em um Espírito' não se refere, nem ao batismo em água, nem ao batismo no Espírito Santo que Cristo outorga ao crente como no dia de Pentecoste (ver Mc 1.8; At 2.4 nota). Refere-se, pelo contrário, ao ato do Espírito Santo batizar o crente no corpo de Cristo - a igreja, unindo-o a esse corpo; fazendo com que ele seja um só com os demais crentes. É a transformação espiritual (i.e., a regeneração) que ocorre na conversão e que coloca o crente "em Cristo" biblicamente.
À luz do Novo Testamento, fica claro que 1 Co 12.13 não se refere aos episódios de Atos 2. 1-4; e 8.12-17. Dessa forma, a única maneira de se conciliar a questão é entendendo a distinção entre o "batismo com (no) Espírito Santo" do "batismo do Espírito Santo".
Quanto ao acontecimento na casa de Cornélio (At 10.44-47), pode-se entender que naquela ocasião o batismo do Espírito e o batismo com (no) Espírito Santo, podem ter acontecido simultaneamente.
Em Atos 19.1-7, embora o texto não afirme claramente que os discípulos já haviam experienciado a regeneração, isto fica subentendido. A negação de tal fato nos levaria a compreender o evento da mesma forma como aconteceu na casa de Cornélio, onde simultaneamente (ou imediatamente) a regeneração e o batismo com (no) Espírito Santo aconteceram:
O capítulo 10 de Atos registra a conversão de Cornélio e seus familiares, por instrumentalidade de Pedro. Cornélio se converteu a Cristo, portanto passou a possuir o Espírito Santo; antes que fosse batizado em água, o foi no Espírito Santo, verificando-se na sua casa um verdadeiro pentecostes. Temos também nesta experiência as duas etapas da vida cristã - a conversão e o batismo no Espírito Santo. (TOGNINI, ibdem, p. 37)
É neste sentido que Lloyd-Jones (ibdem, p. 318) esclarece:
[...] não estou afirmando que deve haver sempre, de qualquer modo, um intervalo entre tornar-se cristão e esta experiência; ambos podem ocorrer concomitantemente, e é o que tem ocorrido amiúde, mas às vezes não ocorre assim. Portanto mantenhamo-los distinguidos.
2.2 O batismo com (no) Espírito Santo foi um momento único na história, não sendo um padrão que devemos buscar ou imitar
Hulse (2006, p. 7, 17-18), é categórico em sua oposição:
Se omitirmos o livro de Atos, ficamos face a face com o fato de que não há um batismo do Espírito prometido, recomendado, ordenado ou sugerido no Novo Testamento. [...] Estou chamando a atenção para o fato de que nenhum batismo do Espírito ou qualquer experiência de crise é prometida, recomendada, oferecida e, ainda menos, ordenada no Novo Testamento. O Pentecostes foi prometido e há extensão disto, tal como é explicado em Atos 15.8,9. Este é um fato histórico. Daí em diante, em nenhum lugar do Novo Testamento há referência a uma experiência semelhante a esta como sendo a resposta.
Em sua obra, Hulse não comenta o texto de Atos 2.39, nem parece considerar a "promessa" nos Evangelhos (Mc 1.8; Lc 24.49).
Diferente de Hulse, Lloyd-Jones (ibdem, p. 307) afirma:
Segundo o meu entendimento deste ensino, eis aqui uma experiência que é o patrimônio hereditário de todo o cristão. diz o apóstolo Pedro ; 'Porque a promessa vos pertence a vós' - e não somente a vós, mas - ' a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar' (Atos 2.39). Ela não se restringe apenas àquelas pessoas no dia de Pentecoste, mas é oferecida e prometida a todas as pessoas cristãs.
Para Stott (ibdem, p. 31):
A experiência dos 120 ocorreu em dois momentos diferentes, simplesmente em razão de circunstâncias históricas. Eles não poderiam ter recebido o dom pentecostal antes do Pentecoste. Todavia, estas circunstâncias históricas há muito deixaram de existir.
Buscando uma posição conciliadora, o pastor e teólogo presbiteriano Hernandes Dias Lopes (1999, p. 13) afirma que:
O Pentecoste no seu sentido pleno é irrepetível. O Espírito Santo foi derramado para permanecer para sempre com a igreja. [...] Nesse sentido não há mais Pentecoste. Todavia, a promessa de novos derramamentos do Espírito para despertar a igreja é uma promessa viva à qual devemos agarrar-nos. É nesse sentido que vamos usar o termo Pentecoste. O apóstolo Pedro disse naquele dia memorável: '...e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar' (At 2.38-39)."
Tognini (idem, p. 19), refutanto tais argumentos, afirma que:
[...] finalmente, há os mais dogmáticos que, sem hermenêutica, e com exegese claudicante, unilateral, temerosa da verdade, se lançam no encapelado mar da confusão; então, lutam e insistem em que o Pentecostes não mais se repete.
2.3 A distinção entre "batismo do Espírito Santo" e "batismo com (no) Espírito Santo criaria duas categorias de cristãos
Reforçando a ideia separatista das duas categorias de cristãos, Hulse (idem, p. 23) afirma já ter ouvido líderes pentecostais afirmar que há dois tipos de cristãos: os batizados e os não batizados no Espírito. Para ele, isso cria divisão no corpo de nosso Senhor.

Stott (ibdem, p. 71-72), parece não se preocupar com a possibilidade das distinções bíblicas criarem a ideia equivocada de duas classes ou categorias de crentes, pois argumentando em favor da atualidade de algumas experiências espirituais, diz:
Estas experiências das quais eu falei até agora podem ser chamadas de 'comuns', porque se realcionam com a certeza, o amor, a alegria, e a paz que, de acordo com a Escritura, são comuns a todos os crentes, em alguma medida. Eu ficaria surpreso se algum leitor cristão não tivesse nenhuma noção delas. Todavia, existem outras experiências, às quais preciso chegar agora, de caráter mais 'incomum', por não serem parte da experiência normal do cristão que o Novo Testamento apresenta.
Apesar da ideia sobre crentes de duas categorias ter sido difundida no movimento holiness, e posteriormente reproduzida no pentecostalismo clássico, o batismo com (no) Espírito Santo
não cria uma classe especial de cristãos, apenas capacita os mesmos para fazerem a obra de Deus, testemunhando de Jesus com maior eficiência e eficácia conforme Atos 1.8. (GERMANO, p. 38, 2009)
O equívoco interpretativo ou comportamental de alguns em qualquer questão doutrinária, não anula, nem diminui a verdade bíblica.
2.4 A inadequação do termo "batismo com (no) Espírito Santo" para definir a experiência

A questão da terminologia, parece ter sido o ponto central da tese de Hulse (LOPES, idem, p. 128):
A tese de Hulse, nesse livro, é que os cristãos podem ter experiências legítimas e edificantes após a conversão, mas que devem usar a teminologia correta para identificá-las.
A experiência que no pentecostalismo clássico define-se como "batismo com (no) Espírito Santo, ou seja, o revestimento de poder posterior à regeneração, para conciliar com a ideia da existência de um único "batismo do Espírito", Stott (ibdem, p. 50) a define como "plenitude do Espírito", classificando-a como "consequência", e acrescentando que pode se experienciada várias vezes:
Deixe-me procurar expandir o que tentei mostrar antes. O que aconteceu no dia de Pentecoste foi que Jesus 'derramou' o Espírito do céu e, assim 'batizou' com o Espírito, primeiro os 120 e depois os 3 mil. A consequência deste batismo do Espírito foi que 'todos ficaram cheios do Espírito Santo' (At 2.4). Portanto, a plenitude do Espírito foi a consequência do batismo do Espírito. O batismo é o que Jesus fez (ao derramar o seu Espírito do céu); a plenitude foi o que eles recebram. O batismo foi uma experiência inicial única; a plenitude porém, Deus queria que fosse contínua, o resultado permanente, a norma. Como acontecimento inicial, o batismo não pode ser repetido nem pode ser perdido, mas o ato de ser enchido pode ser repetido e, no mínimo, precisa ser mantido. Quando a plenitude não é mantida, ela se perde. Se foi perdida, pode ser recuperada.
Neste sentido, a "experiência" pode e deve ser buscada:
Enfaticamente, a plenitude do Espírito Santo não é um privilégio reservado para alguns, mas uma obrigação de todos. Assim como a exigência de sobriedade e domínio próprio, a ordem de buscar a plenitude do Espírito é dirigida a todo o povo de Deus, sem exceção. (ibdem, p. 62)
Grudem (idem, p. 650-651), procurando evitar a suposta confusão em torno do "batismo do Espírito" e o "batismo com (no) Espírito Santo", diz que alguns termos seriam mais apropriados para o segundo. Dessa forma ele sugere "um grande passo de crescimento", "nova capacitação para o ministério" e " ser cheio do Espírito Santo". Este último, para Grudem, é "o melhor termo a ser usado para descrever genuínas 'segundas experiências' hoje (ou terceira ou quarta experiência, etc.)".
Para sustentar seu argumento, Grudem cita Efésios 5.18, e afirma que o verbo "enchei-vos" (gr. plerousthe), por encontrar-se no presente do imperativo, poderia ser traduzido de modo mais explícito por "sejam continuamente cheios pelo Espírito". Nessa perspectiva, o batismo com (no) Espírito Santo perderia o caráter de evento único, podendo ser experienciado diversas vezes na vida do cristão.
Ainda sobre o uso de "ser cheio do Espírito Santo" em lugar de "ser batizado com (no) Espírito Santos", Marshall (1982, p. 69) afirma a expressão ficaram "cheios" se emprega tanto ao revestimento inicial do Espírito para capacitá-las para o serviço de Deus (At 9.17; Lc 1.15), quanto para descrever o processo contínuo de ser estar cheio (At 6.3; 7.55; 11.24; Lc 4.1). Dessa forma, uma pessoa que já está cheia do Espírito, pode receber contínuos enchimentos. Neste caso, não teríamos um batismo com (no) Espírito Santo, mas, a possibilidade de um cristão experienciar vários batismos. Pfeiffer e Harrison (1987, p. 242), concordam com este argumento, e escrevem que "O enchimento com o Espírito foi muitas vezes repetido [...]".
Na Bíblia de Estudo Pentecostal (ibdem, p. 1818), a nota de rodapé sobre Efésios 5.8 diz que:

Enchei-vos (imperativo passivo presente) tem o significado, em grego, de 'ser enchido repetidas vezes'. [...] O cristão deve ser batizado no Espírito Santo após a conversão (ver At 1.5; 2.4), mas também deve renovar-se no Espírito repetidas vezes, para adoração a Deus, serviço e testemunho.
Se considerarmos o que muitos gramáticos da língua grega afirmam (CARSON, 65-67), o verbo eplesthesan (ficaram cheios) em Atos 2.4, por se encontrar num tempo aoristo "que aponta para um ato único, já realizado e consumado" (LOPES, idem p. 125), faz com que o evento de Pentecoste (At 2.4) se diferencie daquilo que Paulo fala escrevendo à igreja em Éfeso (Ef 5.18).
Stott (ibdem, p. 62), comentando sobre o tempo verbal de plerousthe (enchei-vos) em Efésios 5.18, diz que: "o verbo está no tempo presente. É bem sabido que, na língua grega, se o imperativo está no aoristo, ele se refere a uma ação única; se está no presente, a uma ação contínua.”
No Comentário Bíblico Pentecostal (ARRINGTON e STRONSTAD, idem), é especificado que Lucas usa o verbo "encher" em At 2.4 para indicar o processo de ser ungido com o poder do Espírito para o serviço divino. Acrescenta ainda que "Ser cheio com o Espírito significa o mesmo que ser batizado com o Espírito ou receber o dom do Espírito (cf. At 1.5; 2.4, 38)."
Pearlman (idem), escreve:
Que essa comunicação de poder é descrita como ser cheio do Espírito. Aqueles que foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecoste também foram cheios do Espírito.
Tognini (ibdem, p. 35) é enfático quando diz:
[...] Lucas, para descrever o cumprimento de Atos 1.5, usa a sua própria terminologia, que é CHEIO DO ESPÍRITO. De onde se conclui que BATISMO no Espírito Santo e CHEIO do Espírito Santo são a mesma coisa.
Estas declarações, à luz do entendimento pentecostal clássico, fala-nos que no batismo com (no) Espírito Santo (evento único), os crentes são cheios do Espírito, podendo ainda experienciar outros enchimentos, enchimentos estes não mais designados de batismo com (no) Espírito Santo.
CONCLUSÃO

Lloyd-Jones (ibdem p. 314), afirmou que o tema "batismo com (no) Espírito Santo", em muitos aspectos, é a mais difícil de todas as doutrinas, em razão de ser ela particularmente passível de exageros. Mesmo assim, escreveu:
[...] o que é o batismo do Espírito Santo? Ora, segundo alguns, como já vimos, realmente não existe dificuldade alguma sobre isso. Dizem que ele é simplesmente uma referência à regeneração e nada mais. É o que ocorre com as pessoas quando são regeneradas e incorporadas em Cristo, segundo Paulo ensina em 1 Co 12.13: 'Pois em um só Espírito fomos todos batizados'. Vocês não podem ser cristãos sem ser membros desse corpo, e vocês são batizados nesse corpo pelo Espírito Santo. Portanto, dizem, esse batismo do Espírito Santo é simplesmente a regeneração. Quanto a mim, porém, não posso aceitar tal explicação, e aqui é onde nos agarramos diretamente com as dificuldades. Não posso aceitar isso porque, se eu cresse nisso, teria de crer que os discípulos e os apóstolos não haviam sido regenerados até o dia de Pentecoste - suposição essa que ao meu ver é completamente inadmissível. [...] Teríamos também de dizer que os samaritanos, a quem o evangelista Filipe pregou, não foram regenerados até Pedro e João descerem a eles. (idem, 304-305)
As diversas questões, e os variados pontos de vistas aqui expostos provam isto.
Parcker (ibdem, p. 213), na tentativa de buscar um ponto intermediário entre sua analise exegética e a atualidade do batismo com (no) Espírito Santo, chega a afirmar:
Um grupo com os seus próprios mestres e sua literatura pode moldar os pensamentos e experiências de seus membros até um grau estranho. Especificamente, quando se crê que uma sensação ampliada de Deus, de seu amor por você em Cristo e de seu poder capacitador (a unção do Espírito), acompanhada por línguas, é a norma, segundo a experiência dos apóstolos em Atos 2, esta experiência certamente será buscada e encontrada. Da mesma forma, ela não será uma experiência ilusória, desprovida do Espírito, auto-gerada, só porque a ela estão ligadas certas noções incorretas. Deus, como continuamos dizendo, é muito misericordioso e abençoa os que o buscam, mesmo quando as suas ideias não são todas verdadeiras.
O fato, é que quando comparamos os escritos daqueles que não concebem o batismo com (no) Espírito Santo da perspectiva pentecostal clássica e assembleiana, o que encontramos é a falta de uniformidade e unidade sobre a questão.
Entre os cessacionistas (que negam a atualidade da experiência), encontramos, por exemplo, as seguintes posições:
- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é adequada.
- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é inadequada.
- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é adequada.
- O batismo com (no) Espírito Santo foi uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é inadequada.
Entre aqueles que não apoiam o conceito pentecostal clássico, mas acreditam na atualidade do batismo com (no) Espírito Santo, temos as seguintes ideias:
- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é adequada.
- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência simultânea à regeneração, cuja terminologia é inadequada.
- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é adequada.
- O batismo com (no) Espírito Santo é uma experiência subsequente à regeneração, cuja terminologia é inadequada.
Dessa forma, uma maneira geralmente utilizada para invalidar ou resistir ao conceito pentecostal clássico sobre o batismo com (no) Espírito Santo, é utilizar uma destas perspectivas acima, com algumas variantes, ou utilizar todas elas em conjunto.
Diante dos grandes desafios impostos pela pós-modernidade à igreja evangélica brasileira no início do século XXI, é preciso buscar um ponto de equilíbrio, onde a experiência real e atual do batismo com (no) Espírito Santo caminhe junto com a ortodoxia bíblica.
Referências Bibliográficas
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 6. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

ARRINGTON, L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida Edição de 1995. Flórida-EUA: CPAD/Life Publishers, 1995.

BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003.

CARSON, D. A. Os perigos da Interpretação Bíblica: a exegese e suas falácias. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2001.
GERMANO, Altair. Reflexões: Por uma prática cristã autêntica e transformadora. Recife-PE: Edição do autor, 2009.

GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

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Não Exagere nas críticas


Por Gary Chapman

Os casais que não têm um sistema para pedir mudanças, geralmente acumulam uma porção de queixas até a pressão se tornar intensa demais e provocar uma erupção de críticas destrutivas. O marido diz: — Por que é tão difícil anotar a data e o valor dos cheques no talão? Queria ver você fazer as contas com um talão em que metade dos cheques são de não sei quanto e para não sei quando.
Depois da saraivada inicial, ele continua:

— Mais uma coisa. Por que você bagunça tanto a escrivaninha? Não consigo encontrar nada. E por falar nisso, você esqueceu o portão da garagem destrancado de novo hoje cedo. Aliás, custa pegar a correspondência quando estou fora? As vezes volto de viagem e a caixa de correio está abarrotada.
Essa overdose de críticas quase nunca tem um resultado positivo.

Hostilidade gera hostilidade. O excesso de palavras provocadoras e condenatórias provavelmente fará seu cônjuge revidar.

— Pois fique sabendo que você também não é perfeito. Não posso contar com você para nada. Prometeu comprar um moletom de lembrança para mim na última viagem e se esqueceu de novo. Aliás, estou cansada de fazer tudo sozinha em casa.

Você não levanta um dedo para me ajudar. Eu não sou sua escrava, entendeu? E não sei como tem a coragem de reclamar que esqueci o portão aberto se você nunca fecha as gavetas do armário.

Esse tipo de conversa não produz nada construtivo. O marido atacou, a esposa revidou e cada um foi para seu canto, magoado e defensivo. Nenhuma mudança para melhor pode ocorrer num ambiente como esse. 

Esse número exagerado de críticas destrói a motivação para mudar.

Lembro-me de um marido que veio conversar comigo vários anos atrás e começou dizendo:

— Não vim aqui para fazer aconselhamento. Vim para dizer que estou me separando de minha esposa. Queria que você soubesse por mim. Quando eu for embora, com certeza ela vai telefonar para você, pois ela o respeita. Estamos casados há oito anos e não me lembro de um único dia em que ela não tenha me criticado. Ela critica meu penteado, meu jeito de andar, de falar, de vestir e de dirigir. Não gosta de nada em mim. Con-cluí que, se eu sou assim tão horrível, ela merece algo melhor.

Mais tarde, no mesmo dia, a esposa telefonou para meu consultório. Conversei com ela sobre aquilo que o marido havia dito. Ela começou a chorar e disse: — Eu só estava tentando ajudá-lo.
Tentando ajudá-lo? Ela acabou com ele. Ninguém tem estrutura emocional para lidar com uma overdose de críticas. Todos nós desejamos alguma mudança no cônjuge, mas o excesso de críticas não é o meio de consegui-la.

Sugiro que você nunca faça mais de um pedido de mudan¬ça por semana. No total, são cinqüenta e dois pedidos por ano, e esse número deve ser mais do que suficiente. Algumas pessoas são emocionalmente frágeis demais para lidar até com um pedido por semana. Nesse caso, não faça mais do que um pe¬dido a cada duas ou três semanas.

Quando você começar a desenvolver a arte de fazer pedidos, talvez seja interessante alternar as semanas com seu cônju¬ge. Numa semana você pode fazer uma sugestão, na semana seguinte, é a vez do outro. Aliás, nas semanas de "folga", sugiro que você convide seu cônjuge a compartilhar algum aspecto em que ele gostaria que você mudasse. Quando vocês estiverem em casa à noite, depois do jantar, você pode dizer: "Que tal se hoje você me pedir algo. Diga-me uma coisa que me tornaria um marido / uma esposa melhor". Como foi você quem iniciou a conversa, seu estado emocional já é adequado; resta apenas escolher o melhor lugar e hora para pedir ao cônjuge que lhe sugira algum aspecto em que você pode melhorar.
Pessoalmente, consigo lidar com um pedido de minha esposa por semana, desde que seja feito depois de uma refeição, em particular e quando eu estiver me sentindo emocionalmente estável. Desejo ser um marido melhor e posso me dedicar a uma coisa por semana. Mais do que isso, eu me sinto sobrecarregado. Se receber uma overdose de sugestões, provavelmente não farei mudança alguma.

Talvez você tenha sido criado numa família excessivamente crítica. Seus pais lhe diziam todos os dias o que você estava fazendo de errado e o que precisava mudar. Raramente faziam um elogio, mas não faltavam reprovações. Agora que você é uma pessoa adulta e casada, talvez esteja exagerando nas críti¬cas ao cônjuge sem perceber, pois esse é seu padrão de comportamento desde a infância. Pode ser interessante perguntar ao cônjuge: "Eu sou crítico demais?". Se a resposta for sim, pode ser uma boa idéia você pedir perdão e explicar que não havia percebido. Depois de limpar a área, combine com seu cônjuge de se limitar a sugerir apenas uma mudança uma vez por semana (ou uma vez a cada duas semanas). Evidentemene, seu cônjuge também poderá fazer sugestões.

Para alguns casais, a seguinte técnica é bastante útil: se um cônjuge fizer mais de um pedido na mesma semana, o outro simplesmente mostra dois dedos e diz: "Meu bem, esse já é o segundo...". Combinem de deixar o segundo pedido para a semana seguinte. Se você tiver uma porção de coisas que estão perturbando, anote-as e, a cada semana, escolha uma. Aprender a limitar o número de pedidos aumenta a probabilidade de mudança. Quando a pessoa se vê sobrecarregada de críticas, a tendência é ressentir-se ou ficar com raiva, duas emoções que não promovem mudanças. Quebrar o círculo vicioso de críticas excessivas pode salvar seu casamento.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CD Palavrantiga - Esperar é Caminhar


Por Jefferson Sales


Hoje ouvir e não para de escutar este excelente CD desta revelação no rock brasileiro. * Masterizado em Londres Estúdio Abbey Road por Christian Wright o mesmo de Muse, Keane e até Beatles.

Esperar é Caminhar traz 13 músicas sendo 6 regravações e 7 inéditas, gravado pela nova e bem sucedida Canzion Brasil selo nacional da CanZion Producciones criado por Marcos Witt.

Primeiramente destaco o encarte deste CD, produzido pela agência Imaginar Design e clicado por Marcos Castro que trouxe uma capa incrível.

Esta banda formada por Capixaba e mineiros mostra um estilo único e inovador, no cenário cristão tão carente de criatividade, com verdadeiras poesias para o nosso Criador.

“Amor que nos faz Um” versa sobre o mandamento de Cristo sobre o amor ao próximo e sua oração aos discípulos pela unidade em amor.

"Feito de Barro" é praticamente a mesma do EP volume 01 com algumas reformulações, começa com bate-estaca e contagem para o rock reflexivo e a mensagem de onde viemos e para aonde vamos.

"Eu Olhei o Meu Dia" Contrasta com a faixa anterior segue um poesia cantada “Toda arte que eu faço, todo som entoado, não é mais que uma grande vontade de Te conhecer.”

"Seguro Vou" começa com riffs de guitarra e letras fortemente cristã ”Quem me sustenta é Tua palavra” saindo dos Clichês evangélicos.


"Pensei" uma pegada fascinante e letra fácil. A explicação se esgotou, Mesmo querendo encontrar. Ritmo tipicamente brasileiro no meio da canção da um diferencial e quebrada na poesia com um homem questionador e sem Deus e outro totalmente entregue ao Senhor mesmo com seus questionamentos.

A alegre e cativante "Vem me Socorrer" “Eu canto pra Ti. Já sei onde estou. Olhando pra mim posso saber que nada sou.”

"Hoje tem guerra" é a mas densa do CD e com arranjos metalizados.

"Imagino" composta por Marcos Almeida não faria falta neste CD. Mas teologicamente correta.

“Tudo que não vi é tudo o que eu preciso aprender” tem a melhor melodia e letra deste CD. É uma oração cantada.

A música tema deste CD é realmente fantástica mostra a expectativa humana e a manifestação divina. "Esperar é Caminhar" lema dos que esperam em Deus.

A Música homônima a Banda, "Palavra Antiga" faz um grande paradoxo fala sobre o novo alvorecer e velhas verdades.

"Rookmaaker" mostra sua total influencia deste autor em Artes e educação Marcus Almeida o mais novo poeta cristão. Para quem não sabe "Hans" Rookmaaker foi membro da famosa L’abri na suíça fundada por Francis Schaeffer que logo após abriu uma filial na Holanda. Abordava a ambigüidade sobre a arte entre os cristãos e ambigüidade sobre a fé entre os artistas. Essa cita o lendário Keith Grenn que em 2011 deve lança um filme sobre a sua vida.

Terminado com "Casa" com novos timbres, termina com chave de ouro.

Esse CD realmente será um marco na música cristã e rock do Brasil, não pelo uso de guitarras, mas principalmente pelo uso da brasilidade e da criatividade tupiniquim pouco usada no meio cristão-evangélico.

Palavrantiga combina tudo para ser um referencial para novas bandas que procuram ter a Bíblia e Cristo como mensagem principal. Esperar é Caminha continua com a mesma proposta do EP

Volume 01,e vale a pena ouvir e compartilhar.

*Correção Lucas Souza que é chamado de Música Cristã Confessional não Palavrantiga.

sábado, 18 de dezembro de 2010

A História do Conde Zinzerdorf

A História do Conde Zinzerdorf
Nicolaus Ludwig Von Zinzendorf foi um homem levantado por Deus para dar refúgio a milhares de perseguidos religiosos na Europa. Alavancando assim a obra missionária tão esquecida naquela época. Ele
amava profundamente a obra missionária e, como poucos líderes na história, entendeu a importância de missões como a tarefa prioritária da igreja. Com seu exemplo foi capaz de levar a sua comunidade a
abraçar o empreendimento missionário, enviando ao longo dos anos mais de 200 missionários para todos
os continentes.

Zinzendorf nasceu em Dresden, na Saxônia, no dia 26 de maio de 1700, no seio de uma nobre família piedosa de confissão luterana. Seu pai, um alto oficial da corte, faleceu logo após seu nascimento, mas no leito de morte, o consagrou à obra do Senhor. Com o novo casamento de sua mãe, ele foi criado por sua avó, a baronesa Henrietta Catarina Von Gersdorf, uma mulher piedosa que lhe proporcionou uma fé viva no Senhor Jesus Cristo. Desde criança, Zinzendorf tinha grande interesse pelas coisas de Deus, como testemunhou mais tarde dizendo: “ainda na infância, eu amava o Salvador e tive comunhão abundante com Ele. Aos quatro anos comecei a buscar sinceramente a Deus e decidi tornar-me um verdadeiro servo de Jesus Cristo” (ATAÍDES, p. 15). Esse interesse acentuou-se ainda mais quando, aos dez anos de idade, foi matriculado na Escola Pietista, em Halle, onde foi tremendamente influenciado por esse movimento. Naquela escola, tornou-se líder entre os colegas criando a ordem “O Grão de Mostarda” que visava a evangelização do mundo. O emblema da ordem tinha um pequeno escudo com a inscrição: “Suas chagas nos curam”, e cada um deles usava um anel com as seguintes palavras: “nenhum homem é uma ilha.” Como lema da sua vida, Zinzendorf adotou a seguinte frase: “Tenho uma única paixão: Jesus, Ele e somente Ele”. Tendo essa paixão tão acentuada por Cristo, pregava uma profunda devoção pessoal a Ele baseada em sua própria experiência.


Certa vez, em uma de suas viagens pela Europa, numa galeria em Dusseldorf, na Alemanha, ao ver um quadro de Cristo coroado de espinhos com a seguinte inscrição: “Eu tudo fiz por ti, o que fazes tu por mim?” (ATAÍDES, p. 21), foi tocado profundamente, o que o levou a chorar e tomar uma decisão de dedicar a sua vida ao serviço de Cristo.

Ele usou sua herança em Berthelsdorf, para fundar uma comunidade denominada Herrnhut, que significa “Abrigo do Senhor”, em 1722, dando refúgio a cristãos perseguidos da Morávia, entre os quais se tornou o líder espiritual. Após 5 anos de existência, num memorável domingo, em 13 de agosto de 1727, quando estavam reunidos para a Ceia do Senhor, o Espírito Santo veio sobre eles, quebrantando-os e levando-os à maior reunião de oração de todos os tempos, que durou mais de 100 anos ininterruptos (TUCKER, p 73-74).

O despertamento missionário de Zinzendorf se deu quando, em Copenhague, participava da festa de coroação do rei da Dinamarca Cristiano VI. Foram-lhe apresentados dois convertidos esquimós da Groenlândia, batizados pelo missionário Hans Egede, e um escravo negro das índias ocidentais (NEIIL, P. 242). Zinzendorf ficou tão impressionado com eles que convidou o último para uma visita em sua comunidade em Herrnhut e a presença dele ali trouxe um grande despertamento entre os moravianos tendo como resultado o envio dos primeiros missionários, em 1732 (TUCKER, p. 74). O próprio Zinzendorf se tornou missionário entre os índios americanos, mas por algumas circunstâncias regressou a sua terra deixando este trabalho na responsabilidade dos missionários nomeados por ele.

Ele teve papel importante na propagação das missões cristãs na sua época e deixou exemplos que serão sempre modelos para a igreja, sendo pioneiro no exercício de missões protestantes estrangeiras que “enviaram, num curto espaço de tempo, mais missionários do que todos os protestantes juntos durante duzentos anos de protestantismo” (ATAÍDES, p.18). Os moravianos enviaram missionários para as Ilhas Virgens (1732); Groenlândia (1733); Suriname (1735); África do Sul (1736); Jamaica (1750); Canadá (1771); Austrália (1850); Tibet (1856), entre outros longínquos lugares.

O ilustre Conde Zinzendorf foi o líder da Igreja moraviana até sua morte, em 09 de maio de 1760, quando foi recebido nos tabernáculos eternos aos 60 anos de idade. Tendo sido um homem que buscou ardentemente a comunhão com o Senhor e a unidade do povo de Deus na terra, Zinzendorf levou seus seguidores a ter uma motivação e “a única motivação deles era o amor sacrificial de Cristo pelo mundo, e foi essa a mensagem que levaram até os confins da terra” (TUCKER, p. 77). Que possamos dizer como Zinzendorf: “venceu o nosso Cordeiro. Vamos segui-lo”.

Referências:
ATAÍDES, Florencio Moreira de. História das Missões Moravianas. Arapongas: Aleluia, 2007.
NEILL, Stephen. História das Missões. São Paulo: Vida Nova, 1989.
TUCKER, Ruth. Missões até os confins da terra. São Paulo: Shedd, 2010.

Fonte: Edições Vida Nova

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tensão de Gerações - Craig Groeschel

Craig Groeschel at Catalyst Conference

Durante a Conferência Catalyst , Craig Groeschel de LifeChurch.tv (Edmond, OK) discutiram sobre a tensão geracional.

Nós temos um inimigo espiritual que quer dividir por denominações, de modo que não possamos trabalhar juntos. E eu também tenho um palpite de que ele quer nos dividir geracionalmente, para também não trabalhamos unidos.

Quando se trata de gerações na Igreja, a divisão é ruim, mas a tensão pode ser bom, porque precisamos uns dos outros.

Eu sou capaz de fazer muito do que faço hoje, por causa da sabedoria daqueles que vieram antes de mim.

A geração mais velha

Não fique ressentida, não tema, ou o julgue a próxima geração de ministros, mas acredito neles e invisto nela. Eles não são a Igreja de amanhã. Eles são a Igreja de hoje. Eles são diferentes assim como você foi diferente.

Uma das razões para a geração mais velha tem dificuldade em investir na geração mais jovem é por causa da insegurança. Quando você levar em situação de insegurança, nada funciona bem.

Delegar tarefas não é a autoridade. Tarefas criam seguidores. Entidade criam líderes.

A nova geração quer autenticidade e alguém que acredita neles. Se você não está morto, você não está acabado. Sua idade e experiência não é uma responsabilidade. É um trunfo. Abrace a estação que você está vivendo

Uma das maiores honras que eu possa ter nesta idade é tornar-se como um pai espiritual para as gerações mais jovens.

Agora que estou velho e cinza, não me abandones, ó Deus. Deixe-me anunciar o seu poder para esta nova geração, seus milagres poderosos para todos os que vierem depois de mim
- Salmo 71:18

Para as gerações mais jovens

Você precisa daqueles que vieram antes de vocês

Os líderes de negócios descrever a nova geração como o autorizada(Entitled) . Você tem sido protegido e incentivado, para você se sentir muito permitida(Entitled)

Você tende a superestimar o que Deus quer fazer através de você no curto prazo. Este desilusões você e então faz com que você subestimar o que Deus fará através de você, a longo prazo.

Porque a geração mais jovem se sente no mesmo direito que a mais velha, é uma geração que não mostra a honra também. Andy Stanley diz, "Honra ao público leva à influência particular." Se você quiser liderar, mostrar honra."

Então Jesus lhes disse: "Um profeta é honrado em toda parte, exceto em sua própria terra e entre os seus parentes e sua própria família."
- Marcos 6:4

Um dos motivos que Deus não está fazendo mais nas igrejas, hoje, é porque não há uma cultura de honra. Jesus não é o seu amigo(gíria). Ele é o Rei dos Reis.

Há uma grande diferença entre respeito e honra. Respeito é ganho, mas a honra é dada.

Alguns de vocês precisam se arrepender por ter desonrado aqueles acima de você, e que desonra está impedindo você de ser capaz de conseguir o que você precisa fazer.

Seja ensinável.

Você não precisa ter o mesmo padrão de vida aos 25 anos como sua mãe e seu pai.

Você é a causa mais orientado, geração de espírito de missão na história moderna. Se você virá sob a autoridade e ser dócil, você vai ser a maior geração de nosso tempo.

Deus acredita em você. Você não o escolheu. Ele escolheu você.

Não subestime o seu futuro.

Dá glória a Deus por ter o melhor dos que vieram antes de nós. Pare com as brincadeiras com orgulho e arrogância e faça algo que glorifica a causa de Cristo.

Fonte:ChurchRevelance