quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os dons ministeriais (1ª parte) - Antonio Gilberto







Muitos dizem que os dons ministeriais de Efésios 4.11 cessaram, mas o versículo catorze desse mesmo capítulo diz que eles existem "até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo", e isso ainda não ocorreu.

Sobre o assunto, duas coisas básicas devem ser ditas de antemão. A primeira é que é Deus quem concede os dons ministeriais (Ef 4.11; Nm 18.7). A segunda é que é o dom ministerial recebido de Deus que determina o ministério ou o ofício do ministro. Em 1 Timóteo 4.14 e 2 Timóteo 1.6, vemos o dom ministerial. Em 2 Timóteo 4.5, o ministério resultante do dom. Os dons e seus ministérios podem ser vistos em 1 Coríntios 12.8-10, 27-30.

Esses dois pontos básicos acerca do ministério podem ser vistos em Atos 13.1-4. No primeiro versículo, vemos que os candidatos à ordenação já tinham o dom ministerial concedido por Deus: "E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo". Nos dois versículos seguintes, vemos que foi a igreja, sob a orientação do Espírito Santo, que ordenou esses irmãos para exercerem o ministério: "E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram". No versículo quatro, fica claro que foi o Espírito Santo que os enviou: "E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre".

A igreja ordena o obreiro como ministro do Evangelho, e não como apóstolo, profeta, evangelista, pastor ou mestre. Esses são ministérios dados por Deus. A igreja convencionou por si mesma chamar todos os ministros ora como pastores, ora como evangelistas, mas precisamos encarar o assunto dos dons ministeriais apresentados em Efésios 4.11 à luz da doutrina bíblica do ministério.

A soberania de Deus na distribuição dos dons ministeriais

Os dons do ministério são recebidos de Deus, segundo a sua soberania e no seu tempo. A uns Deus chama e capacita quando ainda estão no ventre de suas mães: "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei: às nações te dei por profeta", Jr 1.5. "E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir a face do Senhor, a preparar os seus caminhos", Lc 1.76. "Mas quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue", Gl 1.15-16. 
 
Outros Deus chama na infância: "O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui", 1Sm 3.4. Samuel ainda era uma criança quando Deus o chamou.


Há alguns a quem Deus chama e capacita na idade adulta: "E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar", Mc 3.13-14. "também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meola, ungirás profeta em teu lugar", 1Rs 19.16. "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim", Is 6.8.

Há também aqueles recebem o dom por imposição de mãos, por profecia: "Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério", 1Tm 4.14. "Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos", 2Tm 1.6.

Deus é soberano quanto ao exercício dos dons ministeriais na vida do obreiro. Timóteo era evangelista (2Tm 4.5), mas cuidou de igrejas por algum tempo (1Tm 1.3; 4.13). João Batista era profeta e cheio do Espírito Santo, mas não operava milagres (Jo 10.41).

Fonte: CPADNEWS

Documentário - Paixão por Missão 1° Viagem

Veja aqui o documentário da 1° Viagem Missionária realizada pelo Projeto Paixão por Missão e seus voluntários no Rio de Janeiro nas seguintes localidades: Rocinha, Salgueiro, Itaoca(Lixão), Menino de Deus, Palmeiras.

Clique aqui 



Paixão por Missão - Projeto Missionário (Completo) from Jefferson on Vimeo.

Dons Espirituais: Apóstolos por Mark Driscoll


Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos…” (1 Co 12:27-28 NVI)

“E ele designou alguns para apóstolos…” (Ef 4:11 NVI)

O Dom Espiritual de Apóstolos Definido

Há muita confusão sobre o dom espiritual de apostolado porque muitas vezes há uma falha em distinguir o ofício de apóstolo do dom de apóstolo. O ofício de apóstolo refere-se aos doze escolhidos por Jesus (p.ex., Mateus 10:1; 19:28; 20:17; Marcos 3:13-19; 6:7; 9:35; 10:32; Lucas 6:12-16; 8:1; 9:1; 22:19-30; João 6:70-71; Apocalipse 21:14). Os requisitos para o ofício de apóstolo incluem ser uma testemunha ocular da vida e ressurreição de Jesus (Atos 1:21-26). Outro requisito é o poder miraculoso (Atos 2:43; 5:12; 8:18; 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:4). Portanto, apóstolos não existem hoje (p.ex., escrevendo livros da Bíblia), embora a função do seu ofício permanece existindo em um sentido restrito.

Apostolado em um Sentido Secundário

Por exemplo, apostolado em um sentido secundário aplica-se a pessoas como Barnabé (Atos 14:3-4, 14), Apolo e Sóstenes (1 Coríntios 4:6-9), Andrônico e Júnias (Romanos 16:7), Tiago (Gálatas 1:19), e Silas e Timóteo (1 Tessalonicenses 1:1; 2:6). Eles, como os apóstolos hoje, eram indivíduos capacitados enviados de um lugar para outro para iniciar e estabelecer igrejas locais (Atos 13:3-4). Este dom também inclui a capacidade de ministrar de forma transcultural (Atos 10:34-35; Efésios 3:7-8). Nos dias de hoje, plantadores de igreja e missionários estão operando na esfera do seu dom de apostolado, bem como líderes cristãos que Deus levanta para liderar e influenciar múltiplas igrejas e pastores.

Pessoas com o Dom de Apostolado

Estas pessoas muitas vezes têm um bom número de dons, tais como evangelismo, ensino, liderança, fé e exortação e são motivadas por novas e difíceis tarefas.

Apostolado nas Escrituras

Hebreus 3:1 afirma: “Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus.” Jesus também edifica a igreja (Mateus 16:18; Hebreus 3:1-6). Ele é a principal pedra angular da igreja, na qual o fundamento dos profetas e apóstolos é posta (Efésios 2:20), e sobre a qual Ele governa como Supremo Pastor (1 Pedro 5:4). Paulo é outro exemplo (Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Colossenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, e Tito, todos começam com Paulo anunciando a si mesmo como um apóstolo). Também, uma leitura de Atos indica que Paulo servia de forma transcultural e plantava igrejas. Pedro também detinha o ofício de apóstolo (Gálatas 2:8; 1 Pedro 1:1).

Erros Comuns quanto a Apóstolos

Líderes de seitas e falsos mestres afirmam ter autoridade que é, na prática, igual a das Escrituras porque eles são como aqueles apóstolos que escreveram a Bíblia. Mas essas pessoas são falsos apóstolos (2 Coríntios 11:13; Apocalipse 2:2) e “super-apóstolos” auto-iludidos (2 Coríntios 11:5, 13; 12:11).

Você tem esse dom?

  • Você consegue ministrar transculturalmente de forma efetiva?
  • Você foi chamado e qualificado para plantar uma igreja?
  • Pode começar uma igreja do nada?
  • Você é um empreendedor?
  • Deus te deu liderança e influência sobre múltiplas igrejas como um líder de um movimento?
  • Você consegue desbravar um ministério onde outros falharam?
Fonte: Bom Caminho

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Morreu em um acidente de carro David Wilkerson.



Rev. David Wilkerson, pastor fundador da Igreja de Times Square em Nova York e autor do conhecido livro bem A Cruz eo Punhal, foi morto quarta-feira em um acidente de carro, de acordo com uma fonte próxima à CBN News. Ele tinha 79 anos.

esposa Wilkerson Gwen também estava envolvido no acidente de estrada no Texas e levado para o hospital.

Wilkerson postou um blog datado de 27 de abril - o dia da sua morte. No post, intitulado " Quando tudo falhar", ele incentivou que em meio as dificuldades  "se segurar "e permanecer firmes na fé.

Palavra do acidente começou a se espalhar na quarta-feira em sites de redes sociais como Facebook e Twitter. Exortou os cristãos a oração para a Sra. Wilkerson quem está em estado crítico.

Primo de Wilkerson confirmou a morte no Twitter.

"Confirmamo o meu querido primo David Wilkerson perdeu a vida num trágico acidente de carro estar tarde .. Orações necessárias neste momento", ele escreveu.

Em 1971, ele começou a World Challenge, Inc. como um guarda-chuva para suas cruzadas, conferências, evangelismo e outros ministérios. Igreja de Times Square foi fundada sob o grupo em 1987.
A igreja é agora liderada pelo pastor Carter Conlon e tem mais de 8.000 membros.

"Lembre-se da família Wilkerson em suas orações como o nosso fundador, Rev. David Wilkerson, está com o Senhor, esta noite," Desafio Jovem disseaos seguidores no Twitter.
 
 Ele deixou sua esposa, quatro filhos e 11 netos. 

Sem ressurreição Jesus seria mentiroso

Não posso deixar minha alegria ao ouvi essa declaração do renomado Pastor Mark Driscoll em seu sermão de celebração da Páscoa.

Buda nunca disse que ele era deus. Krishna nunca disse que ele era deus. Confuncius nunca disse que ele era deus. Muhammad nunca disse que ele era deus. Nenhum outro fundador de religião fez essa afirmação. Jesus foi o único,” disse Driscoll.

Posso disse que ele foi bem carismático em seu sermão. 


Durante seu sermão da Páscoa de 30 minutos, Driscoll, que gritou o tempo todo ao ponto sua voz ficar rouca, deixou claro que Jesus Cristo é o único caminho para salvação.

Chegando ao fim da pregação, o pastor fez o convite e mais de 650 pessoas que estavam presentes no culto de Páscoa da Mars Hill em Qwest Field vieram para frente, aceitando a Cristo como Senhor e Salvador e foram batizados em bacias cheias de água perto do palco.

Para ver o sermão clique aqui

Ou aqui no Youtube (Em inglês)








terça-feira, 26 de abril de 2011

Precisamos de Unção nos púlpitos e Ação nos bancos

 
 
Por Leonard Ravenhill
 
Pode acontecer de um crente ficar muito tempo no estágio de criancinha espiritual e depois, de repente, despertar e amadurecer espiritualmente, tornando-se (fervoroso nas batalhas do Senhor, e manifestando um intenso amor pelos perdidos. Existe uma explicação para isso. (Mas nós nos achamos tão abaixo do padrão normal do cristianismo neotestamentário que o normal nos parece anormal). O segredo da transformação a que me referi acima é que houve um momento em que essa pessoa lutou com Deus, como Jacó, e saiu da luta esvaziado do seu “ego”, mas “fortalecido com poder, mediante o seu Espírito”. 
 
Para se ter uma vida vitoriosa dois elementos são indispensáveis: visão e fervor. Sabemos de homens que lutam contra fortíssimas oposições da crítica carnal humana, e tomam de assalto os picos pedregosos do território inimigo, tão-somente para “fincar” a cruz de Cristo em lugares onde habita a crueldade. Por quê? Porque tiveram uma visão, e se encheram de intenso fervor. 
 
Alguém já advertiu que não devemos estar tão envolvidos com o céu a ponto de sermos totalmente inúteis na terra. Se há um problema que esta geração não enfrenta é esse. A verdade nua e crua é que estamos tão envolvidos com a terra que não temos nenhuma utilidade para o reino dos céus. Irmãos, se fôssemos tão eficientes na tarefa de enriquecer nossa alma quanto o somos na de cuidar de nossos interesses pessoais, constituiríamos uma ameaça para o diabo. Mas se fôssemos ineficientes no cuidado de nossos interesses como o somos nas questões espirituais, estaríamos mendigando.

Alguns anos atrás, George Deakin ensinou-me uma verdade usando um argumento bastante lógico. Ter visão sem missão, tornanos visionários; ter missão sem visão, leva-nos a trabalhar demais; ter visão e missão faz de nós missionários. 
 
E é mesmo. Isaías teve uma visão no ano da morte do rei Uzias. Talvez haja alguém à nossa frente, impedindo que tenhamos uma visão ampla de Deus. O preço a ser pago pelo crescimento espiritual é bastante elevado, e, às vezes, doloroso também. Você estaria preparado para ter uma visão a esse preço — a perda de um amigo ou de sua carreira? 
 
E para essa transformação de alma não se oferecem descontos especiais. Se alguém deseja apenas ser salvo, santificado e só, não há lugar para ele nas fileiras do Senhor. Isaías teve uma visão em três dimensões. Vejamos Isaías 6, versículos 1 a 9. Seu olhar se dirigiu para o alto: viu o Senhor; para dentro de si: viu a si mesmo; e para fora: viu o mundo. Sua visão tinha altura: viu o Senhor alto e sublime; profundidade: viu as profundezas de seu coração; e largura: viu o mundo. Foi uma visão da santidade. 
 
Ó amados, como nossa geração precisa ter uma visão de Deus em toda a sua santidade! E foi uma visão da iniqüidade: “Estou perdido! de lábios impuros!” E foi uma visão do desalento divino, implícito nas palavras: “Quem há de ir por nós?” E nesta hora em que vivemos, quando a média das igrejas está mais envolvida com promoções do que com orações; incentiva mais a competição, e se esquece da consagração, e substitui a propagaçãodo evangelho pela autopromoção, é imperativo que tenhamos essa visão tríplice. “Não havendo profecia o povo se corrompe”. (Pv 29.18). E não havendo paixão pelas almas, a igreja perece, mesmo que esteja lotada dominicalmente. Certo pregador, conhecido no mundo inteiro, e que tem sido poderosamente usado por Deus nos últimos anos para promover avivamentos (que são.bem diferentes de cruzadas de evangelismo em massa), contou-me que também teve uma visão semelhante.

Ainda me recordo da expressão de temor com que me falou que não sabia ao certo se estava tendo uma visão ou um sonho, se estava no corpo ou fora dele. Mas disse que enxergava uma enorme multidão em um profundo abismo, todo cercado de fogo, presa no “manicômiodo universo”, o inferno. Depois disso, esse homem nunca mais foi o mesmo. Nem poderia! Será que Deus poderia confiar-nos revelação tão grandiosa? Já passamos pela escola da oração e do sofrimento para que nosso espírito esteja preparado para suportar uma visão tão atordoante? Feliz é aquele a quem Deus pode comunicar tal visão!

Fonte: Retirado do Livro "Por que Tarda o pleno avivamento?"Why Revival Tarries Copyright © 1959 Bethany Fellowship, INC. 6820 Auto Club Road Minneapolis 20, Minn. Tradução de Myrian Talitha Lins.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fernandinho - Sou Feliz




Ouça aqui as prévias deste novo CD com clássicos evangélicos. (aqui)


“Sou Feliz” é uma seleção de hinos históricos de celebração ao Senhor na voz e estilo Fernandinho. Hinos, gravados ao vivo, que favorecem a aproximação de Deus em adoração. 

Indicado para todos que buscam viver e celebrar a presença constante do Pai em suas vidas. “Sou Feliz” conta com a participação especial de Stu G (da Banda Delirious?) nas guitarras e em seu repertório encontram-se canções presentes na harpa e no Cantor Cristão.


Quarenta livros que fizeram a cabeça dos evangélicos brasileiros nos últimos quarenta anos



Toda lista é pessoal, e esta não é uma exceção, mas busquei seguir aqui critérios objetivos: livros que foram campeões de vendagem, citados e debatidos, que influenciaram e continuam influenciando os evangélicos brasileiros, livros muito lidos com alto índice de rejeição, e também os que hoje estão operando uma mudança paradigmática na cultura evangélica contemporânea. Escolhi no máximo um livro por autor e procurei incluir alguma diversidade cultural e de gênero literário, bem como denominacional e teológica, sem que isso nos tirasse do projeto original: listar os quarenta livros que, nos últimos quarenta anos, fizeram a cabeça do povo evangélico brasileiro. Ordenei a lista por ordem de importância: dos livros mais influentes aos menos influentes dentre os quarenta selecionados, independentemente da data. Divirta-se concordando ou discordando, corrigindo meus equívocos e fazendo sua própria lista.

1. “Mananciais no Deserto” -- Lettie Cowman [Betânia]
Não há outro livro mais amado pelos evangélicos brasileiros. Este campeão de vendagem é um livro de leituras devocionais diárias que conquistou nosso país. O livro é, de fato, bom, mas desconfio que a tradução deu uma mãozinha.

2. “Uma Igreja com Propósitos” -- Rick Warren [Vida]
O maior “best-seller” evangélico de todos os tempos é uma catástrofe literária. É ainda difícil calcular o dano que esta obra equivocada causou e ainda irá causar, com sua filosofia de ministério inteiramente vendida ao “Zeitgeist”, propondo a homogeneização das igrejas e um pragmatismo de dar medo.

3. “A Quarta Dimensão” -- David Paul Yonggi Cho [Vida]
Este livro fez mais pelo movimento pentecostal no Brasil do que qualquer televangelista. O testemunho bem escrito do pastor coreano que vive cercado de milagres causou “frisson” até mesmo nos grupos mais conservadores. Seu modo de ver a vida com Deus e o ministério marcaram as últimas décadas.

4. “A Agonia do Grande Planeta Terra” -- Hall Lindsay [Mundo Cristão]
Calcado no pré-milenismo dispensacionalista de Scofield, este “best-seller” apocalíptico empolgou os profetas do fim do mundo no Brasil, com sua interpretação literalista imprudente e seu patriotismo norte-americano acrítico. Lindsay foi o arauto de três décadas das mais absurdas especulações escatológicas em nossas igrejas.

5. “O Ato Conjugal” -- Tim e Beverly La Haye [Betânia]
Sexo é um assunto importante, e o povo ansiava por uma orientação em face da revolução sexual dos anos 60. Daí o sucesso de um livro bem escrito como este, didático e conservador, ao gosto da moral evangélica, mas sem ser inteiramente obtuso. Mesmo assim, muitos o chamaram de pornográfico. Nada mais injusto.

6. “Este Mundo Tenebroso” -- Frank Peretti [Vida]
A ficção convence mais rápido. Revoluções acontecem inspiradas por romances, e não por tratados filosóficos. Peretti, com seu horror cristão, nos ensinou o significado da batalha espiritual nos anos 80, reencantou o submundo evangélico, inspirou pregadores e, o que não é nada ruim, motivou muitos adolescentes a ler obras de ficção bem melhores.

7. “A Morte da Razão” -- Francis Schaeffer [ABU]
A intelectualidade evangélica adotou este livro como alicerce nos anos 70, para enfrentar o existencialismo, o movimento “hippie”, o marxismo e a contracultura em geral. O livro convencia que o cristianismo não era incompatível com o estudo e a reflexão. É um pena que Schaeffer estivesse tão equivocado em suas idéias centrais.

8. “Celebração da Disciplina” -- Richard J. Foster [Vida]
Este clássico da espiritualidade cristã, escrito por um quacre, fez um tremendo sucesso no Brasil a partir dos anos 80. É excelente, mas será que todos que o compraram de fato o leram? Gostaria de perceber uma maior influência das idéias de Foster em nosso povo, mais oração, silêncio, calma, estudo, empenho, enfim, disciplina espiritual.

9. “De Dentro para Fora” -- Larry Crabb [Betânia]
Os livros devocionais evangélicos de viés psicológico ou de auto-ajuda são os títulos que mais vendem. Dentre eles, alguns se destacam não só por serem campeões de vendagem, mas porque são os melhores do gênero. Crabb é o melhor autor do gênero e este é seu melhor livro, que impactou o nosso povo nos anos 90.

10. “Louvor que Liberta” -- Merlin R. Carothers [Betânia]
Este pequeno e poderoso manifesto em forma de testemunho revolucionou, nos anos 70, o louvor e a adoração no Brasil. O bom capelão ensinou a todos nós a espiritualidade da adoração, o poder do louvor, impulsionando as guerras litúrgicas que marcariam a vida de nossas comunidades a partir de então. 

11. “Vivendo sem Máscaras” -- Charles Swindoll [Betânia]
Outro “best-seller” devocional dos anos 90, de viés psicológico e de auto-ajuda, com o vigor característico das obras de Swindoll, escritas a partir de suas pregações. Muitos se sentiram não apenas edificados, mas tocados e transformados.

12. “A Cruz e o Punhal” -- David Wilkerson [Betânia]
Outro opúsculo dos anos 70 que, na forma de um testemunho pessoal, inspirou os jovens evangélicos a uma fé mais comprometida. Curiosamente, não levou as igrejas a um investimento em missões urbanas, idéia que permeia todo o livro. Talvez o Brasil evangélico dos anos 70 não estivesse pronto para missões urbanas.

13. “Crer é Também Pensar” -- John Stott [ABU]
Stott é um ícone no Brasil, um nome respeitado pela sua erudição e sua notável produção literária, apesar de estar invariavelmente sob suspeita de heresia pelos mais neuróticos. O fato é que a qualidade de seus livros varia. Seu excelente “Ouça o Espírito, Ouça o Mundo” merece mais atenção. Já o opúsculo selecionado, tão conhecido desde os anos 70, não tem muito a dizer além do título.

14. “O Senhor do Impossível” -- Lloyd John Ogilvie [Vida]
Outro devocional que emplacou no Brasil nos anos 80, não sem méritos. É o maior sucesso do autor, ainda que inferior a “Quando Deus Pensou em Você”, que o antecedeu. O livro estimula a fé e nos faz mais esperançosos, apesar da teologia rasa.

15. “A Família do Cristão” -- Larry Christenson [Betânia]
Antes de Dobson e tantos outros, Christenson já era “best-seller” nos anos 70. Pioneiro entre os que se pretendem auxiliares da vida familiar cristã, ele foi estudado nos lares por grupos e células, em escolas dominicais etc. Sua eficácia é comprovada.

16. “O Jesus que Eu Nunca Conheci” -- Philip Yancey [Vida]
Os anos 90 assistiram ao aparecimento de um dos mais argutos e estimulantes autores evangélicos de todos os tempos: o audaz Yancey, que começou a apontar para o paradigma emergente em livros como “Alma Sobrevivente”, “Descobrindo Deus nos Lugares mais Inesperados”, “Maravilhosa Graça”, “Rumores de Outro Mundo”, “Decepcionado com Deus” e tantos outros livros excelentes. E o mais conhecido e lido parece ser mesmo “O Jesus que Eu Nunca Conheci”.

17. “O Discípulo” -- Juan Carlos Ortiz [Betânia]
Poucos livros foram tão impactantes nos anos 70 quanto esta obra que, excepcionalmente, não vinha do mundo anglo-saxão, mas da Argentina. Por isso mesmo, Ortiz tinha uma outra linguagem, um discurso que convencia os jovens brasileiros da seriedade e do valor de se tornar mais do que um mero freqüentador de igrejas, um genuíno discípulo de Cristo.

18. “Bom Dia, Espírito Santo” -- Benny Hinn [Bompastor]
O neopentecostalismo brasileiro é, em grande parte, de inspiração norte-americana. Talvez o nome mais importante nesse processo seja o do “showman” evangélico Benny Hinn, que desde os anos 90 assombra os norte-americanos pela televisão com seus feitos espetaculares. Mesmo quem não o leu conhece sua influência no Brasil. 

19. “O Refúgio Secreto” -- Corrie Ten Boom [Betânia]
O testemunho desta nobre senhora holandesa encantou também o Brasil, onde seu livro foi um grande sucesso nos anos 70. Suas aventuras durante a Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo de sua educação em um lar cristão, são comoventes e inspiradoras. 

20. “A Autoridade do Crente” -- Kenneth Hagin [Infinita]
Hagin foi um divisor de águas no mundo evangélico, pois desde sua influência os crentes “tomam posse”, “determinam”, “amarram” e “exigem”. Uma nova forma de falar se fez presente, o que gerou muitas novas piadas também.

21. “Entendes o que Lês?” -- Fee e Stuart [Vida Nova]
Que bom que um livro sério como este foi tão lido e estudado no Brasil. Trata-se de um compêndio de hermenêutica bíblica sem complicações, em linguagem acessível, adotado por quase todos os seminários e estudado até mesmo nas EBD’s e pequenos grupos. Este livro fez muito pela educação bíblica dos evangélicos brasileiros.

22. “Culpa e Graça” -- Paul Tournier [ABU]
Não há, com raras exceções, psicólogo cristão que não considere este livro um fundamento e um marco do pensamento cristão. Mas ele não se limita a isso, tendo tido considerável influência na teologia evangélica brasileira nos anos 90, preparando nosso povo para o paradigma emergente do século 21. 

23. “Novos Líderes para Uma Nova Realidade” -- Caio Fábio D’Araújo Filho [Vinde]
Este opúsculo foi, se não o mais lido, certamente o mais importante dos numerosos livrinhos do pastor Caio Fábio, fenômeno de popularidade no Brasil nos anos 80 e 90, pastor midiático, influente, contundente, imitado, adorado e odiado. Caio nos ensinou a ver as coisas de outro jeito, e seu legado não vai desaparecer. 

24. “Vida Cristã Normal” (ou “Equilibrada”, na reedição) -- Watchman Nee [Editora dos Clássicos]
O controverso evangelista e autor chinês Nee teve muita influência nos anos 70 e 80, com sua visão mística do que significa ser um cristão evangélico conservador. Este livro foi seu maior sucesso, um comentário de Romanos, ainda que seu livro mais objetivo e claro seja “A Liberação do Espírito”.

25. “É Proibido” -- Ricardo Gondim [Mundo Cristão]
Gondim é um dos melhores e mais polêmicos autores evangélicos contemporâneos. Seus livros, comoEu Creio, Mas Tenho Dúvidas, O que os Evangélicos (Não) Falam, Orgulho de Ser Evangélico, são sempre interessantes. Nenhum, porém, foi tão influente e marcante como “É Proibido”, um verdadeiro libelo anti-legalista.

26. “Conselheiro Capaz” -- Jay Adams [Fiel]
Adams era uma pessoa muito simpática. Sua escola de aconselhamento cristão é muito antipática. Diferentemente de Crabb, por exemplo, problemas emocionais têm origem fisiológica ou pecaminosa. Por isso, é preciso confrontar as pessoas e insistir na mudança do seu comportamento. Foi um sucesso nos anos 80. Haja behaviorismo! 

27. “Quebrando Paradigmas” -- Ed René Kivitz [Abba Press]
Este livro foi decisivo para que os evangélicos brasileiros começassem a enxergar a outra margem do rio, a margem pós-evangélica do paradigma emergente. Kivitz é um autor surpreendente e notável, de mente dinâmica e arejada, que propõe importantes rupturas e renovações, como em seu outro livro “Outra Espiritualidade”.

28. “O Amor Tem Que Ser Firme” -- James Dobson [Mundo Cristão]
O conhecido “Dr. Dobson” é pensador e autor de grandes qualidades e grandes defeitos. Seus livros, como “Educando Crianças Geniosas”, ajudam famílias e promovem uma espécie de teologia aplicada que merece atenção. Há, porém, muito que não se deveria levar a sério, já que vai contra o que há de mais consagrado na psicologia moderna.

29. “Supercrentes” -- Paulo Romeiro [Mundo Cristão]
O autor de “A Crise Evangélica” tem talento e tem algo a dizer. Seus textos, especialmente o famosos “Supercrentes”, têm apontado para os exageros e enganos de muitas posturas comuns no meio evangélico contemporâneo.

30. “Cristianismo e Política” -- Robinson Cavalcanti [Ultimato]
Trata-se de um clássico. Este livro está nas origens de toda reflexão política evangélica. Robinson é importante por outras questões, como seus livros sobre sexualidade (“Uma Bênção Chamada Sexo”, “Sexualidade e Libertação”), mas sua contribuição permanente é o estímulo que deu à reflexão política evangélica.

31. “O Evangelho Maltrapilho” -- Brennan Manning [Mundo Cristão]
Não há outro autor mais importante no meio evangélico nos últimos dez anos do que Brennan Manning. Seus livros devocionais, como “O Impostor que Vive em Mim”, “A Assinatura de Jesus”, “O Obstinado Amor de Deus”, estão transformando radicalmente a maneira como os evangélicos entendem a vida cristã. Eu fico muito grato.

32. “O Pastor Desnecessário” -- Eugene Peterson [Mundo Cristão]
Peterson é muito estimado no meio evangélico brasileiro e um dos autores mais bem avaliados dos últimos tempos. Responsável por projetos como “The Message” (excelente paráfrase bíblica), tem nos galardoado com obras como “Corra com os Cavalos”, “A Oração que Deus Ouve”, “A Vocação Espiritual do Pastor”, “Transpondo Muralhas”, entre outros. Selecionei o que talvez seja o mais importante.

33. “Poder Através da Oração” -- E. M. Bounds [Batista Regular]
Nos anos 70, quando não havia ainda bons livros sobre oração, como o de Richard Foster ou o de Eugene Peterson, os livros de Bounds sobre oração circulavam de mão em mão, trazendo avivamento às igrejas. Hoje Bounds está quase esquecido. Quase.

34. “Cristo é o Senhor” -- Dionísio Pape [ABU]
No fim dos anos 60 e começo dos anos 70, o nome de Pape se destacava pela espiritualidade, profundidade e sucesso ministerial. Seu opúsculo “Cristo é o Senhor” levou muitos à consagração e ao ministério. 

35. “O Caminho do Coração” -- Ricardo Barbosa [Encontro]
Barbosa (junto com Osmar Ludovico, James Houston e outros) é responsável pelo retorno ao interesse pela mística cristã em nosso país. Seus livros nos ensinam uma outra atitude não somente em relação à vida, mas também em relação à teologia. Uma atitude contemplativa. 

36. “O Novo Testamento Interpretado” -- R. N. Champlin [Hagnos]
Não privilegiei obras teológicas e comentários bíblicos nesta lista porque tais livros, em geral, não vendem bem e sua influência é pequena. Uma exceção precisava ser feita em relação ao favorito das bibliotecas. O empenho exaustivo de Champlin precisava ser lembrado, pois ainda vende bem e é o comentário primordial dos evangélicos.

37. “Icabode” -- Rubem Martins Amorese [Ultimato]
Este livro pode não ter sido tão lido quanto é citado, mas definiu um novo tipo de reflexão cristã no Brasil, que propõe diálogo com a cultura em outro nível que não o da evangelização, e sim o da discussão de valores e princípios que podem levar nossa sociedade para um patamar melhor ou pior. É uma boa influência.

38. “A Bíblia e o Futuro” -- Anthony Hoekema [Cultura Cristã]
Este estudo do Apocalipse cresceu em importância no Brasil em uma época em que quase não havia obra que fizesse uma defesa do amilenismo, apesar dos pouco conhecidos esforços de Harald Schally. O livro provocou conversões em massa a partir dos anos 80, e a escatologia nunca mais foi a mesma no Brasil.

39. “Cristianismo Puro e Simples” -- C. S. Lewis [Martins Fontes]
Também conhecido como “Mero Cristianismo”, a busca de Lewis pelo denominador comum da fé cristã impacta brasileiros desde os anos 70. Seleciono o livro simbolicamente, já que Lewis não poderia ficar de fora, seja por causa de “Os Quatro Amores”, “Milagres”, “Cartas do Inferno” ou “As Crônicas de Nárnia”.

40. “A Mensagem Secreta de Jesus” -- Brian D. McLaren [Thomas Nelson]
Em 2007 o leitor evangélico brasileiro foi surpreendido por este livro do mesmo autor de “Uma Ortodoxia Generosa”. Fiquei admirado ao ver como todos passaram a conhecer e a comentar a obra de McLaren, que representa melhor do que ninguém o paradigma teológico evangélico emergente. Não dá pra não ler.


 Ricardo Quadros Gouvêa é ministro presbiteriano e professor de teologia e de filosofia.
Fonte:Ultimato