quinta-feira, 30 de junho de 2011

DIA 3 – Oremos pelas organizações missionárias


Mais de 30 agências missionárias, representando cerca de 100 denominações evangélicas, formam hoje um efetivo missionário entre os indígenas do Brasil, no qual se misturam ações brasileiras, estrangeiras e indígenas, de mãos dadas.
Neste dia, devemos nos lembrar de louvar a Deus pelos pioneiros que vieram antes de nós, deixando suas terras, igrejas e famílias. Vieram abrir o caminho. A igreja indígena é hoje fruto dessa dedicação.
Oremos pelas agências missionárias vinculadas ao DAI/AMTB (Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras): AEMI (Associação Evangélica Missionária Indígena), AGEMIW (Agência Missionária Wesleyana), ALEM (Associação Linguística Evangélica Missionária), Amanajé, AMEI (Associação de Mulheres Evangélicas Indígenas), AMEM (A Missão de Evangelização Mundial), AMIDE (Associação Missionária para Difusão do Evangelho), APEC (Aliança Pró-Evangelização de Crianças), APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais), Asas de Socorro, ATE (Associação Transcultural Evangélica), Atini – voz pela vida, CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas), GAPCK – Seminário Teológico Timóteo do Amazonas, Gravações Brasil, Instituto Antropos, JAMI (Junta Administrativa de Missões da Convenção Batista Nacional), JMN (Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira), JOCUM (Jovens com Uma Missão), MCD (Missão de Cristianismo Decidido), MEIB (Missão Evangélica aos Índios do Brasil), MEU (Missão Evangélica Unida), MEVA (Missão Evangélica da Amazônia), MICEB (Missão Cristã Evangélica do Brasil), Missão Antioquia, Missão Evangélica Caiuá, Missão Horizontes, MIU (Missão Indígena Uniedas), MNTB (Missão Novas Tribos do Brasil), MISPA (Missão Priscila e Áquila), OMITTAS (Organização da Missão Indígena da Tribo Ticuna do Alto Solimões), SAIM (South America Indian Mission) e SIL (Sociedade Internacional de Linguística).
As iniciativas missionárias evangélicas presentes em 182 etnias indígenas no Brasil atuam em evangelização, ação social, plantio de igrejas, tradução bíblica e treinamento de líderes. Coordenam 257 diferentes programas sociais, colaborando com a subsistência em áreas de maior necessidade e tantas outras iniciativas, representadas por ações em educação na língua materna, minimização dos problemas de saúde e valorização da cultura e da língua tradicional.
Oremos:

1. Para que o Senhor fortaleça as organizações missionárias em suas necessidades;
2. Pelos processos de evangelização, tradução da Bíblia, ação social e plantio de igrejas entre os que pouco ou nada ouviram;
3. Pelos 257 programas sociais, para que sejam usados para minimizar o sofrimento e promover a dignidade indígena;
4. Pela liderança de cada organização missionária, por sabedoria do Senhor;
5. Por clara visão do Senhor para novos passos na direção prioritária para o Reino.

DIA 2 – Oremos pela igreja indígena no Brasil


A igreja indígena é um movimento crescente em nosso país e, possivelmente, maior do que se imagina. Os últimos congressos de indígenas evangélicos promovidos pelo CONPLEI, com milhares de participantes, mostram um pouco dessa realidade.
Essa igreja está presente, em diferentes níveis de representação, em 150 etnias, possuindo igreja local com liderança própria em 51 e sem liderança própria em 99. Há presença missionária evangélica em 182 etnias indígenas, representando mais de 30 agências missionárias evangélicas e quase 100 diferentes denominações.
Há 16 seminários e cursos bíblicos no Brasil com ênfase no preparo indígena e 3 movimentos nacionais de iniciativa e coordenação indígena evangélica: o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), a Associação de Mulheres Evangélicas Indígenas (AMEI) e a Associação Indígena de Tradutores Evangélicos (AITE).
Há 121 etnias pouco ou não evangelizadas, ou seja, aquelas em que não há presença missionária evangélica nem mesmo crentes. Outros fatores, como acesso a outras etnias evangelizadas e dispersão demográfica, também foram considerados nessa categoria. Destas 121 etnias pouco ou não evangelizadas, 74 habitam áreas viáveis, mais abertas politicamente. O restante se divide entre áreas parcialmente restritas (13) ou totalmente restritas (34).
Dentre as 150 etnias com presença evangélica indígena, 99 não possuem liderança própria e, destas, 54 não dispõem de acesso a nenhum programa de ensino bíblico. Isso demonstra que a igreja indígena está em franco crescimento, porém não há proporcional desenvolvimento de ensino e treinamento, o que pode gerar graves problemas, como sincretismo e nominalismo.
Oremos para que a igreja indígena, juntamente com as agências missionárias, possa também efetivamente trabalhar no combate a alcoolismo, consumo de drogas, infanticídio e violência contra a mulher entre as etnias do nosso país. São problemas sérios que demandam compromisso de longo prazo.
Oremos:

1. Pelo crescimento e amadurecimento da igreja indígena;
2. Pelo treinamento de novos líderes indígenas, especialmente entre os 99 grupos sem liderança evangélica própria;
3. Pelo CONPLEI, pela AMEI e pela AITE;
4. Pelos líderes indígenas nacionais Henrique Terena, Edson Bakairi, Eli Tikuna, Jaison de Souza, Jonas Reginaldo, Leonísia Firmo, Luiz Terena e Paulo Nunes e por vários outros preciosos irmãos;
5. Para que a igreja indígena se torne mais e mais missionária.

terça-feira, 28 de junho de 2011

DIA 1 – Oremos pelos indígenas do Brasil



O Brasil indígena é formado por 228 etnias conhecidas e oficialmente reconhecidas, 27 isoladas, 10 parcialmente isoladas, 9 possivelmente extintas (sem comprovação conclusiva), 41 ressurgidas e 25 ainda a pesquisar, totalizando 340 grupos
Em 2010, a população de indígenas era de aproximadamente 616.000. Dentre estes, 52% habitam em aldeamentos e 48% em regiões urbanizadas ou em urbanização. Cerca de 60% da população indígena brasileira habita a Amazônia Legal, composta pelos seguintes Estados: Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão (parte). A partir de leituras de movimentos demográficos, porém, estima-se que em cinco anos o número dos que vivem em aldeias será equivalente ao número dos que vivem nas pequenas e grandes cidades. A partir de 2015, a quantidade de indígenas que habita os centros urbanos certamente será maior e terá gradual aumento.
Neste universo de diversidade e multiculturalidade, encontram-se as 121 etnias pouco ou não evangelizadas, às quais o Evangelho de Cristo ainda não chegou ou foi comunicado apenas a uma parte do grupo. Esse tem sido um dos alvos de oração e também de esforço missionário.
O DAI-AMTB (Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras) reúne 41 agências missionárias filiadas, as quais abrigam missionários vinculados a mais de 120 diferentes denominações evangélicas. Com outros movimentos parceiros, como o CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas), há uma crescente atenção ao presente desafio de comunicar o Evangelho de Cristo aos que ainda não o conhecem.
Oremos:

1. Pelos grupos indígenas do Brasil e pelos complexos processos de manutenção de identidade, língua e cultura em meio a uma sociedade envolvente;
2. Pelas graves carências sociais, especialmente em educação, saúde e subsistência, que atingem mais de 70% dos grupos indígenas em nosso país;
3. Pelos 37 grupos que vivem em risco de extinção;
4. Pelos 121 grupos pouco ou não evangelizados, para que ouçam a respeito de Cristo;
5. Por 500 novos missionários que colaborem com as iniciativas em curso e se envolvam com a tarefa ainda inacabada.

Introdução da Campanha de Oração


Deus ouve as orações, e essa é uma das verdades mais fantásticas da vida cristã!
Era comum Jesus convidar Seus discípulos para momentos de oração (Lc 11:1). Desejava conduzi-los a um ato de fé e a momentos de intimidade com o Pai. Ao longo de Sua vida e ministério, Jesus continuamente orava (Mc 6:46). Por vezes, Ele se distanciava da multidão para uma noite inteira de intercessão; outras vezes, falava com o Pai em curtas frases em meio à agitação diária (Mt 26:44). Em Suas orações, frequentemente apresentava Seus discípulos a Deus, rogando pela vida deles (Jo 17:15).
A oração nos convida ao relacionamento. Ela nos coloca aos pés do Senhor para buscarmos a Sua presença, conversarmos sobre as coisas do coração e sermos por Ele sondados. Provavelmente, a oração mais arriscada de toda a Palavra é a que foi proferida pelo salmista, quando clamou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração. Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139:23). Nela, o salmista roga para que o Senhor osonde, reconhecendo que não é capaz de sondar a si mesmo e que precisa de Deus para entender o seu próprio coração. Roga para que o Senhor o prove, pedindo-lhE que o conduza nos processos do pensamento, pois depende dEle para isso. Por fim, roga para que Ele o guie, afirmando que, sem Ele, está perdido. Orar, portanto, não é tão somente apresentar nossas petições perante o Altíssimo, é nos aproximarmos do Seu coração, mas não basta orar, é necessário perseverar em oração (Ef. 6:18).
No livro de Atos, vemos que a igreja do primeiro século perseverava “na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42). Esse texto funciona como um elo entre o Pentecoste e a vida diária da igreja. As Escrituras destacam de forma objetiva que a comunidade que seguia a Cristo era a comunidade da perseverança, que cria no impossível e caminhava na vontade do Pai, mesmo durante as épocas de maiores incertezas, e o fazia em oração.
Eu os convido a orar e perseverar em oração pelos povos indígenas do Brasil nestes dias. Em nosso país ainda há 121 etnias pouco ou não evangelizadas, 37 que vivem em risco de extinção, 111 grupos em complexos processos de urbanização, 38 línguas com clara necessidade de tradução bíblica e 99 etnias onde há uma igreja indígena, mas ainda sem liderança própria. Os missionários evangélicos atuam em 182 etnias em evangelização, plantio de igrejas, treinamento de líderes e ação social, coordenando 257 programas sociais. São desafios enormes!
Precisamos rogar ao Senhor por renovação das forças dos que estão com a mão no arado, novos obreiros para novas iniciativas, sinceras conversões entre os grupos, fortalecimento da igreja indígena no Brasil, recursos para os trabalhos, abrir das portas que permanecem fechadas e, sobretudo, clara direção do alto, para que seja feita a Sua vontade.
Nestes 30 dias, rogue ao Senhor da seara por vidas, etnias e missões, em perseverança, crendo que o Senhor ouve as orações!
Ronaldo Lidório
Todos os dias de oração estão disponíveis gratuitamente para download Aqui

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Campanha de Oração Povos Indígenas

Como participar da campanha?

Participando da campanha de oração, orando ou divulgando em seu blog ou site.

Através deste código
Copie o código e cole na página, website, orkut ou blog.




30 Dias de Oração pelos Povos Indígenas do Brasil




Inicia amanhã nossa campanha de 30 dias de oração pelos povos indígenas do Brasil.
Nosso blog juntamente com o projeto missionário Paixão por Missão, Estão organizando sua 2° Viagem missionária para o Amazonas.

Todos esses dias estaremos colocando motivos de oração e artigos sobre oração e intercessão. Que seu coração possa queimar pela obra missionária e pelos povos não-alcançados pelo evangelho.

Queremos louvar ao Senhor pela sua fidelidade e clamar que vidas possam ser alcançadas através de nossas orações.

Para conhecer mais o projeto Amazonas entre no website
www.paixaopormissao.org
ou envie um e-mail para paixaopormissao@gmail.com



terça-feira, 21 de junho de 2011

Viral Gospel

Uma lista com os principais vídeos virais gospel.

1- I Believe i can Fly


O Baterista da banda austráliana Hillsong pensou que podia voar e veja o que aconteceu.

2- Pastor Michael Jackson


Michael Jackson Gospel com milhões de visualizações.

3- Pastor Pilão


Pastor conhecido como Pastor Pilão.

4- Falha Nossa Diante do trono




5- Casamento Pentecostal


Casamento para lá de pentecostal.

6- A ciência é onipotente?


Não é gospel, mas veja a lógica de alguns cientistas.









terça-feira, 14 de junho de 2011

John Piper e a atualidade dos Dons


O estudo acerca dos dons espirituais sempre gerou polêmica no meio cristão, haja vista a própria Igreja Batista ter varias ramificações por divergências neste assunto.

Em uma pregação o pastor John Piper demonstrou sua visão acerca dos dons espirituais como dons de línguas e de cura. Para o pastor da Igreja Batista Betel de Minneapolis há razões para acreditarmos na contemporaneidade dos dons.

No estudo ele apresenta quatro delas: a primeira é sobre o termo “batismo com o Espírito Santo”, baseado em Atos 1:5 e 11:16. Sobre isso Piper escreveu que “se o Espírito te cobre como um batismo, não podemos imaginar o Espírito entrando de maneira sorrateira e quieta enquanto você dorme e fazendo morada de maneira imperceptível.”

Outro aspecto pregado por evangélicos pentecostais que Piper concorda é sobre o poder, a ousadia e a confiança. “Jesus diz em Atos 1.5 e 8 que o batismo com o Espírito significa: “mas recebereis a (virtude) poder… e ser-me-eis testemunhas”. Isso é uma experiência de ousadia, confiança e vitória sobre o pecado.”
“Não há motivo para pensar que até mesmo para Paulo o batismo com o Espírito Santo estava limitado ao momento inicial da conversão. E certamente no livro de Atos o batismo com o Espírito Santo é mais que um ato divino subconsciente de regeneração- é uma experiência consciente de poder (Atos 1.8).”

Outro ponto apresentado pelo pastor reformado é sobre ao testemunho descrito em Atos. “Na verdade a terceira razão que me faz pensar isso é que quando pegamos uma concordância e procuramos em todas as passagens em Atos onde o Espírito Santo trabalha nos cristãos, nunca é de forma subconsciente. Em Atos o Espírito Santo não é uma influência silenciosa, mas experimentação de poder. ”

Já o quarto e último ponto fala sobre a manifestação do Espírito como consequência da fé, e não de forma subconsciente. “Em Atos 11.15-17 Pedro relata como o Espírito Santo desceu sobre Cornélio assim como nos discípulos em Pentecostes. (…) Note que o dom do Espírito, ou batismo com o Espírito, é precedido pela fé.”

Concluindo esse estudo sobre o Batismo do Espírito, Piper fala sobre os dons de línguas. “Em si mesma a língua é relativamente sem importância. A verdadeira contribuição valiosa da renovação carismática é sua implacável ênfase na verdade que receber o dom do Espírito é uma experiência real marcante.”

Fonte: Gospelprime via Gospelmais



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sobre o Dia dos Namorados por Augustus Nicodemus Lopes


Neste domingo 12 de junho se comemora o dia dos namorados. Pediram-me para escrever algo sobre o assunto mas a verdade é que estou meio sem ter o que dizer. Afinal, costumo escrever somente (mas nem sempre) sobre assuntos acerca dos quais eu possa encontrar fundamentação bíblica, um cacoete da minha formação na área de hermenêutica e estudos bíblicos.
 
O problema é este mesmo. Namorar não fazia parte da cultura do Antigo Oriente Médio, onde e quando a Bíblia foi escrita. Naquela época e naquele lugar o costume era outro. Os casamentos eram normalmente arranjados pelos pais. Havia uma cerimônia inicial de compromisso em que os dois se comprometiam. Depois de algum tempo vinha o casamento propriamente dito.

Assim, é um erro muito grande - e muito comum - pegar passagens bíblicas que se referem ao casamento e aplicar ao namoro. Como querer que a namorada seja submissa usando Efésios 5:22.

Contudo, mesmo não tendo direções específicas na Bíblia com referência a este período chamado de namoro, encontramos princípios gerais que podem ser aplicados. Menciono três deles.

1) A necessidade de pureza - a castidade e a pureza sexual são claramente ensinados na Bíblia. O problema com o namoro é que ele abre a porta para a exploração física dos corpos dos namorados, provocando o excitamento sexual, apalpamento dos órgãos genitais e não infreqüentemente as relações sexuais. Os namorados cristãos devem controlar-se e evitar toda e qualquer situação em que possam ser tentados a avançar o sinal vermelho. Em 1Tessalonicenses Paulo adverte:

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição;  que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação (1Tess 4:3-7).

"Defraudar" na passagem acima é você criar desejos e expectativas que não poderá cumprir de maneira lícita. A defraudação acontece quando os dois se excitam sexualmente, ficam prontos para o ato sexual quando o mesmo não pode ser realizado, pois seria fornicação. Portanto, um princípio geral que se aplica ao namoro é que o mesmo deve ser casto, puro e sem provocações à impureza. Não vou aqui cair na armadilha de tentar definir que tipo de beijo pode e que tipo não pode. Acho que o bom senso nos diz que quando a troca de beijos começa a provocar outras coisas, está na hora de parar.

2) A idolatria - consiste em colocar o namorado ou a namorada como o centro da vida, deixando Deus de lado. Comunicações constantes, telefonemas constantes e longos, mensagens de SMS trocadas a cada 15 minutos, emails o dia todo... tudo isso acaba virando uma obsessão que dá em idolatria. O namoro não é para isto. É um período de conhecimento intelectual, emocional e espiritual entre os dois. Namorados costumam se apegar em demasia um ao outro como se o outro fosse capaz de preencher o vazio e a necessidade que cada um de nós tem. Quando um namoro assim acaba, o desespero toma lugar, e não poucas vezes, suicídios. Namorados precisam manter distância segura. Um relacionamento intenso assim é para o casamento, e mesmo então, com cuidado para que não aconteça a idolatria. A Bíblia é clara: o Senhor Jesus é quem deve ter o primeiro lugar em nossas vidas, e somente nEle devemos buscar a plena satisfação para nossa alma cansada, aflita e sedenta.

3) A demora em casar - Paulo ensina que aqueles que não podem conter-se devem casar-se, pois é melhor casar do que viver abrasado (1Cor 7:9). Namoros longos e demorados acabam provocando a fornicação e a impureza sexual. Hoje em dia os jovens começam a namorar cedo demais e casam tarde demais. Começam aos 15 anos e querem casar somente quando tiverem casa própria, emprego fixo, etc - ou seja, aos 30 anos. Neste intervalo de 10 a 15 anos fica muito difícil permanecer casto, virgem e puro. O resultado são as escapadas para os motéis ou o banco de trás dos carros, quando não o próprio quarto em casa dos pais.

Bom, já escrevi aqui antes sobre sexo antes do casamento. Para quem ainda não viu, aqui vai:
 Algumas sugestões aos namorados cristãos:

1) Evitem situações de risco. Não fiquem muito tempo sozinhos em locais discretos. Não avancem nas carícias.

2) Leiam a Bíblia e orem juntos. Leiam bons livros sobre namoro e casamento. Freqüentem os cultos, a Escola Dominical e outros grupos de estudo.

3) Não se isolem em si mesmos, procurem a companhia de outros jovens, saiam em grupo para programações sociais.

4) Envolvam os seus pais, procurem conhecê-los e ouçam seus conselhos.

5) Mantenham distância um do outro. Não transforme seu namorado (a) num deus.

6) Namore pensando em casar e não somente para se divertir. Leve o namoro a sério. Namoricos irresponsáveis quebram corações, criam mágoas e ressentimentos e marcam as pessoas.

Se usado dentro dos princípios bíblicos de pureza e dedicação a Deus, o namoro pode ser um período proveitoso de conhecimento mútuo e de preparação para o casamento.

Uma última coisa – tem gente que seria muito mais feliz se não tivesse casado. O celibato (ficar solteiro e puro) é uma opção bíblica válida de vida.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Compreendendo o namoro bíblicamente Parte 1




Deixa que digam, que pensem, que falem;
deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem?
Eu não estou fazendo nada, você também.
Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?2

Essa música expressa a visão pela qual o mundo enxerga um relacionamento a dois, entre pessoas de sexo diferente. O importante é curtir o momento e as sensações de uma relação emocional e física com alguém que me atrai. Não devo pensar nas conseqüências, apenas deixar o clima rolar e ver no que dá.

Infelizmente, essa visão distorcida não é exclusividade de incrédulos. Muitos cristãos demonstram imaturidade espiritual e emocional, ao lidarem com pessoas do sexo oposto e ao iniciarem um relacionamento de namoro com alguém. Como bem destacou Jayro Cáceres, “A nossa cultura tem torcido os valores bíblicos… As palavras ‘curtir e aproveitar’ têm substituído a palavra ‘preparar’”.3

Isso revela, de modo profundo, como há uma carência séria e triste da compreensão  bíblica do que o namoro realmente significa e qual o seu propósito. O objetivo deste estudo, então, é fornecer a fundamentação e perspectiva bíblica para aqueles que pensam em namoro, preparando-os para os passos corretos, com um foco acertado e de um modo que honre e glorifique a Deus.

UM NAMORO COM PROPÓSITOS


É essencial para um namoro ter propósitos bem claros e delineados. Ainda que o casamento deva estar em foco, sempre, ele não é o propósito principal, mas conseqüência de outros dois propósitos que devem governar nossas vidas.

1. O namoro deve visar a glória de Deus – Rm 11.36; 1 Co 10.31; Cl 3.17

2. O namoro precisa ser uma caminhada rumo à imagem de Cristo – Pv 17.17; Rm
8.29; Ef 4.15-16

Quando estes dois focos são bem claros, antes de tudo, na nossa vida de solteiro, então, saberemos conduzir um namoro agradável a Deus (Rm 12.1; Ef 4.9-10). Um namoro que honra a Deus, sem dúvida, visará o casamento, pois Deus, não criou o namoro em si, mas o casamento. A afeição compartilhada por um casal só tem sentido quando busca a lealdade e a intimidade profunda no casamento. Qualquer relacionamento que fuja disso é brincar com os sentimentos alheios e defraudação (1 Co 13.4-5; Fp 2.3-4; 1 Ts 4.3-6). Vejamos algumas

Fundamentações bíblicas:


1. O casamento faz parte do plano de Deus na criação da humanidade – Gn 2.18, 24.

2. O casamento reflete a imagem de Deus no homem, em que há diversidade eunidade, ao mesmo tempo – Gn 1.27.
3. No Antigo Testamento, o relacionamento pré-matrimonial entre dois jovens, deveria visar o casamento – Dt 22.23, 24 (esse texto mostra o grau de fidelidade que a noiva devia ao seu futuro marido, idêntico ao de uma mulher casada); Mt1.18-19, 24-25.

“No Oriente Próximo o noivado ... é quase tão definitivo como o próprio casamento. Na Bíblia a mulher comprometida em noivado era algumas vezes chamada de ‘esposa’ e estava obrigada à mesma fidelidade ... e o noivo era algumas vezes chamado de ‘esposo’”.4

4. O livro de Cantares mostra o amor romântico que se desenvolve no noivado (Ct 1.1. – 3.5) e se concretiza na aliança do casamento e na vida a dois (Ct 3.6 -8.14).

5. O casamento reflete a relação entre Cristo e a Igreja, previsto desde a eternidade por Deus e que reveste o casamento de dignidade - Ef 5.22-33.

A Bíblia não fala diretamente do namoro, mas apresenta o modelo do noivado que é oque mais se aproxima do namoro atual, em que dois jovens, se comprometem a buscarem a vontade juntos quanto à possibilidade de casamento e caminham nessa direção.5 Como foradestacado:

Quando dois jovens começam a namorar, isso não significa absolutamente que eles irão casar.Mas, deve significar, pelo menos, que eles pensam em se casar. Entregar a mão [...] e o tempo a uma pessoa com quem não se pensa em casar, é pecado.6 (grifo meu)

Quando o namoro busca o casamento, “elimina a idéia de curtição e acentua o seu caráter de preparação”.7 Pois o namoro “é uma fase de preparação para o casamento e mais uma oportunidade para o exercício da suprema tarefa da Humanidade, glorificar o nome de Deus”.8

PRINCÍPIOS ORIENTADORES



Dentro dos propósitos acima, alguns princípios orientadores precisam ser seguidos,
visando a glória de Deus no namoro:9

1. O namoro deve ocorrer apenas no contexto entre pessoas da mesma fé –  1 Co 7.39; 2 Co 6.14 – 7.1. “A Bíblia ensina com clareza que crentes não devem se colocar em jugo desigual (2 Co 6.14-16). A visão nítida, preto no branco, de 2 Coríntios 6 – justiça ou iniqüidade, luz ou trevas, Cristo ou o Maligno, crente ou o incrédulo, Deus ou ídolos – não dá margem a erro!”10
“As Escrituras afirmam claramente que um cristão não deve nem considerar um cônjuge incrédulo”.11 “Ser crente é algo mais que confessar sua fé em Jesus Cristo. É também algo mais que ser membro de uma igreja. Ser crente é um estilo de vida. Na prática, significa que você ama a Jesus e está pronto a depender dEle mais que de seu cônjuge”.12 Muita dor pode ser evitada quando o crente decide se submeter fielmente a Deus nessa área. Um relacionamento íntimo com um incrédulo implica em deixar a visão bíblica de vida cristã e adotar à cosmovisão do(a) namorado(a), que está completamente distante de Deus e morto espiritualmente em seus pecados (Ef 2.1-3).

2. O namoro cristão deve ocorrer no contexto de um desenvolvimento da maturidade cristã – Ef 4.15-16; Cl 3.16. É imprescindível que as duas pessoas que  pretendem iniciar um namoro, na direção de um casamento, estejam crescendo na sua fé pessoal com Cristo e juntamente com a igreja, como comunidade. Tanto o texto de Efésios como o de Colossenses que abordam a questão do casamento, a inserem dentro de um contexto de vida espiritual frutífera tanto pessoalmente como em comunidade (ver Ef 5.15-33; Cl 3.12-19).

3. O namoro cristão deve florescer dentro de afinidades cristãs e teológicas – Ec 4.12; Mc 3.24, 25. “Cristão” ou “evangélico” se tornaram termos tão gerais, que é necessário conhecer bem a pessoa, antes, de cultivar um relacionamento afetivo, em que se abra o coração ao outro. É muito importante a pessoa avaliar se o outro pensa de modo concorde a respeito de várias questões muito importantes. O que meu pretendente pensa a respeito de Deus, doutrinas da fé cristã (ex. 1 Jo 4.1-3), vida de devoção pessoal e comunitária, vida familiar, situações de conflito, trabalho e amigos, certamente, são muito importantes para se dar um passo na
direção de um namoro e casamento.

Há dois artigos em português muito úteis, que auxiliam a fazer perguntas acertadas quando um casal tem em mente o namoro e casamento. Um deles é Tópicos para conversação quando um homem e uma mulher estão considerando o casamento, de John Piper 13 (duas perguntas na parte de Marido e Esposa são recomendáveis apenas para noivos) e Devemos nos casar? de David Powlison e John Yenchko.14

4. O namoro cristão precisa visar objetivos futuros em comum - Am 3.3. “Unir-se significa andar na mesma direção que seu cônjuge ... Duas pessoas muito diferentes podem ter um casamento maravilhoso, mas há alguns aspectos básicos em que o acordo é necessário para que um homem e uma mulher possam se unir um ao outro”. Quando os três pontos acima são avaliados com honestidade e seguidos, então, há uma grande possibilidade de que este último seja observado com sucesso. Todavia, planos como futura profissão ou ministério, estilo de vida, entre outros, precisam ser avaliados com cuidado e ser percebido até que ponto um
se adapta ao plano e projeto do outro e está disposto a seguir com o relacionamento nas condições conversadas. 

1 Bibliografia Consultada e de Apoio: D’ARAÚJO, Caio Fábio, Filho. Abrindo o jogo sobre o namoro. 4 ed. Venda Nova, MG: Betânia, 1985.; FERGUNSON, Sinclair B. Descobrindo a vontade de Deus. 2 ed. São Paulo: PES, 1997.; CÁCERES, Jayro M. Namoro: curtição ou preparação. In: SBPV. Ética Pesoal 1. Atibaia, SP:SBPV (Seminário Bíblico Palavra da Vida). (Apostila preparada para as aulas de Ética Pessoal no SBPV). p. 58;POWLINSON, David A., YENCHKO, John. Devemos nos casar?. In: SBPV. Aconselhamento Bíblico. 2 ed. Atibaia, SP: SBPV, 2000. v. 1. p. 118-127.; MACK, Wayne. Preparing for marriage. USA: Virgil Hensley, 1986.; PIPER, John. Tópicos para conversação quando um homem e uma mulher estão considerando casar. Cuiabá, MT: Monergismo, 2006. Disponível em www.monergismo.com.; MENDES, Alexandre Chiaradia. Uma perspectiva bíblica sobre o namoro. Atibaia, SP: SBPV, 2006. (Trabalho de Conclusão não publicado do curso de Bacharel do SBPV).; HARRIS, Joshua. Eu disse adeus ao namoro. Belo Horizonte, MG: Atos, 2001; WRIGHT, J. S., THOMPSON, J.A. Matrimônio. In: DOUGLAS, J. D. O novo dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova. v. 2. p. 1012-1017.
2 D’ARAÚJO. p. 17.
3 CÁCERES. p. 58.
 4 WRIGHT, THOMPSON. p. 1014.
5 Ver MENDES. p. 7-8.
6 D’ARAÚJO. p. 17. É importante destacar que o presente autor não concorda de modo algum com as idéias atuais de Cáio Fábio, apenas usa um de seus livros, por sinal, excelente livro sobre o namoro, escrito muitos anos antes de sua derrocada espiritual, conhecida no contexto evangélico brasileiro.
7 CÁCERES. p. 58.
8 MENDES, p. 6.
9 A seqüência que segui nesse ponto encontra seu molde em CÁCERS. p. 58.
10 POWLINSON, YENCHKO. p. 119.
11 HARRIS, p. 189.
12 POWLINSON, YENCHKO. p. 118.
13 PIPER, John. Tópicos para conversação quando um homem e uma mulher estão considerando casar. Cuiabá, MT: Monergismo, 2006. Disponível em www.monergismo.com.
14 ; POWLINSON, David A., YENCHKO, John. Devemos nos casar?. In: SBPV. Aconselhamento Bíblico. 2 ed. Atibaia, SP: SBPV, 2000. v. 1. p. 118-127.


terça-feira, 7 de junho de 2011

João Paulo II, santo?

 
Por Geremias Couto.
 
O Vaticano promoveu a cerimônia de beatificação de João Paulo II neste domingo, 1° de maio, diante de mais de um milhão de pessoas na Praça de São Pedro. Este se constitui o primeiro passo para torná-lo santo. Agora, o alto clero romano depende da descoberta de um "segundo milagre" para que a segunda e última etapa se conclua. 

Após escrever algumas frases sobre isto no twitter, lembrei-me de imediato que uma de minhas primeiras postagens no blog, nos idos de 2007, tratou de um artigo escrito pelo senador José Sarney, pedindo que o processo fosse acelerado. Resolvi republicá-la pela sua atualidade. Ei-la abaixo:

Li, ontem, a coluna de José Sarney, publicada em alguns dos principais jornais do país. Ele atirou no que viu e acertou no que não viu. O senador defendeu a imediata canonização de João Paulo II.

Disse que o processo conduzido pelo Vaticano para tornar alguém santo é uma burocracia herdada da Igreja medieval, desnecessária nos dias de hoje, e deixou a entender que milagres não caracterizam santidade alguma, mas a vida piedosa dedicada a Deus e ao próximo. O que teria sido a marca da vida do papa anterior. Assim, Bento XVI teria todos os motivos para canonizá-lo de imediato.

Em certo sentido, está certo José Sarney. Muitos, naquele dia, dirão que realizaram muitos milagres, mas não herdarão o Reino dos céus, porque não tinham vidas consagradas. Eram lobos vestidos com pele de cordeiro. O ex-presidente só se esqueceu de acrescentar algumas outras coisas:

1) tornar alguém santo não é prerrogativa de nenhum papa, não é título honorífico e nem algo que se concede como mérito ao esforço humano;

2) nenhum santo, seja ele quem for, canonizado ou não, de Pedro a João Paulo II, tem capacidade mediadora ou de intercessão em favor dos vivos. Só Jesus, o único mediador entre Deus e homens;

3) Por último, tornar-se santo é um passo simples e fácil: basta crer em Jesus como todo suficiente Salvador. Não depende, de fato, de qualquer processo ou reconhecimento de nenhuma instância religiosa. É um ato da graça de Deus, em Cristo, que reconhece a todos quantos creem em seu bendito Filho e o confessam diante dos  homens como verdadeiros e amados santos. Não é, também, sinônimo de perfeição, mas apenas a forma pela qual Deus nos vê em Cristo Jesus.

Se cremos no Senhor e ele nos recebe, somos santos.

Socorro, o pastor me traiu!


Socorro, o pastor me traiu!
Há pouco ouvi uma história  por parte de um amigo querido  que me confessou que  estava profundamente magoado com o seu pastor, isto porque, o segredo por ele contado no gabinete pastoral foi compartilhado com muitos outros irmãos através do pulpito da igreja. 

Pois é, o meu amigo ao abrir o  coração comigo chorou compulsivamente compartilhando com muitas  lágrimas a dor de ter se sentido traído.

Caro leitor, lamentavelmente não são poucos aqueles que ao longo dos anos tem sofrido nas mãos de pastores despreparados, que movidos por sentimentos mesquinhos não conseguem guardar no coração os segredos a eles compartilhados. Na verdade, ouso afirmar que boa parte dos pastores não possuem maturidade emocional suficiente para lidar com determinadas situações, o que invariavelmente os levam a compartilhar com outros aquilo que não deveria jamais ser compartilhado.

Um outro ponto importante que precisa ser observado é o fato de que o pastor precisa compreender que os assuntos compartilhados no gabinete pastoral precisam ser preservados. O problema é que muitos dos pastores se sentem acima do bem e dom mal, e pelo fato de terem descoberto os pecados ou  falhas de alguém,  usam de subterfúgios inescrupulosos cujo intuito final é a manipulação das pessoas.

Isto posto, acredito que os seminários teológicos, bem como as classes de mentoria vocacional  de cada igreja local,  precisam enfatizar de forma incisiva a necessidade do pastor guardar o segredo de confissão, até porque, quando isso não é feito, feridas são abertas na vida do crente, levando por consequinte a muitos de nossos irmãos  a experimentarem a dor e a amargura de se sentirem traídos.

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: http://renatovargens.blogspot.com/2011/06/socorro-o-pastor-me-traiu.html