quinta-feira, 28 de julho de 2011

DIA 30 – Oremos pela tarefa inacabada


Oremos pela tarefa ainda inacabada. Só o Senhor de fato a conhece – sua dimensão e todas as suas implicações. Oremos para que Ele mesmo desperte em nós o desejo de obediência.
Oremos para que o Senhor levante, nestes próximos anos, 500 novos missionários em nosso meio para o trabalho indígena no Brasil.
Oremos para que o Senhor desperte a igreja indígena para sua vocação missionária em nosso país e além dele.
Oremos para que o Senhor abra os olhos do nosso coração para vermos o caminho certo a tomar, em cada passo.
Oremos para que a história das missões evangélicas entre os povos indígenas do Brasil seja marcada pela ação do Espírito Santo de Deus, guiando cada iniciativa, dando o melhor rumo, atraindo para as áreas de maior necessidade, gerando ânimo sempre renovado, suprindo o necessitado e convertendo corações.
Oremos:
1. Para que o nome de Jesus seja glorificado nas ações entre os indígenas no Brasil e pela conclusão da tarefa ainda inacabada;
2. Por obediência, fidelidade, perseverança e contentamento para uma força missionária atuante entre os povos indígenas;
3. Por suprimento do alto para cada ação, seja evangelizadora ou social;
4. Para que a igreja indígena se torne mais e mais missionária e amadurecida na Palavra e para que tenha uma visão do Reino que vá além de suas fronteiras;
5. Para que a igreja brasileira e a igreja indígena se abençoem mutuamente e tenham santa comunhão e mútuo respeito na diversidade sociocultural e linguística.


Jesus, Quem é Ele ?

Estaremos iniciando um série de estudos bíblicos sobre o personagem do livro mais lido do mundo a Bíblia sagrada. Jesus Cristo.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. João 1:1-5
Que através desta postagem seja edificado e fortalecido por Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.(Efésios 4.10).

Louvado seja o nosso Senhor Jesus




quarta-feira, 27 de julho de 2011

DIA 29 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Xetá aos Zo’e


Ainda oremos pelas 121 etnias pouco ou não evangelizadas. Em nosso país, há claros casos de discriminação das ações missionárias evangélicas. Um deles se ambienta entre a etnia indígena Zo’é, na qual uma missão evangélica foi tolhida de sua permanência, mesmo em detrimento do desejo do grupo indígena e das competentes ações no estudo da língua e da cultura. O outro caso se dá entre os Suruwahá, pois, a despeito do relevante trabalho missionário e do desejo do grupo, há restrições em relação à presença missionária.
Tais situações se tornam mais e mais frequentes no movimento evangélico missionário entre indígenas. Devemos orar por portas abertas e por um tratamento justo por parte do Estado brasileiro e de organizações não governamentais.
Sabemos, porém, que a fé cristã, ao longo dos séculos, expande-se entre barreiras e obstáculos. Devemos orar para que o Senhor mantenha abertas as portas para o trabalho que já caminha entre os indígenas, abra portas novas e fortaleça os missionários que vivem sob perseguição. Também oremos por um bom relacionamento dos agentes missionários com o Estado brasileiro e com as ONGs em cada região.
Devemos interceder por liberdade e portas abertas entre todos os povos, mas façamos isso hoje, de forma especial, pelos povos Suruwahá e Zo’é.
Oremos:
1. Pelos Xetá, no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo (86 pessoas), e pelos Xocó, em Alagoas e em Sergipe (380 pessoas);
2. Pelos Xukuru-Kariri, em Alagoas, na Bahia e em Minas Gerais (2.950 pessoas), e pelos Yabaana, no Amazonas (90 pessoas);
3. Pelos Yakarawakta, no Mato Grosso (30 pessoas), e pelas etnias Yanomami (Sanumá, Xamatari, Ninam e Ajarani), no Amazonas e em Roraima (16.000 pessoas);
4. Pelos Yaruma, no Mato Grosso (população incerta), pelos Yuhupdeh, no Amazonas (1000 pessoas), e pelos Yawalapiti, no Mato Grosso (233 pessoas);
5. Pelos Yurupari-Tapuya, no Amazonas (população incerta), e pelos Zo’é, no Pará (421 pessoas).

terça-feira, 26 de julho de 2011

DIA 28 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Uraparaquara aos XambioáDIA 28 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Uraparaquara aos Xambioá


Devemos louvar a Deus por Sua presença e boa mão à frente de cada passo missionário em solo brasileiro. Também devemos louvar ao Senhor pela Sua bondade em despertar cada igreja enviadora, abençoar cada centro de formação missionária, sustentar cada missionário e fazer nascer novas igrejas indígenas e lideranças indígenas nacionais. Deus é bom!
Devemos louvar ao Senhor pelos veteranos e pioneiros que vieram antes de nós, muitos de outros países. Oremos pelos que continuam empenhados na luta e por aqueles novos que chegam ou que ainda chegarão.
Devemos louvar ao Senhor pelos indígenas que ouviram falar de Jesus e por todos aqueles que ouvirão em breve.
Devemos louvar ao Senhor por Sua graça, que é melhor que a vida, e pela oportunidade que temos, como igreja, de sermos úteis em Suas mãos no partilhar do Evangelho de Cristo entre os indígenas do nosso país.
Oremos:
1. Pelos Uraparaquara (população incerta) e pelos Uru-Pa-In (200 pessoas), ambos em Rondônia;
2. Pelos Waharibo, no Amazonas (população incerta), e pelos Waimiri-Atroari, no Amazonas e em Roraima (1.120 pessoas);
3. Pelos Wakoná, em Alagoas (900 pessoas), e pelos Warikyana, no Pará (população incerta);
4. Pelos Wassu, em Alagoas (2.061 pessoas), e pelos Wokarangma, no Pará (31 pessoas);
5. Pelos Woreyana, no Pará (população incerta), e pelos Wambioá, no Pará e no Tocantins (250 pessoas).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

DIA 27 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Pipipã aos Turiwara


Oremos pelo governo brasileiro, pela FUNAI, pelas Forças Armadas, pela Polícia Federal e pelo IBAMA. Oremos por relacionamentos positivos, boa comunicação e entendimento com os povos indígenas do Brasil.
Oremos pelas iniciativas do governo brasileiro junto aos povos indígenas, para que as propostas que sejam positivas para o País e para os indígenas sejam encaminhadas e implementadas.
Oremos por sabedoria dos governantes nas decisões, sobretudo aquelas que regulam os territórios indígenas e as relações entre indígenas e não indígenas.
Oremos:
1. Pelos Pipipã, em Pernambuco (1.640 pessoas), e pelos Puti, no Amazonas (população incerta);
2. Pelos Sakiriabar, em Rondônia (103 pessoas), pelos Salumá, no Pará (300 pessoas), e pelos Suruwahá, no Amazonas (200 pessoas);
3. Pelos Tapayuna, no Mato Grosso (63 pessoas), pelos Tingui-Botó, em Alagoas (350 pessoas), e pelos Tovajara, no Maranhão (população incerta);
4. Pelos Truká, na Bahia e em Pernambuco (4.169 pessoas), pelos Trumai, no Mato Grosso (198 pessoas), e pelos Tukumanfed, em Rondônia (população incerta);
5. Pelos Tumbalalá, na Bahia (1.469 pessoas), pelos Tupinambá, na Bahia e no Pará (4.741 pessoas), e pelos Turiwara, no Pará (60 pessoas).

domingo, 24 de julho de 2011

DIA 26 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Nokiari aos Paumelenho


As etnias indígenas brasileiras se relacionam cada vez mais com um amplo leque de segmentos sociais e organizacionais da cultura envolvente, como representantes da FUNAI, agentes de ONGs, comerciantes, linguistas, antropólogos, religiosos e assim por diante. É necessário orar para que os povos indígenas do Brasil desenvolvam bons mecanismos de relacionamento, a fim de obter aquilo que desejam e não se perder em sua identidade como grupo.
As políticas públicas brasileiras, especialmente as de índole assistencialista, muitas vezes funcionam como mecanismos de atração do indígena para fora do seu território tradicional e aproximação às pequenas e grandes cidades, onde ele recebe auxílio mensal, assistência de saúde e educação, entre outras coisas.
Quando as relações entre indígenas e outros segmentos externos se manifestam de forma desequilibrada, frequentemente produzem perdas humanas e sociais duradouras no grupo. Devemos orar para que o Senhor preserve os povos indígenas do Brasil de contatos e relações nocivos e exploratórios.
Oremos:
1. Pelos Nokiari, no Amazonas (população incerta), e pelos Nukini, no Acre (697 pessoas);
2. Pelos Numbiai, no Mato Grosso (população incerta), e pelos Paiaku, no Ceará (220 pessoas);
3. Pelos Paikdai, no Amazonas (população incerta), e pelos Panará, no Mato Grosso e no Pará (400 pessoas);
4. Pelos Pankará, em Pernambuco (2.702 pessoas), pelos Pankaru, na Bahia (179 pessoas), e pelos Pantamona, em Roraima (5.608 pessoas);
5. Pelos Papavô, no Acre (200 pessoas), pelos Paranawat, em Rondônia (100 pessoas), e pelos Paumelenho, em Roraima (população incerta).

sábado, 23 de julho de 2011

A Nova Ordem Mundial nas Igrejas

 
O assunto da nova ordem mundial tem recorrido constantemente no mundo evangélico. Infelizmente, existem diversas informações sendo veiculadas sobre teorias de conspiração que simplesmente não são verdadeiras. Quando evangélicos dizem acreditar nessas teorias, sem bases documentais, expõem o evangelho ao ridículo. Mesmo que algumas dessa teorias sejam verdadeiras, a questão não é tentar identificar quem vai ser o anticristo. Isso será evidente quando acontecer. Na verdade, o essencial é darmos ouvidos à mensagem do Apocalipse hoje, pois hoje mesmo o espírito do anticristo já atua, hoje o diabo já é o principe deste mundo, hoje sistemas inteiros estão debaixo de sua influência. Isso é óbvio.


Então, além de especularmos sobre o governo do anticristo, o sentido do número 666 e se o anticristo vai usar um chip para controlar o mundo, há algo mais urgente a ser discutido: até onde estamos comprometidos em pregar o evangelho a todas as nações antes do fim? Porque, apesar de todas as especulações escatológicas, a maior parte dos evangélicos continua vivendo suas vidas numa perspectiva terrena, sem qualquer preocupação com a salvação de vidas e com a eternidade.

Procuram justificar seu materialismo com citações bíblicas fora de contexto, correndo atrás dos mesmos valores daqueles que não conhecem a Deus. Enfatizam milagres em detrimento da cruz. Idolatram seus líderes. Aproveitam-se do sistema para corromper e ser corrompidos.

Abusam espiritualmente dos seguidores com promessas vazias somente para fazer crescer seus impérios religiosos. Enchem a mídia com mensagens voltadas para o aqui e agora e não usam essa oportunidade para comunicar verdades que realmente vão transformar vidas e impactar a sociedade.

Alinham-se a partidos políticos por vantagens pessoais e não pelo desejo de promover a justiça e a cidadania. O mais impressionante: são aceitos acriticamente como homens e mulheres enviados por Deus! Isso não parece a nova ordem mundial nas igrejas? Muito pior do que ocorre em salas fechadas com políticos e banqueiros do mundo.


Que invistamos as nossas energias, não em especulações improdutivas.



Fonte: Blog do Rev. Jorge Issao Noda Via VINACC

DIA 25 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Makuna aos Nereyó


Devemos interceder pelos centros de treinamento missionário em nosso país, bem como pelas igrejas enviadoras, para que o Senhor proveja aos novos missionários uma boa educação teológica, missiológica, linguística e antropológica.
Intercedamos para que os períodos de treinamento e envio sejam especiais na vida de cada missionário e para que eles caminhem na vida com Deus e busquem o caráter de Cristo.
Oremos também pelos processos de encontro de culturas entre missionários e indígenas que acontecerão nos próximos anos, para que o Senhor dirija os momentos e os passos e para que tudo contribua para bons e saudáveis relacionamentos, para o testemunho de Cristo.
Oremos:
1. Pelos Makuna (696 pessoas) e pelos Mandawaka, ambos no Amazonas (24 pessoas);
2. Pelos Maopityán, no Pará (população incerta), e pelos Matipu, no Mato Grosso (119 pessoas);
3. Pelos Miarrã, no Mato Grosso (população incerta), pelos Mihua, no Maranhão (população incerta), e pelos Miriti, no Amazonas (120 pessoas);
4. Pelos Morerebi, no Amazonas (100 pessoas), pelos Muru, no Acre (população incerta), pelos Mynky, no Mato Grosso (356 pessoas), e pelos Nadëb do Rio Negro, no Amazonas (275 pessoas);
5. Pelos Natu, em Sergipe (população incerta), pelos Naua, no Acre (422 pessoas), e pelos Nereyó, no Pará (população incerta).

¿Quién es Jesucristo?


Por Mark Driscoll

Felices pascuas, iglesia Mars Hill. ¿Quién es Jesucristo? Es la pregunta más importante que se ha hecho en la historia del mundo. Agradecemos que estén con nosotros hoy aquí para examinar esa pregunta. Oramos para que amen a ese hombre.

Jesús nació hace casi 2.000 años. Vivió en un pequeño pueblo rural. Fue criado por una madre adolescente al nacer. Su padre era un campesino carpintero. Además, Jesús tenía hermanos y hermanas. Los primeros 30 días de su vida, vivió más o menos en el anonimato, trabajando con su padre en la carpintería.

A los 30 años empezó su ministerio público: predicando, enseñando, sanando. Su currículum vitae es más bien sencillo. Nunca viajó más que a escasas cien millas de su casa. Nunca se casó, nunca tuvo hijos. Además, vivió una vida sencilla, tanto así que muchos de sus años los pasó sin techo trabajando por la causa de Dios el Padre.

Sin embargo, lo que encontramos hoy es que Jesucristo es la persona más importante que ha vivido en la historia del mundo. Más himnos le han sido cantados, más cuadros han sido pintados Él, y más libros han sido escritos sobre Él que cualquier persona que jamás ha vivido en la historia del mundo. Este día, el Domingo de Pascua, miles de millones de personas en el mundo se congregan como nosotros para adorarle como Señor, Dios, Salvador, Cristo, y Rey.

Nadie ha transformado el mundo como Jesucristo. Nuestros dos feriados más largos tienen que ver con Él. En Navidad honramos su nacimiento, y hoy, el Domingo de Resurrección, recordamos, nos regocijamos en su resurrección de los muertos. Además, nuestro calendario entero se basa en este hombre: y se divide en a. C., antes de Cristo, y AD, anno Domini, el año de nuestro Señor.


O retrato moderno da igreja

 
Por Elienai Cabral

No Evangelho de Marcos, encontramos o seguinte episódio: “E no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os discípulos ouviram isto”, Mc 11.12-14.

A sabedoria de Jesus sempre esteve acima da média como homem. Na passagem em apreço, Ele mais uma vez usa magistralmente a figueira para ensinar uma espetacular lição aos seus discípulos. A figueira era uma árvore comum na Palestina. Seus figos são doces especialmente no mês de junho. Quando Jesus saiu de Betânia naquele dia, era o mês de abril. Por isso Marcos escreveu que não era tempo de figos. O que nos chama a atenção no relato é o fato de Jesus ter sentido fome. Essa declaração fortalece a realidade de que Jesus tinha natureza e constituição corporais iguais às nossas em tudo, menos no pecado.

Como nós, Ele tinha todas as emoções e necessidades físicas, como comer, dormir, descansar, chorar, sorrir e sentir dores. Como nós, Ele tinha fome e sede e precisava satisfazer esses instintos naturais. A dupla natureza de Cristo, a divina e a humana, é confirmada nesse texto.

Porém, essa escritura também nos dá um vislumbre especial sobre a Igreja. Jesus viu a figueira de longe, e desejou comer fruto dela, mas, qual não foi a sua a frustração. Marcos diz que “não achou nada senão folhas”, e amaldiçoou a figueira. Esse quadro ilustra o perigo de uma igreja estéril e formalista.

A tendência para a esterilidade e o formalismo sempre ameaçou a Igreja através da História. Houve um tempo, especialmente o período que se estende até o século 15, em que a Igreja institucionalizou-se de tal forma que a sua força dinâmica engessou-se. Ela tornou-se muito mais um “monumento” do que uma igreja.

Hoje, parece-nos que a dura verdade de muitas igrejas é que têm substituído uma fé viva e poderosa por uma religião institucionalizada. Para muitos, a igreja é o edifício onde nos congregamos para adorar e desenvolvemos ministérios, cujos programas envolvem a comunidade. Geralmente, imaginamos o crescimento da igreja e o medimos pelo local do templo, a sua arquitetura, a organização eclesiástica e o número de pessoas que assistem aos cultos. Se medirmos a igreja por esses valores estereotipados da modernidade, estaremos, sem dúvida, nos deparando com uma igreja que não passa de uma figueira frondosa, com muitas folhas, que só serve para dar sombras.

A dinâmica do evangelismo e a liberdade do Espírito para agir na liturgia da igreja não podem ser engessadas pelo formalismo.

Ainda analisando a aplicação do texto de Marcos 11.12-14 para os nossos dias, percebemos o engano da beleza exterior. “E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti”.

Folhas não passam de beleza exterior. Essa beleza é aquela que ilude, que dá a idéia de igreja frutífera, mas que não passa de algo fictício. Um escritor cristão escreveu que “a igreja não é um fator incidental na grande batalha cósmica por corações e as vidas dos homens e as mulheres do mundo moderno. A igreja é o instrumento que Deus tem escolhido para essa batalha, a que somos chamados em virtude de nossa condição de membros do Corpo de Cristo. Para brindar esperança e verdade a um mundo em tensão, a igreja tem de ser a Igreja”.

Ora, uma igreja que não passa de uma árvore sem frutos retrata uma irrealidade. A tragédia maior é termos uma igreja institucionalizada que satisfaz apenas aqueles que buscam uma forma de igreja tipo clube socio-espiritual, uma instituição que ofereça relações humanas agradáveis, mas que não exerce influência sobre como vivem as pessoas, nem sobre o que crêem.

Cada vez que a igreja se reafirma em uma posição ortodoxa histórica é acusada de obsoleta, de passada da moda, como se suas doutrinas tivessem sido determinadas pelo voto das pessoas que fazem parte da igreja. Vivemos um tempo em que a igreja tem sido transformada em um mercado de fé ao gosto das pessoas. A igreja precisa ser restaurada nos seus valores.

Os valores reais da Igreja de Cristo não são valores materiais. Não são os aspectos organizacionais da igreja que a tornam autêntica, porque a igreja não pode ser tratada como um produto de consumo. Ela precisa dar frutos e, para que isto aconteça, deve estar plantada em uma terra produtiva, que é a base, o fundamental, a Palavra de Deus.

Uma igreja mercantilista não passa de uma “figueira com folhas”. J. I. Parker escreveu que esse tipo de igreja parece “uma banheira quente” que faz com que as pessoas tenham um sentido de bem-estar ambiental e com as pessoas. Oferecemos alternativas para que as pessoas sejam atraídas pelas ofertas que oferecemos em nossos cultos, mas o Evangelho que pregamos parece mais um “prato feito”.

Nos bitolamos na forma de cultuar, de cantar, de pregar, e conquistamos as pessoas pelo ambiente social, pela arquitetura, pelo som, pela música. Confiamos mais no poder da nossa palavra do que na Palavra de Deus. Precisamos reavaliar nossos valores, para termos uma igreja comprometida com a ação livre do Espírito Santo em nossos cultos.

Vergonha! Filme censurado na Europa com cenas de pedofilia e necrofilia é exibido no Brasil

Por Renato Vargens



A Folha de São Paulo acabou de publicar que um filme com conteúdo pedófilo que foi censurado na Europa foi exibido no Rio de Janeiro. A ficha corrida do filme fala por si: é o filme mais censurado dos últimos 16 anos no Reino Unido (só foi liberado para exibição após 49 cortes). Na Noruega, está vetado; na Espanha, rendeu um processo ao diretor do festival que o exibiu. Também teve problemas com a lei na Alemanha (onde o laboratório que fez as cópias as destruiu após se dar conta do conteúdo) e em seu país de origem, a Sérvia.

O longa tem incesto, pedofilia, necrofilia, violência a granel (incluindo dois assassinatos em que a arma é um pênis) e, em seu momento mais polêmico e chocante, o estupro de um recém-nascido.

Caro leitor, noticias como essa me enojam profundamente! Que país é esse? Sinceramente gostaria de saber como um filme deste nipe pôde ser exibido nos cinemas nacionais?

Prezado amigo, eu tenho vergonha de ser brasileiro! Eu tenho vergonha de morar numa nação cujo deus é o sexo e a pornografia. Sem sombra de dúvidas vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza Deus e a sua Palavra. Lamentavelmente a cada dia novos comportamentos sexuais são observados por uma sociedade cuja filosofia de vida é o prazer.

Infelizmente os padrões de moralidade parecem não mais existir, até porque, a forma de se medir felicidade e sucesso diferente daquela encontrada na Palavra de Deus. Na verdade, o objetivo prioritário do ser humano não é a glorificação do nome do Senhor e sim a busca desenfreada pela satisfação pessoal, ainda que para isso seja necessário desconstruir conceitos e valores jogando-os definitivamente na lata do lixo.

Como já escrevi anteriormente fomos chamados pelo Senhor a vivermos de modo absolutamente diferente dos que compõem esta geração. Compromisso com a moral, decência e santidade devem fazer parte da vida daqueles que nasceram de novo, levando-nos a exalar sobre os que se encontram em estado de putrefação espiritual o bom perfume de Cristo. Junta-se a isso o fato de que mais do nunca necessitamos anunciar a todos quanto pudermos as conseqüências funestas do pecado, como também mostrar a essa geração que a libertação de uma vida promiscua e adoecida encontra-se em Cristo Jesus!

Pense nisso!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

DIA 24 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos Katiana aos Maitapú


O Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI-AMTB) colabora com as agências e iniciativas missionárias evangélicas entre os indígenas, trabalhando em parceria com o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI) e outras associações.
Devemos orar para que o Senhor fortaleça o DAI-AMTB, dando direção clara em cada projeto de pesquisa, comunhão entre as agências e mobilização da igreja brasileira. Que, por meio do seu site (www.indigena.org.br) e de todo o material produzido, muitos novos missionários se levantem para as mais diversas áreas e agências em nosso país.
Oremos para que o Senhor continue a dar boa comunhão e trabalho conjunto para as agências missionárias e denominações evangélicas que atuam entre os indígenas em nosso país.
Continuemos a interceder pelos 121 pouco ou não evangelizados no Brasil.
Oremos:
1. Pelos Katiana (população incerta) e pelos Katukina do Rio Biá, ambos no Amazonas (450 pessoas);
2. Pelos Kaxixó, em Minas Gerais (304 pessoas), e pelos Kayura, no Pará (população incerta);
3. Pelos Kokuiregatejê, no Maranhão (população incerta), pelos Kokuryana, no Pará (população incerta), e pelos Kontakiro, no Amazonas (população incerta);
4. Pelos Kontanawa, no Acre (250 pessoas), pelos Kraptê, no Pará (população incerta), e pelos Krejê, no Maranhão (30 pessoas);
5. Pelos Kueretu, no Amazonas (população incerta), pelos Kujubim, em Rondônia (55 pessoas), e pelos Maitapú, no Pará (população incerta).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

DIA 23 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos isolados do Teles Pires aos isolados do Karuazu


Um dos maiores desafios missionários na evangelização dos grupos pouco ou não evangelizados é a perseverança. Em geral, um trabalho em um grupo novo não é realizado em menos de 20 anos e, muitas vezes, bem mais que isso, até mesmo várias gerações. Isso envolve perseverança, mesmo em épocas em que nada novo parece acontecer, e confiança de que o Senhor está no comando e realizando Sua obra, mesmo quando não conseguimos enxergá-la.
Oremos para que os missionários se encorajem mutuamente e sejam encorajados pela igreja brasileira. Que a igreja indígena seja também encorajada a prosseguir e que Jesus seja em tudo glorificado.
Oremos:
1. Pelos isolados do Teles Pires, no Mato Grosso (população incerta), e pelos isolados do Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia (população incerta);
2. Pelos Issé, no Amazonas (população incerta), e pelos Itogapuk, no Mato Grosso e em Rondônia (100 pessoas);
3. Pelos Jiboia, no Amazonas (população incerta), pelos Jiripancó, em Alagoas e em Pernambuco (2.050 pessoas), e pelos Kaixana, no Amazonas (505 pessoas);
4. Pelos Kalabaça, no Ceará (229 pessoas), pelos Kamba, no Mato Grosso do Sul (2.100 pessoas), e pelos Kantaruré, na Bahia (493 pessoas);
5. Pelos Karapotó, em Alagoas (2.189 pessoas), pelos Kariri, na Bahia, no Ceará e em Pernambuco (1.612 pessoas), e pelos Karuazu, em Alagoas e em Pernambuco (1.065 pessoas).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

DIA 22 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos isolados do Tabocal aos isolados do Tapirapé


Cada etnia pouco ou não evangelizada representa um desafio único. Os grupos menos evangelizados são, comumente, os que apresentam maiores barreiras, sejam geográficas, de acesso, linguísticas, culturais ou políticas.
Devemos orar para que o Senhor dê direção e criatividade a cada iniciativa missionária que intente proclamar as boas novas para esses grupos.
Também devemos orar por cuidado cultural ao fazê-lo, para que contribuamos para que eles conheçam o Evangelho e sejam assistidos socialmente dentro de sua própria cultura, sem imposições ou desrespeito.
Oremos:
1. Pelos isolados do Igarapé Tabocal, no Acre (população incerta), e pelos isolados do Igarapé Xinane, no Acre (população incerta);
2. Pelos isolados do Jacareúba, no Amazonas (50 pessoas), e pelos isolados do Jandiatuba, no Amazonas (300 pessoas);
3. Pelos isolados do Jatapu, no Amazonas, no Pará e em Roraima (50 pessoas), pelos isolados do Madeirinha, no Mato Grosso (população incerta), e pelos isolados do Mamoriazinho, no Amazonas (população incerta);
4. Pelos isolados do Mapuera, no Pará (população incerta), pelos isolados do Parauari, no Amazonas e no Pará (população incerta), e pelos isolados do Rio Candeias, em Rondônia (população incerta);
5. Pelos isolados do Rio Jari, no Pará (população incerta), pelos isolados do Rio Liberdade, no Mato Grosso e no Pará (população incerta), e pelos isolados do Rio Tapirapé, no Pará (população incerta).

terça-feira, 19 de julho de 2011

DIA 21 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – dos isolados do Taboleiro aos isolados do Xinane


Continuemos a orar pelas 121 etnias indígenas pouco ou não evangelizadas em nosso país. Há cerca de 180 línguas indígenas vivas no Brasil, sendo que 132 etnias falam português (monolíngues, bilíngues ou trilíngues).
Oremos para que a Palavra chegue a cada coração na língua que lhe seja mais propícia, que conduza de forma facilitadora a mensagem de salvação em Cristo Jesus.
Intercedamos também para que missionários tenham facilidade no aprendizado das línguas indígenas e na compreensão de cada expressão cultural.
Oremos:
1. Pelos isolados da Serra do Taboleiro, em Santa Catarina (população incerta), e pelos isolados da Serra do Taquaral, em Rondônia (50 pessoas);
2. Pelos isolados do Acre (população incerta) e pelos isolados do Alto Jutaí, no Amazonas (200 pessoas);
3. Pelos isolados do Alto Rio Envira, no Amazonas (população incerta), pelos isolados do Alto Rio Purus, no Amazonas (população incerta), e pelos isolados do Arama e do Inauini, no Amazonas (população incerta);
4. Pelos isolados do Bararati, no Amazonas (população incerta), pelos isolados do Cuminá, no Pará (população incerta), e pelos isolados do Curuçá, no Amazonas (50 pessoas);
5. Pelos isolados do Igarapé Omerê, em Rondônia (seis pessoas), pelos isolados do Igarapé Tabocal (população incerta) e pelos isolados do Igarapé Xinane (população incerta).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DIA 20 – Oremos pelos pouco ou não evangelizados – Dos Aipim aos Húpdah


Oremos pelas 121 etnias indígenas pouco ou não evangelizadas nestes próximos dias, colocando perante o Pai seus nomes e rogando para que ouçam plenamente o Evangelho de Jesus Cristo, bem como tenham a provisão que necessitam para toda e qualquer carência social.
Lembremos de interceder pela relação dos povos indígenas com os não indígenas. Muitos vivem em território partilhado, onde há processos exploratórios no comércio e no trabalho. Oremos por relações sociais justas e não discriminatórias.
Oremos:
1. Pelos Aipim (população incerta) e pelos Akuriô (138 pessoas), ambos no Pará;
2. Pelos Amanayé (210 pessoas) e pelos Anambé (1680 pessoas), ambos no Pará;
3. Pelos Animpokoimo, no Amapá, no Pará e em Roraima (população incerta), pelos Apiaká, no Mato Grosso, no Pará e no Amazonas (745 pessoas), e pelos Aranã, em Minas Gerais (363 pessoas);
4. Pelos Arapaso, no Amazonas (526 pessoas), pelos Arapiun, no Pará (população incerta), e pelos Aweti, no Mato Grosso (171 pessoas);
5. Pelos Baenã, na Bahia (população incerta), pelos Barawana, no Amazonas (população incerta), pelos Ewarhuyana, no Pará (12 pessoas), e pelos Húpdah, no Amazonas (2.200 pessoas).

A Missão Integral e o seu conceito de “justiça social”

 
A Teologia da Missão Integral propõem uma luta pela chamada “justiça social”. Mas por qual “justiça social” os evangelicais devem lutar? O que é de fato “justiça social”? Ora, são perguntas importantes, pois em nome da justiça já foram praticadas muitas injustiças e atrocidades neste mundo. Assim sendo, a Teologia da Missão Integral deve tomar o máximo de cuidado com ideologias políticas salvacionistas e messiânicas que escondem o germe totalitário vestido de “bem coletivo”. Então, é necessário saber por qual justiça se luta.

A justiça social não pode justificar ações totalitárias. Ideias coletivistas são perigosas, pois são sempre autoritárias. O coletivismo é tido como messiânico, mesmo que inconscientemente, por seus seguidores. Exemplo disso são os regimes não-democráticos, pois todo ditador é uma personificação do anticristo, já que se coloca como um salvador, um messias, um sujeito que salvará tudo e todos. Nenhum ditador subiu ao poder prometendo desgraça, mas sim melhorias que viraram violência e intolerância.


A ficção 1984 de George Orwell tem uma passagem interessante. O personagem Winston Smith descreve uma cena onde uma mulher louvava o Grande Irmão (The Big Brother) como um messias. A cena mostra muito bem como ditaduras passam a imagem salvacionista:

A mulher esguia e ruiva se jogara para a frente, apoiando-se no encosto da cadeira diante dela. Com um murmúrio trêmulo que parecia dizer “Meu Salvador!”, estendeu os braços para a tela. Em seguida afundou o rosto nas mãos. Era visível que fazia uma oração. [1]

O Grande Irmão, o déspota, sempre aparecia em uma tela exaltando suas glórias enquanto todos exaltavam os “seus feitos”. É uma ótima caricatura dos governos autoritários, com ares messiânicos. Política como redenção nunca deu certo. Como bem escreveu Joseph Ratzinger: “Quando a política pretende ser redentora, promete demais. Quanto pretende fazer a obra de Deus, não se torna divina, mas demoníaca”. [2]. Não é essa “justiça social” casada com o totalitário que devemos defender.

Sim, é missão evangélica lutar por um mundo mais justo. A visão escatológica e soteriológica não nos pode levar para um conformismo determinista. Não podemos ficar sem um forte incômodo diante das atrocidades cometidas nesta terra. A agenda evangelizadora é social e cultural, além, é claro, do aspecto espiritual. Agora, em nome do “mundo melhor” nasce várias tentações totalizantes. O centro da nossa luta pela justiça deve ter um foco real sem utopias salvadoras. É a realidade que deve prevaler e não a ideia eugênica de melhoramento da sociedade pelo Estado.

O filósofo judeu Luiz Felipe Pondé faz um alerta interessante sobre o assunto:

A semelhança dos hipócritas da fé que falavam em nome da justiça divina para roubar sua alma, esses hipócritas falariam em nome da justiça social para roubar você. Ambas abstratas e inefáveis, por isso mesmo excelentes ferramentas para aproveitadores e mentirosos, as justiças divina e social seriam armas poderosas de retórica autoritária e mau-caráter. [...] Suspeito de que se (David) Hume vivesse hoje entre nós, faria críticas semelhantes à oligarquia de esquerda que se apoderou da máquina do governo brasileiro manipulando uma linguagem de “justiça social”: controle da mídia, das escolas, dos direitos autorais, das opiniões, da distribuição de vagas nas universidades, tudo em nome da “justiça social”. Ataca-se assim, o coração da vida inteligente: o pensamento e suas formas materiais de produção e distribuição. […] A tendência autoritária da política nacional espanta as almas menos cegas ou menos hipócritas. A oligarquia de esquerda associa as práticas das velhas oligarquias ao maior estelionato da história política moderna: a ideia de fazer justiça social a custa do trabalho (econômico e intelectual) alheio. [3]

Pode-se falar em “justiça social” quando algum intelectual, com relações estatais promíscuas, defende o aumento do Estado em nome do “bem-estar”? Ora, essa "justiça com o pobre" implica em aumento de impostos, pois não existe almoço grátis. Quanto mais o Estado estiver presente na vida econômica e social de um país, mais demandará impostos e tributos diversos. Isso é “justiça social”?

Justiça social de fato" demanda menos peso estatal, ou seja, menos impostos!

Imagine que uma família pobre receba “ajuda” do governo de uma bolsa de R$ 100. Legal, não é? Como é bonzinho esse governo que ama a “justiça social”, diriam os incautos! Mas você sabe o quanto de imposto essa mesma família pobre pagará no arroz? Algo como 18,1%, ou seja, se um pacote de cinco quilos custa R$ 10, o mesmo pobre será taxado em R$ 1,81. Achou muito? Só que o arroz tem “pouco” imposto para o padrão brasileiro. Isso é “justiça social”? É justo quando o governo “dá” com uma mão e tira com duas? Os teólogos da Missão Integral estão atentos a isso?

E o açúcar? Ora, o açúcar não é nenhum alimento de luxo. Só que o mesmo pobre que receba uma “bolsa” do governo pagará 43, 6% de imposto no produto, ou seja, se o quilo de açúcar custa R$ 5, o pobre brasileiro pagará R$ 2,18 somente de imposto. E é claro que o imposto sobre o alimento pesa mais no bolso do mais pobre, logo porque o alimento é parte considerável do seu orçamento familiar. Isso é “justiça social”? No Brasil, até remédio é taxado com altos impostos.

O sociólogo Alberto Carlos Almeida observa:

O que dizer então da grande injustiça, de matriz escravista, que diz respeito aos tributos que elevam os preços dos alimentos? A renda média dos brasileiros é de R$ 1.200, 00 por mês. É enorme o contingente de famílias que faz compras de supermercado com o dinheiro contado. As pessoas vão para a feira ou mercado com, por exemplo, exatamente R$ 150,00 no bolso. O que elas irão comprar terá que caber nesse orçamento. Todo mundo já deve ter passado pela experiência constrangedora de, na fila do supermercado, ter de esperar a vez enquanto a pessoa na frente vai retirando itens das compras até completar o dinheiro que já está nas mãos do caixa. Não é à toa que existe aquela cestinha ao lado da esteira rolante, para o refugo. Caso os impostos sobre o que é vendido dentro do produtos, irá aumentar muito. [4]

Por que o Brasil é um dos países onde mais se cobra imposto? Ora, para sustentar uma máquina pública poderosa e um funcionalismo público gigante, os impostos são peça fundamental. Só que o mais pobre sempre paga mais dessa conta. Ora, acreditar em governos bonzinhos que dão “bolsas” é como acreditar em papai-noel. O governo nada dá. Tudo é pago com altos impostos. E o retorno é mínimo. Onde estão os grandes e eficientes hospitais? Há uma cidade no país onde é possível andar com dinheiro despreocupado? A educação é eficaz e de qualidade? Não, nada disso. Os impostos vão para o fundo do poço, logo perdendo-se em corrupção e uma máquina pública inchada. Nunca será possível diminuir impostos se as despesas do Estado não caírem.

No Brasil, o cidadão que ganha até dois salários mínimos (R$ 1.090,00) é taxado em 53, 9%, ou seja, se o imposto fosse zero esse brasileiro médio teria mais R$ 587, 51 paga gastar com ele e sua família. O problema que os impostos são “invisíveis” e a população menos informada pensa que quem paga tributo são aqueles que declaram o IR (Imposto de Renda). 


Essa taxação absurda do trabalhador brasileiro é justa? Evidente que não! A “justiça social” de fato passa por uma reforma tributária casada com uma reforma fiscal, onde o governo faz poupança para que o peso dos impostos diminua sobre a população. Infelizmente, isso está longe de acontecer! A solução não é o aumento dos impostos pagos pelos ricos, como indicam os desenvolvimentistas, mas a diminuição dos impostos pagos pelos pobres.

Os intelectuais brasileiros ávidos pela “justiça social” estão preocupados com isso?

A academia brasileira é uma vergonha. Não se pode generalizar, mas parte considerável da universidade no pais é comprometida com uma ideologia estatizante e viciada em cargos públicos. Como vão criticar os governos se estão coabitados por eles? E é lamentável dizer que até a academia evangélica faz parte desse círculo vicioso. Os mesmos “analistas” protestantes que condenam a politicagem caciquista dos pentecostais são comprometidos com a ideologia política que sustenta esse caciquismo politiqueiro. A academia, principalmente de ciências humanas, é um antro de intolerância contra ideias que diferem a “cartilha do bem” e estão presos em disputas de cargos públicos e demonstração de apreço pelo ordem vigente. É a “elite do bem” que critica a “elite do mal” no seu maniqueísmo de meia tigela.

A classe empresarial viciada

Os países de formação cultural protestante são mais intolerantes com pessoas que fazem do espaço público um bem privado. No Brasil, o patrimonialismo não causa revolva. Aliás, a cultura brasileira é viciada no patrimonialismo. É um “capitalismo” de laços [5]. A classe empresarial brasileira, como tudo neste país, também é viciada suicidamente no Estado.

Um empresário para ficar “bem” logo se alia ao governo. O governo empresta dinheiro, com juros abaixo do mercado, para esse empresário amigo, que depois retribui com contribuições para campanhas eleitorais. Isso é “justiça social”? A defesa da justiça passa pela denúncia dessa cultura brasileira cheia de "laços". O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, pega no mercado internacional muito dinheiro com juros de 12% e empresta para grandes grupos a 6%. Quem paga a diferença? Sim, você. São seus impostos que pagam essa conta. Agora, imagine se você comprasse canetas por 1 real e vendesse por 50 centavos. Isso tem lógica? Evidente que é uma loucura, mas o banco estatal faz praticamente isso.

Voltando aos teólogos

Os teólogos da Missão Integral devem observar o contexto brasileiro. A teologia da Missão Integral não pode ser uma espécie de Teologia da Libertação mais suave. Alguns nomes famosos, como o teólogo equatoriano René Padilla, por exemplo, focam muito contra a “sociedade do consumo”, aliás, a Teologia da Missão Integral se tornou o piano de uma tecla só: a sociedade do consumo é o diabo. Nada mais inútil como debate para a real busca de “justiça social”. O nosso problema é outro. O problema do miserável é outro. É a opressão do Estado, não o consumo da sociedade.

Referências e Notas Bibliográficas:

[1] ORWELL, George. 1984. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p 27.

[2] RATZINGER, Joseph. Fé, Verdade, Tolerância: O Cristianismo e as Grandes Religiões do Mundo. 1ed. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, 2007. p 110.

[3] PONDÉ, Luiz Felipe. A Oligarquia de Esquerda. Blog do Reinaldo Azevedo. São Paulo. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-oligarquia-de-esquerda/ > Acesso em: 30 de junho de 2011.

[4] ALMEIDA, Alberto Carlos. O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo. 1 ed. São Paulo: Record, 2010. p 170, 171.

[5] Veja: LAZZARINI, Sérgio. Capitalismo de laços: entenda como funcionam as estratégias e alianças políticas e as suas consequências para a economia brasileira. 1 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.


Fonte: Teologia Pentecostal por Gutierres Siqueira