terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Oito Seguimentos menos evangelizados no Brasil.



Quem são os menos evangelizados no Brasil?

Deus chamou toda a Igreja para proclamar todo o Evangelho em todo o mundo. Há ainda mais de 2.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas sem um verso bíblico em seu idioma e 2 bilhões de pessoas que não conhecem o Senhor Jesus.



No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico. 

1. Indígenas
Com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho1. Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste2

2. Ribeirinhos
Na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas3 ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4

3. Ciganos (sobretudo da etnia Calon)
Há cerca de 700.000 Ciganos Calon no Brasil5 e apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Os Ciganos espalham-se por todo o território nacional nas grandes e pequenas cidades, vivendo em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias.

4. Sertanejos
Louvamos a Deus por tudo que tem ocorrido no Sertão nos últimos 10 anos – centenas de assentamentos sertanejos evangelizados e muitas igrejas plantadas. Há, porém, ainda 6.000 assentamentos sem a presença de uma igreja evangélica6

5. Quilombolas
Formados por comunidades de afrodescendentes que se alojaram em áreas mais ou menos remotas nos últimos 200 anos. Há possivelmente 5.000 comunidades quilombolas no Brasil, sendo 3.524 oficialmente reconhecidas7. Estima-se que 2.000 ainda permaneçam sem a presença de uma igreja evangélica8

6. Imigrantes
Há mais de 100 países bem representados no Brasil por meio de imigrantes de longo prazo com uma população de quase 300.000 pessoas9. Dentre esses, 27 são países onde não há plena liberdade para o envio missionário ou pregação do Evangelho. Ou seja, dificilmente conseguiríamos enviar missionários para diversos países que estão bem representados entre nós, sobretudo em São Paulo, Brasília, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro. 

7. Surdos, com limitações de comunicação 
Há mais de 9 milhões de pessoas nesta categoria em nosso país e menos de 1% se declara crente no Senhor Jesus10. Há pouquíssimas ações missionárias especificamente direcionadas para os surdos em todo o território nacional.

8. Os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres
O oitavo segmento não é sociocultural como os demais, mas socioeconômico. Divide-se em dois extremos: os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres. As últimas pesquisas nacionais demonstram que a presença evangélica é expressiva nas escalas socioeconômicas que se encontram entre os dois pontos, porém sensivelmente menor nos extremos11. Em alguns Estados brasileiros há três vezes menos evangélicos entre os mais ricos e os mais pobres do que nos demais segmentos socioeconômicos12.

A Igreja de Cristo foi chamada para ser sal da terra e luz do mundo onde estiver e por onde passar (Mt 28.19). Foi-lhe entregue também um critério de prioridade nas ações evangelizadoras: onde Cristo não foi anunciado (Rm 15.20). É, portanto, momento de orar pelo mundo sem Cristo, por a mão no arado e não olhar para trás.

Notas:
1. Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais do Brasil(DAI/AMTB).  
2. Há 32 etnias indígenas no Nordeste ainda sem presença missionária, segundo pesquisa da Aliança Evangélica Indígenas do Nordeste e AMTB.  
3. Reconhecidas pelo IBGE 2012.  
4. Projeto Fronteiras – pesquisa entre comunidades tradicionais da Amazônia – dados parciais 2014.Associação Evangélica Pró Ribeirinhos do Brasil
5. Missão Amigos dos Ciganos – Dados 2014. Associação Evangélica Pró Ciganos do Nordeste
6. Missão JUVEP – Dados 2014.  
7. Fundação Palmares.
8. Os dados são parciais. Pesquisa em andamento pela Associação Evangélica Pró Quilombolas do Brasil.  
9. IBGE 2012: 268.201 imigrantes no Brasil.  
10. IBGE 2014.  
11. IBGE 2010, 2012 e 2014.  
12. Projeção de dados quantitativos por categoria socioeconômica.

Fonte.Ultimato

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O evangelismo nas ruas: uma reflexão!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Desde o início da minha fé evangélica e como pentecostal participei/participo de cultos evangelísticos nas ruas ou praças. É bem verdade que hoje estão mais raros. Há uma década cheguei a frequentar três cultos desse tipo em uma semana e hoje, infelizmente, esse intervalo é mensal.

Crucificação de são Pedro (1600) de Caravaggio
Pedro, um evangelista por excelência
É bem verdade que hoje tenho minhas dúvidas sobre a eficácia desse tipo de abordagem, mas também não a descarto, pois é melhor um culto na praça ou na rua vazia com pouco alcance do que uma congregação trancada em suas casas. E, também, como descartar um método secular sem propor algo melhor em troca? O pouco é melhor do que o nada. No entanto, o pouco também precisa ser melhorado constantemente. 

E aqui dou algumas dicas que julgo melhorar a comunicação do culto evangelístico:


  1. O tempo deve ser objetivo. Já participei de cultos na rua com 2h30 de duração. É muito tempo. O ouvinte não acostumado com o ambiente religioso ficará cansado e a comunicação será afetada. O ideal seria uma hora de culto. É tempo suficiente para uma boa mensagem e alguns louvores.
  2. Culto evangelístico não é show de calouros. Algumas igrejas usam esse tipo de culto para colocar todos os membros a falar ou a cantar. É quase um “treino” para a congregação falar em público. Isso é um erro grave. Não é incomum pessoas sem experiência de púlpito prejudicar a essência do culto com uma palavra fora de ordem. O culto evangelístico, também, não pode ser uma reprodução literal do culto dominical.
  3. O louvor precisa ser ensaiado. O louvor no contexto evangelístico não deixa de ser um meio de adoração a Deus, mas também serve como complementação da mensagem. O louvor precisa ser previamente escolhido e bem ensaiado. É necessário atenção com a letra cantada. É necessário entender que o ouvinte precisa absorver a mensagem cantada. Não há recursos para tal? Bem, escolha um bom CD para ajudar.
  4. O uso de corais. O coral de uma igreja também tem um papel importante no evangelismo de rua. É o tipo de apresentação que chama a atenção de qualquer transeunte. O uso da arte musical mais clássica ajuda e muito na comunicação evangélica. Outras artes (teatros, peças musicais, danças etc.) também ajudam, mas nunca podem- em hipótese alguma- substituir a pregação, pois a “fé vem pelo ouvir”.
  5. A pregação precisa ser clara. O texto escolhido não pode ser de difícil interpretação. A pregação não pode ser uma aula de exegese e nem abraçar uma superficialidade das mensagens de autoajuda. Os pontos centrais do Evangelho e o círculo “criação, queda e redenção” não pode ser esquecido. A pregação deve ser obviamente evangelística e não doutrinária ou, como já vi alguns fazendo, o ensino de tradições e tabus comunais como usos e costumes de uma denominação. A pregação evangelística, como toda pregação, deve começar em Cristo e acabar com Cristo.
  6. Não deve ser espaço para ataques diretos a outras religiões. O exercício da apologética deve ser visto como um meio do discipulado e não primeiramente como um método evangelístico. A conversão do homem vem pela simplicidade do evangelho e não pela complexidade da apologética. Mas não se pode evangelizar com apologética? Sim, pode. Mas esse processo deve ser bem trabalhado e dificilmente alguém terá sucesso em tal empreitada numa simples praça. O melhor ambiente para o exercício apologético é a universidade, que atualmente exerce o mesmo papel da ágora grega. E nunca nos esqueçamos: a apologética é defesa e não ataque.

Poderia citar outros conselhos, mas na minha opinião esses já ajudam na dispersão de ruídos na comunicação. E uma boa comunicação é essencial para a pregação do Evangelho.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

A integridade exegética de C.H Spurgeon ao interpretar 1 Timóteo 2.3,4



“Meu amor pela coerência com meus conceitos doutrinários não é suficientemente grande para me permitir alterar conscientemente um único texto das Escrituras. Tenho grande respeito pela ortodoxia, porém a minha reverência pela inspiração é muito maior. Prefiro cem vezes ou mais parecer incoerente comigo mesmo a ser incoerente com a Palavra de Deus”.[1] (C. H. Spurgeon)

Na tentativa de defender que o amor de Deus por todos os homens, na realidade é amor apenas pelos eleitos incondicionalmente, alguns calvinistas acabam distorcendo ou forçando o sentido das Escrituras. Observemos a integridade exegética do grande pregador calvinista C.H. Spurgeon ao tratar de 1 Timóteo 2.3, 4:

“E então? Tentaremos substituir por outro o sentido que o texto apresenta com tanta clareza? Nem pensar! Vocês, muitos de vocês, conhecem bem o método geral pelo qual os nossos velhos amigos calvinistas tratam este texto. “Todos os homens”, dizem eles – “isto é, alguns homens”; como se o Espírito Santo não fosse capaz de dizer “alguns homens”, se quisesse dizer alguns homens. “Todos os homens”, dizem eles; “isto é, alguns de todos os tipos de homens”; como se o Senhor não pudesse dizer “Todos os tipos de homens”, se Ele quisesse dizer isso. O Espírito Santo, por meio do apóstolo, escreveu “todos os homens” e, inquestionavelmente, Ele que dizer todos os homens.” [2]

Ao comentar em como o texto de 1 Timóteo 2.3,4 se concilia com a crença calvinista na eleição incondicional, que afirma que Deus determinou que apenas alguns homens serão salvos, em sua sinceridade Spurgeon afirma:

“Ele tem uma bondade infinita que, não obstante, não é levada a efeito em todos os pontos por Sua onipotência infinita; e se alguém me perguntar por que Ele não o faz, não saberei responder. [...] dou graças a Deus por mil e uma coisas que não posso entender. [...] Aí está o texto, e eu acredito que é desejo do meu Pai que “todos os homens sejam salvos, e venham ao conhecimento da verdade”. Mas sei também que Ele não quer isso, de modo que não salvará nenhum deles, a não ser que eles creiam em Seu Filho amado; pois Ele nos disse repetidamente que não o fará. [...] Se eu continuar contando a vocês o que eu não sei, e tudo o que de fato sei, garanto que as coisas que não sei são muito mais que as que sei, na proporção de cem para uma.”[3]

Como a minha ênfase aqui é no entendimento do sentido de “todos os homens” em 1 Timóteo 2.3,4 conforme Spurgeon, concluo dizendo que o príncipe dos pregadores segue a interpretação arminiana do referido texto, ou seja, de que o texto afirma categoricamente que Deus deseja a salvação de “todos os homens”.

E por qual razão ele não os salva? Entendo que é pelo fato de Deus está comprometido com algo mais elevado, que é a liberdade humana de poder aceitá-lo, amá-lo e de com ele se relacionar. É claro que o exercício de tal liberdade depende da ação da graça preveniente de Deus, que capacita a vontade humana libertando-a do poder do pecado, sem, contudo mudar arbitrariamente esta vontade (trata-se de mudança de condição da vontade, em vez de mudança de direção da vontade), nem arrastando-a irresistivelmente para si. É dessa forma que a soberania de Deus na aplicação da salvação se concilia com o exercício da liberdade humana na aceitação da salvação (At 2.37-41).

E como isso tudo é possível? Sigo Spurgeon ao afirmar “não sei”, pois o que sei é que para Deus nada é impossível (Lc 1.37), e que tal entendimento é coerente com as Sagradas Escrituras!

Fonte:Altair Germano

[1] MURRAY, Iain H. Spurgeon versus Hipercalvinismo: a batalha pela pregação do Evangelho. São Paulo: PES, 2006, p. 172.
[2] Ibid., p. 171, 172.
[3] Ibid., p. 173-176.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Programas gratuitos para Igrejas.


Veja uma lista com programas (Softwares) fundamentais para administração de igrejas.


Cadastro de Membros


Discipulos


Cadastro de congregações com dados completos inclusive foto;
 Cadastro de observações e histórico de cada congregação;
 Cadastro de bens patrimoniais de cada congregação;
 Impressão de ficha cadastral e fichas em branco para cadastramentos;
 Cadastro de membros com dados completos inclusive foto;
 Cadastro de observações e histórico de cada membro;
Baixe aqui

Ecclesia Soft 2013

Gestão de membros 
Finanças 
Escola Dominical 
Administração


Baixe aqui







Pastoreio 2011 
Software desenvolvido para controlar todos os dados da secretaria da igreja e atender às necessidades de sua Igreja. Baixe aqui







Apresentação de música e letra



Propresenter
Indicado para grandes congregações ou grupos de louvor, o ProPresenter foi completamente pensado para criar apresentações profissionais e práticas das letras das canções que são cantadas com o público.
Baixe aqui






Freeworship

Baixe aqui

Datasoul - Programa de projeção para igrejas 

Baixe aqui









Controle de Dízimo e oferta

Templum Sistemas
Cadastre os dizimistas, as instituições cristãs, os recebimentos de dízimo e oferta, entre outras funcionalidades.
Baixe aqui