domingo, 29 de novembro de 2015

John Wesley - Um coração transformado pelo Espírito Santo



John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada.

O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Documentários e Videos sobre a sua vida.






Biografia
John Wesley nasceu em 1703 e sua infância foi fortemente influenciada por sua mãe, uma mulher rígida e piedosa. Seu pai era um homem difícil de se agradar. Sua mãe acreditava que os desejos das crianças deviam ser subjugados e que eles deveriam ser disciplinados quando não se comportassem. John era o décimo quarto filho. Ele teria morrido em um incêndio em Epworth Rectory se não tivesse sido arrancado das chamas por um vizinho. Na época tinha sete anos e depois disso sua mãe o lembrou várias vezes que ele era “um tição colhido do fogo”. Mais tarde ele teve a certeza de que tinha sido poupado por um propósito, servir a Deus.

Samuel, o pai de John, era um erudito, que por muitos anos trabalhou em uma obra monumental sobre o livro de Jó. Um pregador severo, para não dizer implacável, uma vez exigiu que uma adúltera andasse nas ruas em sua vergonha. Ele também forçou o casamento de uma de suas filhas depois que ela tentou fugir com um homem que não era o escolhido de seu pai. Com seu pai e sua mãe, John Wesley desenvolveu excelentes hábitos de estudo e também se acostumou com o sofrimento físico.


John Wesley foi para Charterhouse School em 1714, para Christ Church College, em 1720, e em 1726 foi eleito membro na Lincoln College em Oxford. Depois de ser pastor auxiliar em Wroote, Lincolnshire, de 1727 a 1729, ele voltou à Oxford não apenas para continuar seus estudos, mas também para começar a viver uma vida mais devota e santa. Muitos outros jovens brilhantes tinham um curriculum como o de Wesley, mas poucos tinham a sua dedicação. Ele dominava pelo menos sete idiomas e desenvolveu uma visão verdadeiramente abrangente em todas as áreas da investigação. Quando ele voltou de Wroote para Oxford, ele assumiu a liderança de um grupo chamado Holy Club (Clube Santo), iniciado por seu irmão Charles. Lá era onde eles reforçavam a fé através do estudo das Escrituras e buscavam a santidade na vida de cada membro.
 

O Clube Santo fazia muito mais do que refletir e orar. Eles iam às prisões levar a palavra de salvação aos prisioneiros. Embora eles fossem ridicularizados por seus companheiros de Oxford, de seu grupo de uma classe social mais baixa saíram homens que se tornaram importantes para aquele tempo, particularmente os irmãos Wesley, além de George Whitefield. O modo de vida de John Wesley exigia jejuns periódicos, encontros regulares para estudo e auto-avaliação pessoal. Somente muito tempo depois foi que ele percebeu que seu grupo seguia mais a letra do que o espírito do cristianismo.
 

Em 1735 grandes mudanças atingiram John e Charles Wesley. O seu pai morreu e ambos foram para a colônia da Georgia, nos Estados Unidos, com a bênção e encorajamento de sua mãe. Lá foi uma prova para John, que entendeu que realmente não gostava muito dos índios e sua rigidez não era muito apreciada pelas pessoas da Georgia. Mas importante que isto, foi o contato de John na sua viagem com um pequeno grupo de morávios. Estes homens e mulheres destemidamente cantavam hinos durante terríveis tempestades no mar, ao mesmo tempo em que o próprio Charles se desesperava. Isso o fez querer conhecer mais sobre a fé que eles demonstravam ter. Em 1737 ele retornou à Inglaterra.
 
Devemos apreciar a humildade de John Wesley, pois ele podia ser crítico o bastante consigo mesmo para parar suas atividades religiosas naquele momento e pensar que era um ministro experiente demais para examinar sua falta de fé. Peter Boehler, um morávio, deu-lhe a chave – pregar a fé até que ele a tivesse, e então ele pregava a fé. John Wesley lutou com sua falta de fé até 24 de maio, uma quarta-feira, em 1738, no famoso encontro de Aldersgate, foi quando ele teve uma conversão, uma profunda e inconfundível experiência de fé. Seu “coração foi estranhamente aquecido”. Então seu verdadeiro trabalho começou.

 
Como tinha uma mente brilhante e aberta, John Wesley ainda conseguia retirar os melhores recursos das melhores mentes do seu tempo. William Law, por exemplo, foi seu professor, amigo e mentor por vários anos; mas Wesley achou que um ingrediente importante estava faltando no programa de Law para uma vida devota. Os discípulos de Platão conseguiram comunicar a Wesley uma estrutura intelectual que era mais espiritual do que material, mas os hábitos mentais de Wesley estavam moldados mais pelo modelo de análise de Newton do que pelo platonismo. Os morávios eram o mais perto de uma síntese de todos os elementos que ele desejava e pôde encontrar. Ele até mesmo visitou Herrnhut para saber como sua comunidade trabalhava. Mas algo estava faltando lá, como em todo lugar, e em 1740, ele e seus seguidores romperam com os morávios, mas não antes que ele tivesse aprendido a pregar sermões ao ar livre, o que veio a ser mais tarde uma parte essencial de seu ministério.

 

John Wesley tinha 37 anos de idade quando começou a viajar e pregar. Ele freqüentemente exagerava o número daqueles que vinham ouvi-lo. Muitas vezes, as mesmas pessoas que precisaram de sua ajuda eram as mesmas que mais o perseguiam. Ele pregava em púlpitos até que eles fossem fechados para ele, e ele então pregava nos campos abertos. Ele pregava três vezes por dia, começando às 5 da manhã, uma vez que os trabalhadores poderiam parar para ouvi-lo enquanto andavam para o trabalho.
 

Algumas vezes ele andava 60 milhas (mais de 90 quilômetros) por dia a cavalo. As condições do tempo não importavam; ele fazia seu programa e o cumpria, não importavam as dificuldades. Ele fugia de uma multidão zangada pulando num lago gelado, nadava para fora dele e continuava a pregar novamente. E tinha uma certa habilidade de trazer as pessoas hostis para o seu lado.
 

Em 1741 foi para Gales do Sul, para o norte da Inglaterra em 1742, Irlanda em 1747, e Escócia em 1751. No total, foi à Irlanda quarenta e duas vezes e à Escócia vinte e duas vezes. Ele retornou à algumas cidades várias vezes. Houve ocasiões em que ele retornava anos depois de sua última visita e registrava que a pequena sociedade que ele ajudara ainda estava intacta e fiel. Ele examinava cada membro de cada sociedade pessoalmente para buscar crescimento espiritual e de fé. As sociedades então formadas proviam a organização local para seu movimento.

O que Wesley pregava? Santidade, honestidade, salvação, boas relações familiares, vários outros temas, mas acima de tudo a fé em Cristo. Ele não pedia aos seus ouvintes para deixarem suas igrejas, mas para continuarem indo nelas. Ele lhes deu o refrigério espiritual que eles não achavam. Quando suas décadas de provação produziram décadas de triunfo, as multidões aumentaram. Ricos e pobres vinham para ouvi-lo falar. Ele desenvolveu redes de assistentes leigos. Suas exortações para viver perfeitamente em amor hoje parecem duras, mas considere os efeitos em suas congregações. Os xingamentos nas fábricas pararam, os homens e as mulheres começaram a se preocupar com vestimentas limpas e simples, extravagâncias como chá caro e vícios como o gim foram deixados por seus seguidores, vizinhos deram um ao outro ajuda mútua através das sociedades.

 
Wesley ensinou tanto pelo exemplo como pelos seus sermões. Ele publicou muitos de seus textos para serem usados em devocionais e direcionou o lucro para projetos, como um local de ajuda para os pobres. Sua vida pessoal estava além de reprovação. Ele traduziu hinos, interpretou as Escrituras, escreveu centenas de cartas, discipulou centenas de homens e mulheres e manteve em seus diários um registro da energia investida, que dificilmente tem um rival na história ocidental. Sua maneira de falar na linguagem do homem comum teve um impacto imensurável no surgimento do inglês moderno, assim como os hinos de Charles Wesley tiveram um grande impacto na música com suas muitas canções sem mencionar a poesia da subseqüente era Romântica.

 
Mas o impacto dos Wesleys nas classes mais baixas foi além de afetar seus hábitos de vida e modo de falar. John Wesley proveu uma estrutura religiosa que era local e pessoal, bem como fortemente moral. Sua teologia não tirava a liberdade e o direito de ninguém, pois qualquer um podia achar a graça de Deus para resistir ao diabo e ser salvo, se tão somente buscasse e recebesse. As sociedades que ele formou preservaram em seus estudos o foco na fé – uma fé que também levou a uma maneira de lidar com a realidade da vida das classes mais pobres. A religião não era só para os ricos, mas Wesley também não estava pregando uma revolta contra o anglicanismo.


O anglicanismo de John Wesley era muito forte, embora os púlpitos anglicanos tornassem-se totalmente fechados para ele. Só quando tinha oitenta e um anos ele permitiu uma pequena divisão entre seus seguidores e a igreja nacional. Tendo já enviado muitos homens à América, em 1784 ele ordenou mais pessoas para este esforço missionário e, porque “ordenação é separação”, efetivamente começou uma nova igreja. O conservadorismo dele era tanto político como religioso. Ele publicou uma carta aberta às colônias americanas, aconselhando-as a permanecerem leais à Grã-Bretanha, logo antes da Revolução Americana. Ele não tolerava nenhuma conversa sobre agitação civil na Inglaterra.
Muito se tem discutido acerca de que outras forças estavam trabalhando na Inglaterra além de Wesley e uns outros poucos pregadores. Por exemplo, a Revolução Industrial que estava vindo progrediu mais rápido na Inglaterra do que em qualquer outro lugar, dando aos homens novos tipos de trabalho; a justiça do Sistema de Paz e o sistema de governo com um Primeiro-Ministro eram únicos na sua forma e deram muito mais poder do que era possível em qualquer outro lugar à classe média local e os grandes problemas que poderiam de outra forma causar revolução, simplesmente não estavam presentes na Inglaterra depois de 1750. Ainda assim sem Wesley e seus seguidores como poderia o ateísmo, tal como existia entre os camponeses franceses, ser evitado e como poderia uma classe inferior oprimida e dominada pelos vícios, ter esperança?
 

John Wesley morreu em 2 de março de 1791, cerca de três anos depois que seu irmão Charles morreu. Até seus últimos anos, ele colocou a mesma frase de abertura em seu diário, como fazia a cada ano no seu aniversário, agradecendo a Deus por sua longa vida e sua contínua boa saúde, afirmando que sermões pregados de manhã logo cedo e muita atividade ao ar livre o mantiveram em forma para a obra de Deus. Desde o momento em que ele tornou-se livre de influências, exceto a de Deus, ele teve cinqüenta anos de serviço constante e fez um bem imensurável à Inglaterra através da perseverança, resistência e fé. Seu legado não se limitou ao seu século ou país, mas sobrevive até hoje na fé de milhões em várias igrejas ao redor do mundo.
 

A seguinte frase foi escrita em seu diário em 28 de junho de 1774:

Sendo hoje meu aniversário, o primeiro dia do septuagésimo segundo ano, eu estava pensando como posso ter a mesma força que tinha trinta anos atrás? Que a minha visão esteja consideravelmente melhor agora e meus nervos mais firmes do que eram antes? Que eu não tenha nenhuma enfermidade da velhice, e não tenha mais aquelas que tive na juventude? A grande causa é, o bom prazer de Deus, que faz o que lhe agrada. Os meios principais são: meu constante levantar às quatro da madrugada, por cerca de cinqüenta anos; o fato de geralmente pregar às cinco da manhã, um dos exercícios mais saudáveis do mundo; o fato de que nunca viajo menos, por mar ou terra, do que 4500 milhas (mais de 6.750 km) por ano. 


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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Maior grupo terrorista do mundo não é o Estado Islâmico, mas sim Boko Haram

Situação na África é mais grave que no Oriente Médio


Enquanto a maior parte da atenção da mídia foca nos atentados na Europa e nos bombardeios no Oriente Médio, o continente africano vive um drama que envolve um número muito maior de pessoas. Estima-se que a guerra na Síria e no Iraque matou desde 2011 cerca de 300 mil pessoas e gerou cerca de dois milhões de refugiados.
Segundo a ONU, após o surgimento do Boko Haram, mais de 2,5 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas no norte da África desde 2013. Oficialmente, os extremistas baseados na Nigéria são o grupo terrorista mais mortífero do mundo. Em 2014, foi responsável por 6.664 mortes, mais que o Estado Islâmico, que matou 6.073 pessoas no mesmo período.
Essa foi a conclusão da pesquisa Índice de Terrorismo Global, realizada pelo Institute for Economics and Peace. O instituto, que monitora ataques globalmente, afirma que o Estado islâmico e o Boko Haram foram responsáveis ​​por metade de todas as mortes causadas pelo terrorismo. Ambos são conhecidos por visar principalmente os cristãos em seus ataques.
Enquanto o mundo lamentava as 132 vidas perdidas em Paris em 13 de novembro, o Boko Haram matou pelo menos 50 pessoas em dois ataques em menos de 48 horas na Nigéria. Em 17 de novembro, um ataque suicida em um mercado de vegetais e no dia seguinte, atentado similar em um centro de telefonia popular.
De acordo com fontes locais, duas mulheres-bomba foram as responsáveis pelos ataques, que deixaram centenas de feridos. Mas pouco se falou sobe isso na mídia.
Áreas dos últimos ataques
O presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, que é muçulmano mas prometeu erradicar a insurgência islâmica, condenou os ataques. De fato, o governo já se mostrou impotente para lidar com os extremistas que atuam no norte da Nigéria, além dos países vizinhos do Chade, Camarões e Níger.
Mapa com grau de atuação do grupo terrorista Boko haram

Apesar de atuarem em regiões distantes, o Boko Haram jurou lealdade ao Estado Islâmico em março de 2015, chamando a si mesmos de Estado Islâmico da África Ocidental. Se combinados, os dois grupos jihadistas são responsáveis por 51% de todas as mortes relacionadas ao terrorismo do mundo.
Oremos pelos povo nigeriano e africano.

sábado, 14 de novembro de 2015

Jesus - Deus, Mentiroso ou Lunático - C.S. Lewis




O verdadeiro choque vem depois. Entre os judeus surge, de repente, um homem que começa a falar como se ele próprio fosse Deus. Afirma categoricamente perdoar os pecados. 

Afirma existir desde sempre e diz que voltará para julgar o mundo no fim dos tempos. Devemos aqui esclarecer uma coisa: entre os panteístas, como os indianos, qualquer um pode dizer que é uma parte de Deus, ou é uno com Deus, e não há nada de muito estranho nisso. 

Esse homem, porém, sendo um judeu, não estava se referindo a esse tipo de divindade. Deus, na sua língua, significava um ser que está fora do mundo, que criou o mundo e é infinitamente diferente de tudo o que criou. Quando você entende esse fato, percebe que as coisas ditas por esse homem foram, Simplesmente, as mais chocantes já pronunciadas por lábios humanos.

Há um elemento do que ele afirmava que tende a passar despercebido, pois o ouvimos tantas vezes que já não percebemos o que ele de fato significa. Refiro-me ao perdão dos pecados. De todos os pecados. Ora, a menos que seja Deus quem o afirme, isso soa tão absurdo que chega a ser cômico. Compreendemos que um homem perdoe as ofensas cometidas contra ele mesmo. Você pisa no meu pé, ou rouba meu dinheiro, e eu o perdôo. 

O que diríamos, no entanto, de um homem que, sem ter sido pisado ou roubado, anunciasse o perdão dos pisões e dos roubos cometidos contra os outros? Presunção asinina é a descrição mais gentil que podemos dar da sua conduta. Entretanto, foi isso o que Jesus fez. Anunciou ao povo que os pecados cometidos estavam perdoados, e
fez isso sem consultar os que, sem dúvida alguma, haviam sido lesados por esses pecados. 

Sem hesitar, comportou-se como se fosse ele a parte interessada, como se fosse o principal ofendido. Isso só tem sentido se ele for realmente Deus, cujas leis são transgredidas e cujo amor é ferido a cada pecado cometido. 

Nos lábios de qualquer pessoa que não Deus, essas palavras implicam algo que só posso chamar de uma imbecilidade e uma vaidade não superadas por nenhum outro personagem da história.

No entanto (e isto é estranho e, ao mesmo tempo, significativo), nem mesmo seus inimigos, quando lêem os evangelhos, costumam ter essa impressão de imbecilidade ou vaidade. Quanto menos os leitores sem preconceitos.

Cristo afirma ser "humilde e manso", e acreditamos nele, sem nos dar conta de que, se ele fosse somente um homem, a humildade e a mansidão seriam as últimas qualidades que poderíamos atribuir a alguns de seus ditos.

Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: "Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus." Essa é a única coisa que não devemos dizer. 

Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático - no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido - ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. 

Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. 

Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la



Biografia 


Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia.

Entre seus clássicos se encontram:

- Cristianismo Puro e Simples
- O Problema do Mal
- Cartas do Inferno
- Os Quatro Amores
- Surpreendido pela Alegria (Autobiografia)

Foram vendidas mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua Russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: "C. S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos". É respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem, inclusive dando nome a um asteróide denominado 7644 Cslewis descoberto em 4 de novembro de 1988 por Antonín Mrkos.

Fonte (Wiki)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

O que cristãos devem pensar sobre o socialismo?


Todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras.  John Piper



 Na igreja, dentro da igreja, ninguém deveria estar faminto, sem um lugar para morar, ninguém deveria estar sem assistencia médica e ninguém deveria estar sem um trabalho. Tudo isso porém deve acontecer através da ajuda voluntaria dos outros fieis, e sem coerção.

Quando Lucas escreve em Atos 2:44-45 “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e dividiam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um. ” O que ele quer dizer é que as necessidades eram atendidas por outros crentes mesmo que eles tivessem que vender as coisas que possuíam afim de atende-las. Mas isso era feito voluntariamente. Não removia, pelo contrário, afirmava o uso da propriedade privada. Na verdade, toda a Bíblia, todo Novo Testamento e Antigo Testamento assumem a legitimidade e a necessidade da propriedade privada.

"O socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária." 
O mandamento “Não roubarás! ” Não faz nenhum sentido onde ninguém tem o direito de manter o que é seu. A razão que eu saliento que tudo isso deve ser feito voluntariamente, sem coerção, não pela força, é por causa da forte ênfase que Paulo coloca em “dar aos pobres” em 2 Coríntios 8 e 9 – voluntariamente, sem tristeza ou por necessidade, não compulsoriamente.

Lembro-me de um grande debate com um professor e outros alunos quando na Alemanha pela maneira que eles financiam a igreja estatal através de impostos, algo que simplesmente não se encaixa (com as escrituras), pois deve ser sempre “sem tristeza ou necessidade”. Em outras palavras, foi embutido, pelo Espírito Santo, dentro da Igreja, um impulso interno, através do Evangelho, para fazer sacrifícios afim de que outros tenham suas necessidades satisfeitas. Tal impulso não está na natureza humana ou no coração humano apartado da graça de Deus. A graça é tão vital para que esse tipo de amor, misericórdia e sacrifício seja livre e não obrigatório que é lançado como princípio por Paulo em 2 Coríntios 9, por Pedro, em sua primeira carta capítulo 5 quando ele instrui os presbíteros.

Agora, o socialismo, refere-se a um sistema econômico e social que funciona através da, legal, governamental ou militar coerção. Em outras palavras, você vai para cadeia se não fizer tal coisa, e estabelece a propriedade social em detrimento da propriedade privada, ou onde a coerção é usada para estabelecer controle social. Se não a propriedade, pelo menos o controle dos meios de produção na sociedade, e assim, através do controle, efetivamente elimina muitas da implicações e motivações oriundas do uso da propriedade privada.
Em outras palavras, o socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária. O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares em que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo. A coerção irá de fato receber seu tiro pela culatra, resultando em maior pobreza, ou na uniformidade no caos, e pior, no abuso da coerção como já vimos acontecer em Estados genocidas como a União Soviética e no Camboja.

Em nossa sociedade há, sem dúvidas, verdadeiras injustiças que criam dificuldades para o pobre sair da pobreza e facilitam para que o rico faça o que é errado e não sofra punição. Mas eu duvido que apontar o modelo econômico da Dinamarca seja o caminho para a sabedoria. A Forbes por exemplo, reporta que de uma população de 5.6 milhões pouco mais de 2 milhões são pensionistas do Estado, desempregados, doentes ou estão em programas sociais de distribuição de renda por outras razões. Outros 800 mil são empregados públicos. Isso é metade da população empregada pelo Estado ou sustentada pelo dinheiro canalizado pelo Estado.

Colocando em outras palavras, de 5.6 milhões de pessoas na Dinamarca, apenas 1.8 milhões de pessoas não dependem diretamente de pensões do Estado, e mesmo dentro desse grupo de 1.8 milhões há um grande foco no uso de creches baratas subsidiadas, assistência médica de graça, bolsas por número de filhos, moradia subsidiada e um grande número de outras maneiras de assegurar rendas adicionais vinda do Estado. Apenas como exemplo, estudantes recebem 5 anos de mensalidades gratuitas nas universidades públicas, eu li sobre um estudante casado que recebe 900 dólares mensais do Estado e creche gratuita, basicamente ele vive totalmente as custas do Estado durante os anos de universidade.

Os políticos de esquerda analizam isso por toda a Europa no momento e todos dizem “esses sistemas estão sob pressão”, como a maioria dos estados europeus. Conservadores dizem “é uma bomba-relógio”. Em outras palavras todos concordam que “isso não pode continuar”. A crise na Grécia que foi o precursor, e não importa o quão iradas as pessoas fiquem quando seus direitos e liberdades são ameaçadas ou retiradas, você não pode tirar impostos do nada. A base do suporte (financeiro) para esse sistema não estará lá para sempre; para não mencionar outros desestímulos que praguejam as economias socialistas ao longo prazo.

"O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo."

Recomendar o socialismo como um sistema que nos fará bem, é, para dizer no mínimo, ter uma visão míope. Em geral eu digo que os impulsos do cristianismo bíblico incluem:

1 – Compaixão ao que está em desvantagem;
2 – Justiça sob a lei sem levar em conta o status;
3 – Liberdade para criar e produzir;
4 – Propriedade Privada.   

Tenho a sensação de que a história, razão e uma maior reflexão bíblica levam à conclusão de que a liberdade e direitos de propriedade levam a um bem-estar de maior longo prazo, ou com dizemos hoje, prosperidade para um número maior. Também não podemos deixar de dizer finalmente que todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras, mesmo quando ninguém está vendo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Não estamos em crise, estamos em Cristo


Embora eu creia que "estar em Cristo seja o melhor lugar para estar", isso não nos exime de passarmos por crises, tempestades, vendavais e tormentas.

É visível a crise que todos nós, estamos enfrentando. Crise esta que tem tirado o sono de muita gente. Quantas pessoas que neste exato momento estão sem dormir, pois não sabem o que farão no dia seguinte com suas contas e por estarem desempregados. Estamos vivendo um momento crítico em nosso País.
Não sabemos de fato se esta crise é do tamanho do que se desenha pelas especulações que se mostra na mídia. As pessoas estão em pavor do que está sendo noticiado todos os dias.
Todos no mesmo barco. Trabalhadores com medo de perderem seus empregos e Empregadores que não conseguem honrar suas contas e ficam com medo de terem de fechar suas empresas. Crise financeira, crise na saúde, crise na segurança isso tem tirado o sono de muitos.

Estamos vivendo no olho do furacão. Corrupção, roubalheira, impunidade, insegurança. Quem diria o Brasil está em crise! Querendo ou não, acreditando ou não nela, esta crise abre as asas sobre nós. Misericórdia!
Outro dia me deparei com esta frase no Facebook: “Não estamos em crise, estamos em Cristo.” Embora eu creia que “estar em Cristo seja o melhor lugar para estar”, isso não nos exime de passarmos por crises, tempestades, vendavais e tormentas.
A crise vem para todos, mas existe uma diferença para aqueles que estão em Cristo, eles deitam e logo pegam no sono. Mesmo com Cristo no nosso barco, as ondas vêm, as tempestades da vida nos sobrevêm, mas uma coisa temos certeza, não vamos naufragar. Marcos 4:35-41
A grande diferença está em como vamos reagir nesses momentos de crise, aquele que está em Cristo reage diferente, enquanto muitos ficam sem dormir, aquele que está em Cristo dorme que ronca… Sabe porquê? Veja nestes textos baixo:
Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Salmos 127:1-2
Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança. Salmos 4:8.
Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou. Salmos 3:5
Quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo. Provérbios 3:24
O sono do trabalhador é ameno, quer coma pouco quer coma muito, mas a fartura de um homem rico não lhe dá tranquilidade para dormir. Eclesiastes 5:12

Os que estão em Cristo dormem por que o Senhor é seu provedor, então eles sabem que nada vai faltar. Dormem porque o Senhor é o guarda de Israel, eles sabem que estão seguros. Eles dormem por que servem ao Deus criador e dono do Universo. Aqueles que estão em Cristo, podem até passar por momentos críticos, pois estamos sujeito também a tempestades e trovões, mas não perdemos a Esperança. Estas coisas vêm sobre todos, mas são os que estão em Cristo que sobressaem, pois eles reagem diferentes dos demais eles têm a plena convicção que Deus está no controle de suas vidas.
Dentro desses que estão em Cristo existe, FÉ, ESPERANÇA e isso faz toda a diferença. Sabe porque eles não pedem o sono? Porque o Senhor cuida, porque o Senhor guarda, porque o Senhor é o provedor.
Se é grande esta crise como estão falando, o que nos consola é que servimos a um DEUS maior que todo tipo de crise. Fique calmo, durma tranquilo e em paz. O Senhor está no controle de todas as coisas.

Escrevi esta reflexão dias antes de ser demitido da empresa onde trabalhava há 13 anos… Quando estava escrevendo essa mensagem nem imaginava que era Deus me avisando que eu enfrentaria em um momento de turbulência, mas me acalmando para que não perdesse o sono.
É assim que Deus faz, nos prepara, nos encoraja, nos edifica com sua palavra bem antes da tempestade…
Talvez você tenha acabado de ser demitido, ou esteja passando por uma crise tamanha em sua vida. Deus diz pra você neste momento: Calma! Estou no controle. Calma! Eu sou o seu provedor. Calma! Eu sou o dono da prata e do ouro. Calma! Não fique ansioso com o dia de amanhã…
Por isso vos digo: “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. Mateus 6:25-34

Deus te abençoe ricamente.
Pb Josiel Dias

domingo, 1 de novembro de 2015

A influência da Reforma Protestante na cultura ocidental: dois exemplos!

A Reforma Protestante não representa apenas uma renovação da cristandade a partir de uma ou outra ênfase teológica, litúrgica e eclesiástica. O grande trabalho e a coragem do monge agostiniano Martinho Lutero representou avanços importantes na cultura ocidental. Da liberdade de expressão ao acesso à educação pública, o “princípio protestante” moldou inúmeros valores então estabelecidos.
Vejamos dois exemplos desse legado.

Indivíduo. É a partir da crença no "sacerdócio universal de todos os crentes" que a ideia de indivíduo ganha ainda mais força.  Ou seja, se todo homem regenerado é um sacerdote com livre acesso a Deus, logo, por que ele mesmo dependeria de decisões coletivas e distantes de si? A mediação do abstrato coletivo já não tem a mesma força. O protestantismo favorece a ideia de indivíduo, do homem que responde por si, do sujeito que tem responsabilidades próprias, que não depende do perdão de um sacerdote para encontrar a paz de espírito. Agora, o fortalecimento do indivíduo não é o mesmo que individualismo ou sociopatia, logo porque ninguém é uma ilha e a importância da congregação dos santos continua ativa no seio evangélico. No entanto, a congregação não é mais um meio salvífico e nem funciona como garantia do paraíso. Não é à toa que a ideia de autonomia seja tão forte em nações de formação protestante.

Educação. Outro ganho da Reforma é a educação. O lema “somente as Escrituras” fortalece a figura do leitor e, ainda mais, do Livro dos livros. Há agora o livre exame da Sagrada Letra!  Assim como o judeu, o protestante é conhecido como o “povo do livro”.  As grandes empresas evangélicas são editoras, e não emissoras de rádio e TV. A Conde de Sarzedas, uma via comercial no centro de São Paulo (SP), por exemplo, é conhecida como a “rua dos crentes” e a maior parte das lojas são livrarias. Ou seja, mesmo no Brasil da baixa leitura o evangélico ainda lê mais do que a média da população. E a Bíblia não é apenas a Sagrada Escritura, mas um conjunto rico de 66 livros que incluem gêneros como poesia, prosa, história, literatura de sabedoria, literatura apocalíptica etc. Não há como absorver tamanha diversidade sem impacto social. Por muitos anos, é bom lembrar, em comunidades carentes do interior do país o único livro que muitos tinham era a “Bíblia dos crentes” e o evangélico, mesmo analfabeto, fazia o esforço de leitura para alcançar a oportunidade de pregar e estudar a Palavra. É, também, com o protestantismo em sua insistência educacional que se iniciou o impulso à escola pública começando pela Escola Bíblica Dominical.

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Bom, fiquemos nesses dois exemplos, pois a lista é grande e aberta. O pulsar do dia 31 de outubro de 1517 ainda constrói caminhos que não conhecemos em sua inteireza. A Reforma é um ganho acima de tudo para o cristão, que passou a recuperar a fé em Cristo e não em suas obras, mas também transformou o Ocidente para melhor. Nenhum grupo dentro do protestantismo é dono da Reforma e muito menos de suas consequências. O "princípio protestante" é justamente o protesto constante a qualquer reivindicação absoluta de realidades relativas. Portanto, o essencial para a Reforma está tão somente e suficientemente em cinco fundamentos: Somente a Fé, Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça e Somente a Deus a Glória. Vamos continuar a levantar essas bandeiras para o avanço da igreja e da sociedade.
 
Por: Gutierres Fernandes Siqueira