terça-feira, 5 de abril de 2016

Acaso, Cristo está dividido?


“E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas”. (Mc 11.15)


Vivemos dias difíceis e estranhos! Como as coisas ficarão, só o tempo dirá, mas eu tenho certeza de algo: tudo está debaixo da soberania de Deus. Ele ainda está no controle e dirige o coração dos governantes. A sua vontade irá se cumprir, e nada mudará isso.

Num momento de tantas incertezas, precisamos nos firmar nas certezas que temos. Como um discípulo de Jesus, toda a minha perspectiva precisa começar na Palavra de Deus e ser guiada por ela. Infelizmente parece que isso está faltando em nosso meio. O que precisa aflorar é a nossa indignação santa, bíblica, contra o pecado e suas consequências. Precisamos ser uma voz profética no meio do nosso povo, sim, mas não aproveitar a situação para atacar nossos irmãos e aquilo que a gente não gosta.

Quando Jesus reagiu aos mercadores do templo, ele se indignou e agiu contra aquele mal, mas ele não propôs uma “revolução” no templo. Ele poderia ter levado o povo a destruir os sacerdotes, reformar toda a adoração e o sistema religioso. Ele não fez isso. Ele acabou com toda a perversão comercial, opressora, corrupta que estava acontecendo no templo. Ele não utilizou a situação para expor seus interesses pessoais e atacar aqueles líderes religiosos que em poucos dias iriam entregá-lo às autoridades romanas (e quando isso aconteceu, Jesus foi claro com Pilatos: a autoridade que você tem vem de Deus, não o contrário).

Tenho visto muito ataque à chamada Missão Integral, inclusive por pessoas que já se utilizaram dela – e ainda a utilizam. Tudo em nome de uma posição política. Me parece que estamos perdendo o foco do problema. Nós estamos mostrando que somos divididos e que ainda não entendemos o Evangelho. Por questões pessoais, estamos denegrindo a igreja brasileira que ainda acreditamos estar fiel.

O Evangelho todo para o homem todo, para todos os homens. É uma definição bíblica de missão e quem crê na Bíblia como Palavra de Deus dificilmente irá negar isso. Sou calvinista, de uma igreja reformada histórica e percebo que essa visão, da “Missio Dei”, do evangelho integral, do engajamento social, o próprio Calvino já cria e praticava tudo isso há quase 500 anos! Nada de novo debaixo dos céus. Há, sim, aplicações e implicações diferentes para tempos e contextos diferentes, mas a teologia é a mesma. Muda-se o nome, a essência continua.

Cada um tem uma perspectiva, interpretação e ação próprias. Somos diferentes! E por mais incrível que pareça, isso é celebrado na Bíblia! Paulo diz: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4.10). Deus nos fez diferentes, e agimos de maneira diferente, debaixo da graça que ele nos concedeu. Não preciso concordar com tudo, mas não posso desrespeitar nem denegrir um irmão meu, alguém por quem Jesus morreu, reconheceu que era pecador e agora serve ao nosso Senhor, mesmo que de forma diferente da minha.

Estamos ferindo tantos mandamentos da Palavra de Deus que fico sem saber por onde começar. As redes sociais estão se transformando em arenas de batalha entre cristãos e estamos, na verdade, reproduzindo aquilo que os nossos irmãos coríntios fizeram. Só posso fazer a mesma pergunta de Paulo: “Acaso, Cristo está dividido?” (1 Co 1.13)
Se não deixarmos de lado nossas diferenças e não nos unirmos para lutar pela justiça no nosso país, nós já perdemos a guerra. Lembra? “Nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12).

Jesus orou por unidade:

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.20-21).

Não haverá transformação em nosso país enquanto não mudarmos nossas atitudes como Corpo de Cristo. Creio que, como cristãos, não deveríamos estar divididos entre “verde amarelo” e “vermelho”. Deveríamos nos vestir de pano de saco e clamar a Deus por misericórdia! Que a gente reconheça o nosso pecado e busque a Deus de todo o coração. Que nos unamos como servos do Rei dos Reis e lutemos pelo Reino de Deus e toda a sua justiça. Assim, vamos, não só transformar esse país, mas seremos instrumentos para a cura das nações.

Que Deus tenha misericórdia de nós e do nosso país!

• Marcos Napoli é pastor e missionário. Atualmente, trabalha como obreiro de jovens na Igreja Presbiteriana de Viçosa (MG).
Fonte: Ultimato

quinta-feira, 31 de março de 2016

Últimos dias no Deserto - Novo filme fala sobre Jesus no deserto


Ewan McGregor foi escalado para viver Jesus em "Últimos dias no Deserto".

Na esteira do sucesso de produções recentes com a temática bíblica, a produtora Broad Green Pictures apresenta seu novo filme, “Últimos dias no Deserto”, focado na passagem de Jesus pelo deserto e nas tentações que sofreu.
Ewan McGregor é o ator escalado para viver Jesus e o Diabo no filme, fato que surpreende.
Ao Entertainment Weekly, o ator declarou: “Você pode ver o demônio como Diabo. Ou, talvez, pode vê-lo como um outro lado de Yeshua [Jesus em hebraico], uma personificação de suas dúvidas. Ele está lá testando-o para tentar sugerir que seu pai não o ama, que seu pai não está interessado em sua luta”.
No filme, Jesus é tentado pelo mal enquanto viaja sozinho pelo deserto e precisa desafiar seu próprio destino enquanto uma família tenta sobreviver no deserto.
Tye Sheridan, Ciarán Hinds e Ayelet Zure também estão no elenco. E a direção ficou a cargo de Rodrigo Garcia.
A escolha de Ewan McGregor para os papéis principais engrandece o filme, que tem potencial para  se destacar ainda mais que outras recentes obras que também exploraram a vida de Jesus, tais como “O Jovem Messias” e “Ressureição”.
Um dos personagens mais conhecidos do ator é Obi-Wan Kenoni, o jedi que treinou Anakin Skywalker (posteriormente Darh Vader) na segunda trilogia da saga “Star Wars”.
O primeiro trailer de “Últimos dias no Deserto” foi lançado nos EUA. O filme estreará nos cinemas americanos em 13 de maio e ainda não data prevista para chegar ao Brasil. 
Com informações do Christian Post via GospelPrime
Trailer 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Por que a ressurreição de Jesus Cristo é tão importante?




A ressurreição de Cristo é importante por vários motivos. Primeiro, é um testemunho do imenso poder de Deus. Acreditar na ressurreição é acreditar em Deus. Se Deus realmente existe, e se Ele criou o universo e tem poder sobre o mesmo, então Ele tem poder de ressuscitar os mortos. Se Ele não tem tal poder, Ele não é um Deus digno de nossa fé e louvor. Apenas Aquele que criou a vida pode ressuscitá-la depois da morte; só Ele pode reverter o horror que a morte é, e só Ele pode remover o aguilhão que é a morte e a vitória que pertence ao túmulo. Ao ressuscitar Cristo dos mortos, Deus nos faz lembrar de Sua absoluta soberania sobre a morte e vida.

Segundo, a ressurreição de Jesus é um testemunho da ressurreição de seres humanos, que é uma doutrina básica da fé Cristã. Ao contrário de outras religiões, o Cristianismo possui um fundador que transcende a morte e promete que os Seus seguidores farão o mesmo. Todas as outras (falsas) religiões foram fundadas por homens e profetas cujo fim foi o túmulo. Como Cristãos, podemos nos confortar com o fato de que Deus Se tornou homem, morreu pelos nossos pecados, foi morto e ressuscitou no terceiro dia. O túmulo não podia segurá-lO. Ele vive hoje e se senta à direita do Pai no Céu. A igreja viva tem um Cabeça vivo!

Em 1 Coríntios 15, Paulo explica em detalhe a importância da ressurreição de Cristo. Alguns em Corinto não acreditavam na ressurreição dos mortos, e nesse capítulo Paulo lista seis consequências desastrosas se a ressurreição nunca tivesse ocorrido: 1) pregar sobre Cristo seria em vão (v.14); 2) fé em Cristo seria em vão (v.14); 3) todas as testemunhas e pregadores da ressurreição seriam mentirosos (v.15); 4) ninguém poderia ser redimido do pecado (v.17); 5) todos os Cristãos que dormiam teriam perecido (v.18); e 6) Cristãos seriam os mais infelizes de todos os homens (v.19). Mas Cristo realmente ressuscitou dos mortos e é “as primícias dos que dormem” (v.20), assegurando-nos de que vamos segui-lO na ressurreição.

A inspirada Palavra de Deus garante a ressurreição do crente na vinda de Cristo para o Seu Corpo (a Igreja) durante o arrebatamento. Tal esperança e segurança são ilustradas em uma grande canção de triunfo que Paulo escreve em 1 Coríntios 15:55: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” Como é que esses versículos se relacionam com a importância da Ressurreição? Paulo responde: “o vosso trabalho não é vão” (v.58). Ele nos lembra que por sabermos que vamos ser ressuscitados a uma nova vida, podemos sofrer perseguição e perigo pela causa de Cristo (v.29-31), assim como Ele o fez, e assim como milhares de mártires por toda a história, que de bom grado trocaram suas vidas terrenas por vida eterna através da ressurreição.

A Ressurreição é a vitória triunfante e gloriosa para todo o crente em Jesus Cristo, pois Ele morreu, foi enterrado e ressuscitou no terceiro dia de acordo com as Escrituras. E Ele voltará! Os mortos em Cristo vão ser ressuscitados, e aqueles que permanecem vivos na Sua vinda vão ser transformados e receber corpos novos e glorificados (1 Tessalonicenses 4:13-18). Por que a ressurreição de Cristo é tão importante? Por ter demonstrado que Deus aceitou o sacrifício de Jesus a nosso favor. Ela prova que Deus tem o poder de nos ressuscitar dos mortos. Ela garante que aqueles que acreditam em Cristo não vão permanecer mortos, mas serão ressuscitados à vida eterna. Essa é a nossa abençoada esperança!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Batismo acontece em mesmo local aonde cristãos foram decapitados


O missionário Shahid (nome trocado por questões de segurança), é um exemplo de como Deus está transformando as vidas nas regiões mais afetadas pelo fundamentalismo islâmico. A maior parte do Oriente Médio e do Norte da África é habitada por comunidades muçulmanas.

Em entrevista ao programa cristão Leading The Way, apresentado pelo Dr. Joseph Youssef, um ex-muçulmano que se tornou pastor, Shahid contou que nasceu e cresceu na Líbia. Sempre foi um muçulmano devoto e desde muito cedo frequentava a escola corânica.

Dedicou-se a estudar incessantemente por 14 anos o Alcorão, tornou-se um especialista em jurisprudência islâmica. Contudo, confessa que quanto mais se aprofundava nas leis muçulmanas, mais ficava desiludido com elas.

Aos poucos ele foi sendo tomado por sérias dúvidas e procurou se aconselhar com amigos e familiares. A maioria simplesmente lhe dizia para não questionar a fé. “Disseram que existe um verso no Alcorão exigindo que os muçulmanos não procurem respostas sobre algumas questões. Eles sabem que essas coisas poderiam prejudicá-los”, lembra.

Após relutar com perguntas sem respostas, acabou abandonando o Islã e se tornou ateu. Porém, ficou curioso sobre o cristianismo ao conhecer o Kingdom SAT. Este canal do ministério Leading The Way transmite 24 horas por dia programas cristãos que podem ser vistos em todo o mundo muçulmano.
Decidiu procurar secretamente cristãos no Líbano e na Jordânia. Acabou se convertendo. “Eu aprendi sobre quem é Jesus e a vida cristã. Estudamos como viver com Cristo, ter comunhão com Ele, e como fazer parte da igreja”.

Após meses de intenso estudo bíblico, Shahid foi batizado. Entendendo o profundo amor de Deus, passou anunciar as boas novas do Evangelho. “Eu não poderia manter minha boca fechada. Precisava compartilhar Jesus com os outros”, conta.

Por causa do seu testemunho e pregação, Shahid levou muitos muçulmanos a Jesus. Cerca de dois anos após ter se convertido, já havia plantado 11 igrejas em diferentes lugares do Norte da África e na Europa.

Recentemente, foi divulgada uma foto que possui um profundo significado. Shahid batizou muçulmanos convertidos na mesma praia da Líbia onde 21 cristãos coptas foram decapitadospor jihadistas do Estado Islâmico em fevereiro de 2015.

O Dr. Michael Youssef, fundador e presidente do Way, explica que testemunhos como o de Shahid e muitos outros ex-muçulmanos convertidos devem trazer esperança e inspiração para o corpo de Cristo em todo o mundo. 

Com informações de Charisma News, via Gospel Prime

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ressurreição o Filme - Lançamento dia 17 de Março

Há menos de um mês para a estreia nacional do filme Ressurreição (17/03), líderes cristãos comentam a importância do tema abordado pelo longa como uma forma de lembrar a importância e significado do sacrifício de Jesus na Cruz.
Além disso, eles destacam o fato de outras produções que já apresentaram os fatos descritos na narrativa bíblica sobre a crucificação e ressurreição de Cristo pelo olhar dos apóstolos ou de Jesus, mas nunca sob o olhar do perseguidor romano, o que torna o longa inédito nas telonas.
“É excelente ter um filme como esse em cartaz. Ressurreição conta uma história verídica ontem e hoje que vai impactar muitas vidas, com certeza!”, afirma Russell Sheed, doutor em teologia com pós-doutorado em Novo Testamento.
No filme, Clavius (Joseph Fiennes), um poderoso militar romano, e seu assistente Lucius (Tom Felton), recebem a missão de desvendar o mistério sobre o que aconteceu com Jesus nas semanas após a crucificação, com o objetivo de desmentir os rumores sobre o ressurgimento do Messias e impedir uma rebelião em Jerusalém.
A produção tem um visual espetacular, cenas de ação viscerais e abordagem de mistério de série de investigação policial, que pretende ressoar entre os espectadores cristãos e incrédulos de uma forma impactante.
Enquanto se mantém fiel aos ensinamentos do Novo Testamento, Ressurreição conserva um tom atual e, ao mesmo tempo, a sensibilidade para mostrar os conflitos de um homem incrédulo ao se deparar com o inexplicável.
Um dos produtores do filme, Mickey Liddel disse que “sempre quis contar uma história como essa, que parece um grande filme de Hollywood, mas quero que os cristãos que irão assistir ao filme se sintam representados de forma correta”.
O pastor Flávio Valvassoura, da Igreja do Nazareno de Campinas, São Paulo, enfatiza ao dizer que “esse filme traz a verdadeira e extraordinária mensagem do evangelho que nos motiva, e, baseia nossa fé na vida de Cristo em nós. Recomendo a todos”.
Distribuído pela Sony Pictures, Ressurreição será lançado nos cinemas do país, há apenas dez dias da Páscoa, uma data na qual os cristãos celebram a ressurreição de Cristo.
Segundo, o Pr. Paulo Corrêa Junior, da Assembleia de Deus de Santos e Deputado Estadual em São Paulo na área de Assistência Social e Religiosa, “essa história será contata em um momento muito importante, próximo a semana santa, uma época linda. O filme esclarece a ressurreição e, para aqueles que tem dúvida, devem assistir. Irão se surpreender”.
Nessa produção, os exibidores abrirão ao público a possibilidade de fazer reservas de salas de projeções para grupos, com valores especiais. Nesse caso é preciso entrar em contato no e-mailvendagrupos@spe.sony.com.

Veja aqui o trailer Legendado


Fonte:GospelPrime

terça-feira, 1 de março de 2016

Música gospel é proibida para entrada de lutadores nas Olimpíadas

O Taekwondo não é um dos esportes mais populares dentre aqueles disputados em uma Olimpíada. Não recebe tanta atenção da imprensa e público em geral como a natação ou atletismo, por exemplo, ou mesmo que outro esporte de combate mais tradicional: Boxe.
Talvez por isso a Federação Internacional de Taekwondo (WTF) venha apostando em inovações tecnológicas para se aproximar do público ao longo dos últimos anos. Fato que se refletirá também na Olimpíada.
No Torneio Internacional de Taekwondo, evento-teste da modalidade para os Jogos Rio 2016 que aconteceu no último final de semana (20 e 21) na Arena Carioca 1, participaram locutores, DJs e especialistas em música e esporte que operam sob os holofotes da WTF, para fazer da entrada dos atletas na arena um acontecimento dentro das competições.
Esta foi uma das principais novidades anunciadas pela WTF no ano passado para o Rio de Janeiro. A Federação traz para o esporte amador um expediente comum em competições de luta profissional, como MMA e Boxe.
“O povo brasileiro já tem uma energia forte. O nosso trabalho é estimular isso e levar a competição para um outro nível por meio da música e da interação com o público”, disse o gerente de Apresentação do Esporte do Comitê Christy Nicolay.
Parte da criação da atmosfera emocionante nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 é responsabilidade da equipe de Nicolay. Mas nem tudo é permitido na hora de criar essa “atmosfera”.
São os próprios atletas que escolhem as músicas que serão tocadas enquanto adentram a arena e são apresentados, mas não sem um filtro prévio: músicas de cunho político ou religioso, ou que contenham palavras impróprias ou ofensivas estão barradas.
“Existe um cuidado especial com as mensagens que queremos e passar ou não. Estamos ali para fazer com que as pessoas se divirtam e nos preocupamos em não ofender ninguém. É claro que a gente sabe quem tem muito sucesso que cai nesse filtro, mas a nossa sorte é que temos versões instrumentais da maioria deles”, afirmou Nicolay.
Dessa forma, a Federação Internacional de Taekwondo iguala funks que notadamente possuem conteúdo impróprio com músicas de adoração, dedicadas a Deus e que evocam bons valores. O MMA e o Boxe, que certamente servem de modelo ao Taekwondo, não fazem restrição similar. Com informações do site Rio2016.com

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Combinado Arte com Adoração



Uma boa refeição é como uma boa sinfonia. É ao mesmo tempo em profunda e complexa, mas também simples e evocativa.

Sebastian Jules especialista em culinária, dança e música lança seu projeto de lança um livro que combina um livro de receitas com toques religiosos.

O que te inspirar a criar esse livro com esse assunto?
R: Eu me esforço para tornar cada refeição única e por isso me especializei em desenho culinário e viagens por mais 20 países adquirindo um profundo conhecimento de ingredientes, especiarias e técnicas de todo o mundo. Um livro com toque religiosos sobre as refeições trazendo a mesa essa ingrediente especial. 

Além que parte da venda desse livro irá  Child Labor Coalition uma organização que ajuda a para a exploração de crianças ao redor do mundo

Tem alguma ideia do nome desse livro?
R:Coisas que vêm à mente com Sebtastic (Seb + Fantástico) ou Sebtuous (Seb + sumptuoso). Este livro será um livro de receitas com um toque religioso, então eu ainda estou aberto a sugestões para ouvir nomes para o meu livro.

Quais tem sido as suas experiencias?
R: Eu tenho trabalhado como um chef freelance em hotéis e espaços para eventos, bem como no estrangeiro em vários iates que servem as necessidades de um sofisticado e exigente clientela.

Para mais informações e ajudar nesse projeto acesse:
http://igg.me/at/MyStorySebastianJules




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

"Hipergraça" - O perigo de uma visão de que Deus não pune.


Segundo o site da revista pentecostal Charisma, um movimento novo tem preocupado pastores e líderes americanos, pois está se espalhando rapidamente por outros países. Chamado de “Hipergraça”, seus ensinamentos se baseiam em uma visão de que Deus não pune ninguém. Provavelmente influenciados pela exigência quase onipresente para que as pessoas sejam “politicamente corretas”, muitos de seus ensinamentos confrontam diretamente a Bíblia.

Os Estados Unidos são responsáveis pela produção da maior parte da teologia consumida e ensinada no mundo todo. Desde os movimentos missionários dos séculos 19 e 20, que levaram o evangelho por todo o mundo, até as mais novas heresias e modismos do mundo gospel.

Para os críticos, o movimento é uma “evolução” de uma igreja que nas últimas décadas tem presenciado um declínio na doutrina e pregação bíblica. Paulatinamente, a teologia da lugar à terapia motivacional nos púlpitos. De outro lado, a busca pela prosperidade minou alguns dos fundamentos onde o cristianismo se sustentou por séculos.
Com isso, muitas igrejas e pregadores se recusam a combater o pecado. Raramente se menciona a necessidade de arrependimento ou nem se fala sobre temas como inferno e julgamento. Muitas dessas igrejas permitem que seus líderes vivam sem se preocupar em prestar contas, mesmo que claramente estejam distantes do que se esperaria deles.
O movimento da Hipergraça seria uma versão atualizada da antiga heresia conhecida como antinomianismo (em grego, anti significa “contra” e nomos , “lei”). Trata-se da crença que a lei moral do Antigo Testamento foi totalmente abolida. Como vivemos depois da vinda de Cristo, podemos viver do jeito que queremos, pois já não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Assim, resta ler o Antigo Testamento apenas metáforas, tipos e símbolos sobre a vinda de Cristo. O Novo Testamento acaba com a Lei do Antigo Testamento, por isso tudo é graça!
Ideias como palavras proféticas, busca pelo Espírito Santo, batalha espiritual, ou ouvir a voz de Deus são propositalmente ignoradas e muitas vezes ridicularizadas. Para os teólogos e pastores que estão alertando sobre esse movimento, ele pode colocar em risco o futuro do cristianismo e enganar milhares de pessoas.
Obviamente os líderes que integram esse movimento não admitirão que pertencem a ele. Afinal, não se trata de um movimento organizado, mas sua existência e influência tem crescido através de literatura cristã que enfatiza o sucesso pessoal e eclesiástico. Possivelmente não usam o termo e dirão que chegaram a essas conclusões sozinhos.
Com certeza a Bíblia fala sobre graça, mas aparentemente essas pessoas não leram ou convenientemente esqueceram de textos como Romanos 6: 1-2 “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?”
Contudo, o teólogo Joseph Mattera listou os 8 sinais mais claros de que uma igreja está seguindo a Hipergraça:
1. Os pregadores nunca falam contra o pecado
Se você estiver em uma igreja como esta, irá notar que a palavra “pecado” normalmente só é mencionada no contexto do perdão dos pecados em Cristo. Por vezes, recrimina-se as pessoas que ousam insistir no assunto, classificando-as de “legalistas” e “fariseus”.
2. O pastor nunca toma uma posição firme sobre a santidade
Na tentativa de atrair mais pessoas, tudo é feito para tornar os cultos mais agradáveis, em especial o sermão. Os ministros não tomam posição pública, nem ensinam os membros, sobre questões que estão na ordem do dia como aborto, homossexualidade, legalização das drogas, ou qualquer coisa que possa confrontar o público presente. Ignora-se qualquer tentativa de se estabelecer ou cobrar dos membros os parâmetros para uma vida de santidade.
3. O Antigo Testamento é quase totalmente ignorado
Nessas igrejas, o Antigo Testamento é tratado como um registro que não tem valor real com nosso estilo de vida moderno. Convenientemente, não se menciona os Dez Mandamentos nem as porções bíblicas onde Deus é mostrado como juiz.
4. Os líderes são autorizados a ensinar e pregar mesmo vivendo abertamente em pecado
Se não há mais condenação, pecados como imoralidade sexual, ganância e embriaguez são tolerados. Seja para membros comuns ou pessoas em posição de liderança, isso não é “importante”, pois não refletiria o amor ao próximo e respeito pelas suas escolhas.
5. As mensagens muitas vezes se voltam contra a “igreja institucional”
Os pastores que adotaram a hipergraça constantemente se voltam contra as igrejas mais “conservadoras”, pois acreditam que sua mensagem não é mais relevante para a cultura de hoje. Além disso, esses “fundamentalistas” apenas colaboram para que as pessoas em geral tenham uma má impressão dos evangélicos.
6. Os pastores pregam contra o dízimo
A hipergraça não estimulas as pessoas a lerem a Bíblia e chegarem às suas próprias conclusões, mas se preocupa em dizer no que elas não podem acreditar. Embora falem sobre ofertas e anunciem as necessidades financeiras da igreja, os pastores defendem que o dízimo é mais uma lei que foi abolida em Cristo. Portanto, cada membro pode decidir se deseja ou não se envolver financeiramente.
7. Os pastores pregam apenas mensagens motivacionais positivas
Dos púlpitos dessas igrejas ecoam apenas mensagens positivas sobre saúde, riqueza, prosperidade, o amor de Deus, o perdão de Deus e como se obter sucesso na vida. Não há preocupação nem interesse de se anunciar “todo o conselho de Deus”, nem estimular trabalhos evangelísticos ou missionários que exijam arrependimento e mudança de vida. Não se menciona a existência do diabo ou de seus anjos. Deus ama a todos e cuida para que nenhum mal chegue perto deles.
8. Os membros da igreja não precisam temer nenhum tipo de reprimenda da liderança
Os participantes de uma igreja da hipergraça serão convencidos que, por causa da forte ênfase na graça, tudo é permitido. Ou seja, nenhuma mudança real se espera deles, apenas que frequentem os cultos e sejam “pessoas melhores e mais felizes”.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Recomendo - A Verdade, como comunicar o evangelho a um mundo pós-moderno - D.A Carson


Como transmitir a verdade a um mundo que nem sabe ao certo o que ela é — ou mesmo se ela existe? Como recomendar absolutos espirituais a pessoas para as quais eles inexistem?
 Se essas perguntas já o intrigaram ou se você já lutou com elas, o livro que tem em mãos é leitura obrigatória.
 A Verdade explora o conhecimento que Ravi Zacharias, Kelly Monroe, D. A. Carson, Ajith Fernando, Mark Dever e outros estudiosos notáveis adquiriram nas trincheiras do fazer evangelístico e apologético. O livro abrirá seus olhos para ver como a luta pelas almas, à semelhança de uma verdadeira guerrilha, é travada em um grande número de frentes: nos relacionamentos, nas universidades, no âmbito das etnias, no campo da razão e das emoções, no púlpito, nas comunicações... em suma: no amplo espectro da experiência e dos valores humanos.

Como diz o Prefacio
Este livro é um dos resultados de uma conferência realizada na Trinity Evangelical Divinity School entre 13 e 15 de maio de 1998. Cerca de novecentas pessoas estiveram presentes, sendo quase a metade desse número de pastores e obreiro Ls de igrejas e a outra metade de pessoas que trabalham em universidades
Extras

Epidemia de zika seria cumprimento de profecia


Para muitos ele é um dos grandes profetas vivos de Deus, para outros não inspira confiança pois tem ensinamentos polêmicos. O Doutor David Owuor, natural do Quênia, na África, é bastante conhecido por seus vídeos onde fala das revelações que teve sobre a iminente volta de Jesus.
Ele esteve no Brasil em março de 2014 e anunciou que uma “praga” viria sobre o país. Afirma que Deus lhe mostrou milhões de insetos invadindo as casas e picando os brasileiros. Na ocasião, chamou a igreja e o país a um arrependimento. Afirmou que isso seria um juízo de Deus pelos pecados da nação, citando o samba, a imoralidade, o homossexualismo e a pornografia.
Alertou que o Brasil era o país “número 1 em pecado”, e criticou o fato de a igreja brasileira falar muito em dinheiro (evangelho da prosperidade) e pouco sobre o pecado, pregando um evangelho “sem poder”.
Quem acompanha a trajetória de David Owuor sabe que ele era um cientista famoso, que largou uma carreira bem-sucedida para pregar a Palavra de Deus. Ele tem cerca de 70 profecias cumpridas em várias partes do mundo. Entre elas estão o furacão Katrina, o terremoto do Haiti, o terremoto e tsunami do Japão, e recentemente os terremotos do Nepal e do Chile. Todas essas profecias encontram-se gravadas e documentadas no Youtube, muitos deles disponíveis apenas em inglês.
Em 2015 ele esteve no Brasil novamente, mas não falou sobre a visão dos insetos. Para muitas pessoas, a epidemia das doenças transmitidas por mosquitos que o Brasil testemunha nos últimos meses seria o cumprimento de suas palavras dois anos atrás.
Além da dengue, e da febre chikungunya, que estão fora de controle, o vírus zika atemoriza os brasileiros. Para o governo, só foram confirmados 462 casos de microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso central, embora apenas 41 associados à zika. Mais 3.852 outros registros são investigados.
Em outros países da América do Sul, como Colômbia e Peru, onde há registros de zika, não há uma correlação direta com a microcefalia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O que diz a Bíblia a respeito do jogo? Jogar é pecado?



Jogar pode ser definido como “arriscar dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades”. A Bíblia não condena o jogo especificamente, ou apostar, ou a loteria. A Bíblia, entretanto, nos alerta para que fiquemos longe do amor ao dinheiro (I Timóteo 6:10; Hebreus 13:5). As Escrituras também nos encorajam a que fiquemos longe das tentativas de “enriquecimento fácil” (Provérbios 13:11; 23:5; Eclesiastes 5:10). Certamente o jogo gira em torno do amor ao dinheiro e inegavelmente tenta as pessoas com a promessa de riqueza fácil e rápida.

Qual o problema em jogar? O jogo é um assunto difícil, pois mesmo jogando com moderação e somente de vez em quando, é um desperdício de dinheiro, mas não necessariamente algo ligado ao “mal”. As pessoas desperdiçam dinheiro em todo o tipo de atividades. Jogar é desperdiçar dinheiro tanto quanto ver um filme (em muitos casos), gastar em uma refeição desnecessariamente cara ou comprar algo de que não precisamos. Ao mesmo tempo, o fato de se desperdiçar dinheiro em outras coisas não justifica que joguemos. Não deveríamos desperdiçar dinheiro. Devemos poupar o dinheiro que sobrar para necessidades futuras, ou ofertá-lo para a obra do Senhor, e não gastá-lo em jogo.

O jogo na Bíblia: Apesar da Bíblia não mencionar o jogo (apostas) de maneira explícita, a Bíblia menciona jogos de “azar”. Como exemplo, em Levítico, Arão lançou sortes sobre dois bodes: uma pelo Senhor e outra por Azazel. Josué lançou sorte para determinar a porção de terra para várias tribos. Neemias lançou sorte para determinar quem viveria ou não dentro das muralhas de Jerusalém. Os apóstolos lançaram sorte para determinar o substituto de Judas. Provérbios 16:33 diz: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a determinação.” Em nenhum lugar da Bíblia, jogar ou o “jogo de azar” é usado para diversão ou apresentado como prática aceitável para os seguidores de Deus.

Cassinos e loterias: Os cassinos usam todo o tipo de estratégia de marketing para atrair o jogador, para que arrisque todo o dinheiro que puder. Freqüentemente oferecem bebidas a preços baixos ou mesmo de graça, levando os freqüentadores à embriaguez, para que diminuam sua capacidade de tomar decisões sensatas. Tudo em um cassino é perfeitamente engendrado para tomar o dinheiro em grandes quantidades sem nada oferecer em troca, exceto prazer vazio e fugaz. As loterias tentam passar a imagem de que ajudam a sustentar a educação e programas sociais. Entretanto, estudos mostram que os que jogam na loteria geralmente são aqueles que menos têm dinheiro para gastar nos bilhetes. O apelo do “enriquecimento rápido” é uma tentação forte demais, e aqueles que estão desesperados acabam não resistindo. As chances de levar o prêmio são infinitesimais, o que resulta em ruína para muitas vidas.

Por que o dinheiro ganho na loteria não agrada a Deus? Muitos afirmam estar jogando na loteria ou fazendo apostas para que possam ofertar o dinheiro à igreja, ou outra boa causa qualquer. Talvez seja um bom motivo, mas na verdade, poucos usam o dinheiro vindo do jogo para propósitos divinos. Estudos mostram que, alguns anos depois de tirar a “sorte grande”, a vasta maioria dos ganhadores da loteria acaba em uma situação financeira ainda pior do que antes. Poucos são os que na verdade dão o dinheiro para uma boa causa, se é que alguém realmente o faz. Além disso, Deus não precisa de nosso dinheiro para subsidiar Sua missão na terra. Provérbios 13:11 diz: “A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará.” Deus é soberano e proverá pelas necessidades da igreja por caminhos honestos. Deus seria honrado se recebesse doações de dinheiro proveniente de drogas, ou dinheiro de assaltos? Deus não precisa e nem quer dinheiro “roubado” dos pobres devido à tentação pelas riquezas.

I Timóteo 6:10 nos diz: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” Hebreus 13:5 declara: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele (Deus) disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” Mateus 6:24 proclama: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

18º ENCONTRO PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ - Veja Programação


A 18ª Consciência Cristã acontecerá de 04 a 09 de fevereiro de 2016 no Complexo do Parque do Povo, em Campina Grande, Paraíba. Vários preletores já foram confirmados para o evento, como Augustus Nicodemus, Russell Shedd, Hernandes Dias Lopes, Heber Campos Jr., Ciro Sanches Zibordi, Sillas Campos, Ricardo Bitun, Geremias Couto, Jonas Madureira, Solano Portela e Conrad Mbewe, sendo este último, pastor da Igreja Batista Kabwata em Lusaka, capital de Zâmbia no centro-sul da África, presente pela primeira vez.
Além desses preletores, o grupo musical Vencedores por Cristo também estará no encontro de 2016. Conhecidos por cânticos como “Sinceramente”, “O Meu Louvor” e “Rei das Nações”, o Vencedores por Cristo é um grupo pioneiro no cenário musical evangélico brasileiro, e já tem mais de 40 anos de ministério.
No encontro, haverá plenárias durante os períodos matutino e noturno, e também nos eventos paralelos da tarde, haverá palestras apologéticas voltadas para os diversos temas na sociedade e na Igreja.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Crer é também pensar - John Stott - Resenha

 
Esta é a resenha de um livro que, apesar de não ser lançamento, possui um conteúdo muito atual e acima de tudo relevante para os nossos dias e para nós como cristãos do século XXI.
“Crer é também pensar” foi escrito por John Stott (pastor e teólogo anglicano britânico, nascido em 27 de abril de 1921, e falecido em 27 de julho de 2011), e contém apenas 83 páginas.
Vou iniciar com um trecho contido na contra-capa do livro, e que resume a ideia central e a proposta final do autor:
“O que John Stott almejava combater quando apresentou a palestra que se tornou este livro, era o anti-intelectualismo cristão. A mensagem era direcionada principalmente aos ritualistas que valorizavam o desempenho da igreja em vez do pensamento, aos ativistas ecumênicos que consideravam a reforma social uma substituta da doutrina e aos evangélicos pentecostais que absolutizavam a experiência em detrimento da reflexão. Como solução, Stott clamava por equilíbrio: que a reflexão profunda viesse ao lado do ritual, do ativismo e da experiência.”
A partir daí, farei uma análise simples sobre cada um dos 4 capítulos presente nesta obra, citando alguns trechos que julguei dignos de serem destacados:
CAPÍTULO 1: CRISTIANISMO TOLO
Neste capítulo inicial, Stott fala de forma breve sobre a realidade contida em Romanos 10:2:
“Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.”
Muitos cristãos atuais creem erroneamente que a fé é oposta à razão. Como consequência óbvia, são levados por “todo vento de doutrina” (Efésios 4:14), pois não cultivam a prática do ‘pensar’ e ‘refletir’ a respeito de suas crenças, experiências e ações. Outros estão envolvidos em todo tipo de “prática cristã”, como projetos e ativismos em prol da causa da igreja, porém, com motivações erradas e distorcidas. São zelosos e prestativos, porém não possuem o real conhecimento a respeito daquilo que estão fazendo. Existem ainda os que deixam suas “experiências sobrenaturais” ditarem o que é verdade e o que deixa de ser. Para estes, a doutrina é o de menos. Esse é o “mal do anti-intelectualismo” citado por Stott, que diz que estas “são rotas de fuga para evitar a nossa responsabilidade dada por Deus de usar a mente de forma cristã.” e nomeia esse assunto de “a pobreza e o dano de um cristianismo tolo”. Caímos nestes erros pois temos nos alimentado de pregações rasas e superficiais, que no lugar de nos estimular a estudar e ponderar sobre as verdades eternas, nos motivam a sermos guiados por emoções e sentimentalismo barato.
O fato é: precisamos de um equilíbrio. Não devemos cair no extremo oposto e abraçar um “cristianismo acadêmico, frio e inexpressivo, mas uma devoção fervorosa, inflamada pela verdade.”
CAPÍTULO 2: POR QUE USAR NOSSA MENTE?
Neste segundo capítulo Stott aborda algumas razões (cristãs e seculares) segundos as quais devemos usar a mente. Segundo o argumento do autor, “as grandes doutrinas da criação, revelação, redenção e julgamento envolvem o fato de que o homem tem um dever inevitável tanto de pensar quanto de agir com base no que pensa e conhece.” E em cima disso o capítulo é desenvolvido.
Stott aborda 4 pontos:
  1. criação: Devemos nos atentar ao fato de que fomos criados com a capacidade de pensar e que devemos utilizar nossa racionalidade de forma sensata, prudente e honrosa.
  2. revelação: As formas como Deus se manifesta e se revela evidenciam a importância da nossa mente (tanto na natureza, quanto na Escritura e em Cristo).
  3. redenção: Deus traz salvação aos pecadores através da proclamação do evangelho (manifesta em palavras dirigidas à mente).
  4. julgamento: “Se algo está claro sobre o ensinamento bíblico a respeito do julgamento de Deus, é que ele nos julgará por nosso conhecimento e resposta (ou falta dele) à revelação”.
Com maestria, John Stott desenvolve o tema de forma que possamos entender com facilidade a importância da mente na nossa vida, e em todo momento fundamenta seus argumentos nas Escrituras, o que os torna confiáveis, e não meramente opiniões pessoais.
CAPÍTULO 3: A MENTE NA VIDA CRISTÃ
Bom, este é o penúltimo capítulo do livro e aqui Stott destaca 6 aspectos da vida cristã que se tornam impossíveis sem o uso da mente: adoração, fé, santidade, orientação, evangelismo e o ministério cristãos.
Posso destacar alguns pontos e ideias abordadas que, de fato, causam um impacto direto na nossa vida prática:
  1. Nossa adoração não pode ser irracional. Deve ser uma adoração ‘em verdade’ (João 4:24), e nosso amor ao Senhor deve ser ‘com todo entendimento’ (Lucas 10:27).
  2. O Saltério nos ensina que a definição básica de ‘louvor’ é: ‘Louvar o nome do Senhor’, ou ‘dar ao Senhor a glória devida ao seu nome’. O que louvamos? Tudo que Deus é e tudo que Deus faz. Como temos conhecimento de tais coisas? Usando a mente e estudando a Palavra de Deus.
  3. “Deus se revela a nós através da natureza e das Escrituras. Ao nos alimentarmos e meditarmos no Velho e do Novo Testamentos, podemos “responder em louvor e adoração” inteligentes. Nossa mente deve estar comprometida com a verdade de forma “íntegra e frutífera”.”
  4. A fé e a razão não são opostas, ao contrário, elas são compatíveis. A fé é reflexiva; não consiste em sentarmos em um banco esperando que coisas incríveis aconteçam conosco. Nossa fé é fundamentada no conhecimento que temos sobre as verdades de Deus e nosso evangelismo deve ser uma mensagem sólida e reflexiva, para que os ouvintes possam ter fé (vide Romanos 10).
CAPÍTULO 4: TRABALHANDO NOSSO CONHECIMENTO
Neste último capítulo, Stott aborda de forma objetiva, porém bem esclarecedora que todo o nosso conhecimento não é um fim em si mesmo. Não importa se possuímos muito conhecimento teológico ou se temos decorada a Bíblia de capa a capa, se isso não resulta em “adoração, fé, santidade e amor”. Tudo que sabemos não tem nenhum valor se não for colocado em prática, se não for vivenciado no dia a dia. E conforme o nosso conhecimento aumenta, triplica a nossa responsabilidade de pô-lo em prática.
Observo um erro que tem se tornado habitual: somos tentados a assistir milhares de pregações de Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, e outros nomes influentes no cristianismo, e sem pensar duas vezes compramos 400 livros diferentes sobre teologia. Queremos indubitavelmente ler as Institutas de João Calvino e ter todas as Bíblias de estudo existentes no mercado. Porém, tudo isso feito de forma errada não tem valor. Queremos nos encher de conhecimento, e no final, só nos enchemos de orgulho (1 Co 8.1); isso porque temos adquirido conhecimento SEM o amor que edifica, e não temos aplicado o que sabemos em cada aspecto de nossas vidas. Temos a ambição de sermos sábios, para que possamos sair vencedores nos debates e discussões sobre a Palavra, e sequer nos importamos em cumpri-la. Importa VIVER a verdade, não só pregá-la. Importa crescer em conhecimento E AMOR, não só em conhecimento.
Enfim, todo esse tema abordado no livro de Stott é, sem dúvidas, MUITO necessário e relevante. Não só para os que nunca tiveram em contato com essas verdades, mas também para os que já sabem, pois é sempre edificante relembrarmos as velhas verdades bíblicas.
Recomendo este livro para todos que possuem dúvidas sobre o assunto “Fé VERSUS Razão”. É um livro pequeno e de fácil compreensão. Para quem se interessar, está disponível na loja da Editora Ultimato: http://www.ultimato.com.br/…/produtos/crer-e-tambem-pensar-1 por apenas R$ 23,50.